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João Costa Indigna-se Com “Procuradora” Manuela Moura Guedes

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Manuela Moura Guedes foi muito crítica com a atual política do Governo na área do ensino profissional, criticando fortemente o fim dos cursos vocacionais. Hoje o secretário de Estado João Costa reagiu na sua página pessoal de Facebook, contra-argumentando com o que Manuela Moura Guedes disse na SIC no seu espaço de “Procuradora”.

A ver…

Fonte: SIC


Comentando comentários

Quando se chega a casa e se vê na televisão em canal aberto e em horário nobre, a propósito dos 30 anos do Ensino Profissional, um conjunto de comentários inqualificáveis, apetece dar dados:
1. Dizer-se que o Ensino Profissional serve para os que não querem ser “doutores” é não perceber o Ensino Profissional, não o dignificar, revelar desconhecimento do que é o Ensino Superior.
2. Dizer-se que até se pode ganhar imenso dinheiro com uma formação profissional é reduzir a vocação à remuneração.
3. Dizer que a eliminação dos cursos vocacionais foi não reconhecer o papel do Ensino Profissional é ignorar que o requisito de entrada para estes cursos era o insucesso. A formação profissional faz-se por vocação e não porque “não se serve para estudar”.
4. Associar a redução do abandono escolar precoce em 2012 à criação de cursos vocacionais é manipular um indicador, já que este contabiliza os jovens entre os 18 e os 24, ou seja, que já saíram do sistema e não os que estão a frequentar novas ofertas.
5. Dizer que não há cursos na área da carpintaria ou na área do mobiliário é nunca ter visitado o Portal da Oferta Formativa.
6. Dizer que tudo isto é por ideologia do atual Governo é ignorar o que tem sido feito pela dignificação do Ensino Profissional: reprogramação de fundos, permeabilidade entre percursos, critérios de ordenação da rede, eliminação de requisitos discriminatórios no acesso ao ensino superior, adiantamentos de fundos, aumento do financiamento através do Orçamento do Estado, aprofundamento do Sistema de Antecipação das Necessidades de Qualificação, apenas para citar algumas medidas.
O que se “procura”?

Fonte: Facebook


Se é evidente que os cursos vocacionais foram um monstro burocrático, constituído por alunos que só por quem lá andou percebeu o calibre desses jovens… Também é verdade que os cursos vocacionais permitiram uma real aproximação com o mercado de trabalho e até ajudaram na “filtragem” dos cursos profissionais.

Não discordo da ideia base dos cursos vocacionais que encaminhava alunos para uma “profissão” logo no 3º ciclo. O problema é que tal como em muitos cursos profissionais, a ideia que a quantidade é qualidade é um erro de quem idealiza estes cursos fechado num gabinete.

É preciso ajustar a carga horária e as disciplinas ao perfil dos alunos, apostando num ensino principalmente prático.

Acabar com os cursos vocacionais não foi uma má ideia, mas ter continuado com os devidos ajustes teria sido uma excelente medida de gestão e enquadramento para determinados alunos.

Agora temos os CEF e os PIEF… É curto!

Alexandre Henriques

2 COMENTÁRIOS

  1. Acabar com os cursos vocacionais, sobretudo os do básico, redundou na diminuição de qualidade do Ensino Básico. Suspeito que era mesmo este o objetivo. Para garantir um mínimo de qualidade no 3.º Ciclo, é preciso dar percursos alternativos aos alunos que prejudicam as aprendizagens dos outros.

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