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Inquérito | A Escola, a Família e os Trabalhos de Casa.

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O tema está na ordem do dia e há muito que se fala nesta questão. Está na altura da comunidade educativa pronunciar-se sobre este assunto.

Foram preenchidos 3850 inquéritos, em breve serão apresentados os resultados.

Por favor responda à 2ª parte do inquérito que inclui outras questões relevantes

42 COMENTÁRIOS

  1. Devo discordar com a estrutura do inquérito, na medida em que na regularidade doa TPC aceita apenas uma opção por ciclo de ensino e, francamente, como encarregada de educação e docente, concordo com os TPC com conta, peso e medida e faseados, isto é, distribuídos na semana. Por outro lado, se houver concordância com os TPC não se justifica, e até é um contra senso, ter de apontar obrigatoriamente qual a razão pela qual não se concorda com o TPC.
    Sugeria assim que houvesse algumas alterações, ou acrescentos, ao inquérito para o tornar mais acessível, apelativo e para que as conclusões venham a ser mais fiáveis.

  2. O trabalho de casa pode ser uma mais valia, quando funciona como um complemento da aprendizagem e uma forma de estimular a autonomia do aluno, no que diz respeito a pesquisas, consultas, projetos, etc.
    O problema é mesmo o excesso de trabalhos de casa, que diariamente são entregues aos alunos a todas as disciplinas, o que em média representa cerca de mais 1 ou 2 horas de estudo por dia. Depois de um aluno estar na escola 8 horas, não pode ser produtivo vir para casa fazer mais do mesmo, por isso eu considero que deviam ser estabelecidos limites e regras no que diz respeito aos trabalhos de casa, se não mesmo abolir de vez!

  3. O trabalho de casa funciona às vezes, como complemento do conhecimento que está a ser ministrado e não se encontra nos manuais ou como suplemento de uma aprendizagem mais completa e coesa,
    Os trabalhos de cada existente e praticados nas escolas portuguesas, são exagerados provocando um stress enorme nos discentes e progenitores ou encarregados de educação.

  4. Tive alguma dificuldade em preencher o questionário porque considero que o problema não está nos trabalhos de casa mas sim na extensão dos programas curriculares. Os programas deveriam ser reduzidos ao essencial para que os professores tivessem tempo de transmitir a matéria e levar os alunos a sedimentar os conhecimentos por via de exercícios, trabalhos práticos, visitas, experiências, etc. Neste caso, os TPC seriam completamente desnecessários e os alunos aprenderiam melhor e desenvolveriam também outras competências igualmente importantes.
    No contexto atual, em que em cada aula é dada matéria nova, o que sinto é que sem TPC a apropriação das matérias pela totalidade dos alunos é muito difícil (digo “pela totalidade” porque tenho filhos completamente diferentes a este nível), sendo levada a concluir, contrariamente à minha convicção, que os TPC são importantes (desde que não em excesso, é claro).

      • Bom dia! Penso ser o inquérito muito pertinente para ajudar os professores colocarem em pauta a quantidade de matérias que os alunos têm e tpcs que deveriam ser dados. Mais vale ter como lição de casa dois exercícios que resumem o que é muito necessário para interiorizar dada matéria, que deixar os alunos perdidos em tantos afazeres. Alguns alunos não se perdem em meio aos tpcs, porém nem todos são iguais. Por isso respondi o inquérito por mim, que tenho um só filho e nem sequer necessita muita ajuda para a realização dos mesmos. Além dos tpcs, existem outras particularidades em cada aluno, que penso que os professores precisariam olhar com verdadeiros olhos de serem mais do que professores, pois é onde se encontra não somente o mestre, e sim o que tem o dom, e é precisamente nesse ponto em que todos os alunos tão iguais e tão diferentes serão capazes de aprender. Há hoje em dia várias atividades extra-curriculares que por vezes prejudicam o bom funcionamento escolar e falta de tempo para as crianças organizarem tudo que precisam dentro do ritmo possível deles. Deixo um forte abraço aos professores que tamanha importância tem para formar os nossos enquanto seres completos.

        • Obrigado Siça Souza.
          O Ensino tem um conjunto de variáveis e fatores que o condicionam e potenciam. Optei por fazer um pequeno inquérito sobre os TPC para conhecermos um pouco da opinião da comunidade educativa. Haverá tempo para fazer um mais abrangente 😉
          Cumprimentos.

  5. Os TPC poderão (se é que mesmo assim são) ser uma mais-valia para os alunos cujos pais têm competências e tempo para os ensinar e ou condições para pagar a alguém que o faça por eles. Para os outros apenas aumenta o fosso que os separa dos primeiros. Poderia escrever mais contra os TPC, pelo menos na forma como são apresentados na grande maioria dos casos mas, o tempo não abunda pelo que me fico por aqui.

