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Já Sabemos Quanto Custa Recuperar Todo O Tempo De Serviço Dos Professores

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O Governo bate na tecla dos 600 milhões de euros, mas há muito que se desconfia desses valores. Foi até criada uma comissão para saber quanto custa a recuperação integral dos 9 anos, 4 meses e 2 dias, mas até à data, ninguém sabe de qualquer conclusão.

Na semana passada quando a ILC foi ao Parlamento, fomos munidos de 2 quadros elaborados pelo Maurício Brito que teve a cortesia de nos fornecer. Foi dito aos Srs. Deputados que o custo real da recuperação integral do tempo de serviço docente não chega aos 300 milhões de euros, menos de metade do que António Costa tem afirmado.

Cai assim por terra o principal argumento para não devolverem o tempo de serviço aos professores. Os Srs. Deputados devem usar esta informação para confrontar o Governo, podendo até aprovar a ILC, ou apresentar uma alternativa similar, já que os valores reais estão muito longe da propaganda socialista…

A verdade é como o azeite…

(descarregue o documento para melhor analisá-lo)

Fonte: O Meu Quintal

 

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10 COMENTÁRIOS

  1. É um total absurdo considerar a despesa “líquida”. Não existe “despesa líquida”. Tal equivaleria a considerar que a receita de IRS, bem como da CGA, poderiam vir de outras fontes, por exemplo, da árvore das patacas.
    Assim, teremos de considerar a despesa real nos 491 milhões.

  2. Será difícil compreender que o valor do IRS que os professores pagam serve para financiar despesas do Estado? Será difícil compreender que essas despesas existem sempre? Será difícil compreender que, se os professores não pagarem IRS (por o Estado não lhes pagar – por não considerar despesa), alguém vai ter de o pagar porque a despesa não diminuiu?
    Porra, pá !

    • Parece-me que está a baralhar uma coisa simples.

      Se o problema da recuperação total do tempo de serviço é o seu impacto orçamental, então temos de olhar para a questão no seu todo. Isto é, se os professores recuperarem o tempo e em consequência subirem de escalão, passam a receber mais, mas também, automaticamente, a pagar mais IRS. Aumenta a despesa pública na Educação mas aumenta também, embora menos, a receita das Finanças.

      Uma análise séria da questão, da forma como ela sempre foi colocada pelo governo, que é a do elevado impacto orçamental, tem de considerar tanto o lado da despesa como o da receita pública.

      Uma análise macroeconómica poderia ainda ter em conta que os professores, ganhando mais, também irão consumir mais e, portanto, aumentar a receita do IVA. Não vou por aí, mas há uma coisa que é evidente: o acréscimo de despesa com a recuperação do tempo é “peanuts” quando comparado com as trafulhices da CGD hoje divulgadas e que todos iremos pagar.

  3. Bem. O Agnelo devia estudar Finanças (eu por acaso estudei…).
    E nem merece discussão a observação que fez tamanho é o disparate.
    E nem precisamos ir ao tempo em que os funcionários públicos não pagavam impostos porque numa era pré-informática o custo de os cobrar não se justificava face à nula receita efetiva. Por razões sociais isso acabou no tempo do Cavaco. Financeiramente não gera receita real mas socialmente era inaceitável…
    Mas podemos ainda ir mais longe na questão da liquidez: o aumento salarial vai ser consumido (dificilmente com o que ganham os professores vão poupar o que recebem). E ainda que poupem um bocadinho vão comprar coisas. E quem compra coisas paga IVA, IMI, Imposto automóvel, Imposto de selo, etc tudo receita do Estado. Então imaginem que em cada 100 euros recebidos líquidos de IRS e descontos uns 30 vão para impostos ao consumo… imaginem que isso vale uns pozinhos de crescimento económico…
    O Agnelo nunca deve ter ouvido falar do buraco aberto e tapado de Keynes….

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