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JN | Escolas não registam casos de bullying. E o resto também não…

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cegoSomos amadores no que à indisciplina diz respeito, ponto. Hoje o JN tem na sua capa uma frase que reflete muito do que se passa em Portugal, neste caso em particular no combate ao bullying (consulte aqui documentação sobre o assunto).

Lembro-me quando na minha escola quisemos criar um gabinete de apoio ao aluno, no qual estivesse sempre um professor disponível para receber alunos que são colocados fora da sala de aula contactando de imediato os encarregados de educação. Ao abrigo do contrato de autonomia tive esperança que nos fossem atribuídas algumas horas, pois na minha, como em muitas outras escolas não existem professores suficientes com redução de componente letiva e o crédito horário anda pela hora da morte. A resposta foi um previsível “excelente ideia, mas utilizem os recursos que a escola possui…”

Obrigadinho…

Vou bater nesta tecla até que ela se estrague, a organização, recolha de dados, análise dos mesmos e resposta atempada às situações disciplinares são a alavanca necessária para ter uma escola disciplinada sem que para isso sejam necessárias tiranias compulsivas. A escola não pode resolver todas as causas disciplinares mas pode e deve estar preparada para lidar com ela.

No estudo que fiz, apenas 4% dos agrupamentos forneceram dados disciplinares, acredito que vários não o fizeram por opção, mas muitos também não o fizeram pois não fazem a mínima ideia da dimensão e tipologia de indisciplina existente. Ideia reforçada por aquilo que vi em várias escolas por onde passei e pelas conversas que tenho tido nos últimos anos com muitos colegas contratados que vão saltitando por diferentes realidades. Acrescente-se a indiferença da tutela sobre esta matéria, bem visível até no seu mais recente Programa de Promoção do Sucesso Escolar.

Bullying invisível para o Estado

Em Portugal, não há dados estatísticos oficiais sobre este problema: a humilhação e as agressões continuadas não merecem tratamento especial por parte da Direção-Geral de Estabelecimentos Escolares. Nem sequer são diferenciados. As estatísticas ficam diluídas entre as agressões e as falhas de comportamento.

Deixo-vos a proposta ComRegras, de um modelo low cost, que no meu entender “profissionaliza” a abordagem disciplinar em âmbito escolar.

Constituição do Gabinete Disciplinar

Modus operandi

Funcionamento_Gabinete_Disciplinar

E por fim, a grelha para recolha de dados disciplinares aqui e ali.

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