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Mãe de aluno morto em praxe julgada por nomear “assassinos” na TV

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Este foi o título de uma notícia datada de 23-4-2016. Ontem teve início o julgamento da Maria Macedo, mãe de Diogo, que morreu numa praxe há 15 anos atrás e que nunca se apurou os verdadeiros culpados. A audiência teve contornos difíceis de qualificar dentro da moderação que pretendo manter no ComRegras. Por isso vou apenas mostrar a minha solidariedade para com a mãe e lamentar que não se dê o devido desconto a alguém que atravessa a mais dura das travessias.

Ficam os links de duas notícias e um editorial do jornal Público e alguns excertos.

Mãe que perdeu filho nas praxes vai a tribunal e invoca direito à “revolta”

Ex-aluno admite que jovem morto em praxe foi agredido e obrigado a fazer flexões

Uma mãe, um juiz, um dilema

cara-de-espantoA justiça nunca encontrou também os responsáveis pelo homicídio e é agora a mãe, Maria de Fátima Macedo, que se senta no banco dos réus acusada de difamação. Em 2014, nomeou os “assassinos” de Diogo, acusando-os da morte do filho, em entrevistas a um jornal e a duas televisões.

A Universidade Lusíada de Famalicão foi condenada a pagar uma indeminização de 90 mil euros a Maria. Olavo Almeida, agora consultor financeiro, exige-lhe uma indeminização de 120 mil euros.

Não querendo desconfiar de ti, se ele se sentiu mal ali e caiu para o lado, explica-me como é que ele acusou tantos hematomas, quer dizer, atirou-se contra as paredes”? (questionou outro tuno)

Maria de Fátima deve sentir-se a viver em estado de perplexidade na mais improvável twilight zone construída pelo imaginário, mas é impossível que o juiz que a está a julgar não pense também no lado kafkiano da sua própria situação. Como condenar alguém que já foi condenado à mais tremenda das provações, sobretudo quando a justiça não encontrou as respostas capazes de acalmar a sua dor? Porque os juízes não são robôs.

 

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