    Isidoro Roque,

    Presidente CE da FERLAP

  6. Como docente não me revi nas hipóteses de calendarização apresentadas: a maioria do trabalho que os meus alunos levam para casa ou se referem a tarefas não terminadas na aula (e que, dependendo do ritmo de trabalho de cada um, não abrange todos os alunos) ou são atividades práticas de complemento da aprendizagem ( por exemplo, entrevistas, pesquisas, inquéritos, etc, previamente preparados na aula).

  7. No meu entender, a questão não é se deve haver trabalho autónomo ou não, mas sim, onde e em que condições é feito de modo a não prejudicar nenhum aluno. As famílias têm dinâmicas de vida muito diferentes, o que está bem para um aluno poderá não funcionar para outro. Defendo que o estudo autónomo, especialmente no ensino básico, seja efetuado na escola, em tempo útil para a criança e sob orientação de um professor. Desenvolver a autonomia nos estudos é fundamental, acompanhar as crianças com dificuldades e desenvolver estratégias para elas é da competência da escola, acredito profundamente que se ao primeiro sinal de dificuldade a criança tivesse o acompanhamento adequado, quer pela escola quer pelo professor, o insucesso escolar seria mínimo. Em Portugal temos bons exemplos que estão a funcionar muito bem, o Agrupamento de Escolas de Carcavelos, na Madeira a Escola Básica 123 do Curral das Freiras, a Escola da Ponte, são casos de sucesso, porque não tentar perceber como o fazem?

  8. Como encarregado de educação, as questões que coloca, nomeadamente as primeiras, muitos trabalhos/melhoram o desempenho/tempo estimado, são difíceis de responder com clareza e exatidão, porque, já vi de tudo.

    Os maiores exageros aconteceram sempre no 4º ano de escolaridade! Como pode uma criança de 8/9 anos ter TPC’s diários cujo tempo de realização é superior a 1 hora, às vezes 2 horas!! Observei muitas vezes TPC’s com matéria a lecionar no dia seguinte! Claro que só os melhores alunos e/ou aqueles que os pais estavam disponíveis cumpriam as tarefas. Infelizmente, sentimo-nos na obrigação de intervir junto dos professores. Nesta fase, o meu papel de educador foi muitas vezes o controlar a angústia provocada pela enorme pressão que os professores lhes colocavam. Felizmente os exames do 4º ano terminaram!!
    No 2º ciclo algumas situações voltaram a repetir-se nas disciplinas de exame. Mas não concordei com o fim dos exames do 6º ano.
    No 3º ciclo observo que os professores tem a perceção do número de disciplinas do currículo, consequente carga horária, tempo dispendido em transportes por muitos dos alunos, e não abusam nos TPC’s.
    No ensino secundário, excetuando a execução de trabalhos para avaliação, os TPC’s são quase inexistentes.

    Concluindo, concordo com os TPC’s quando o objetivo é o fomento de regras de trabalho/estudo, consolidação das matérias aprendidas, no pressuposto do respeito da idade da criança, do tempo dispendido e da pertinência das tarefas.

  9. Já preenchi o inquérito e acho que este inquérito faz todo o sentido. No entanto acho que também era importante focar a quantidade de tpcs. Eu concordo com os tpcs o problema é a quantidade que as crianças trazem todos os dias. Parabéns pela iniciativa

  10. Considero que o trabalho de casa serve, não como um castigo, mas como um reforço das aprendizagens da aula. É uma forma dos alunos praticarem e adquirirem técnicas de estudo.
    Além disso, os trabalhos de casa não são excessivos e pretendem desenvolver a autonomia e a responsabilidade dos alunos.

  11. Tenho dificuldade em responder a todo o inquérito dado não abranger a minha situação. Como prof. de CN muito raramente passo TPC. Já como prof. de matemática proponho 2 a 3 perguntas para treinamento sistemático e consolidação de conhecimentos. Nunca exigi que os TPC apareçam na aula corretos. Bem pelo contrário, prefiro trabalhar na dúvida e erro do aluno.
    Em relação à duração dos TPC, a pergunta refere-se aos da nossa disciplina?
    Refira-se ainda que os pais não são informados acerca das metas, sua exigência e desrespeito pelos níveis etários. Toda a “”culpa” é projetada nos TPC. Da mesma forma, todos os encarregados de educação são vistos como intervenientes ativos.

  12. O inquérito deveria de permitir a especificação do ano escolar. Mas é útil e sempre uma chamada de atenção para este “problema” nacional. Obrigada.

  13. A questão é pertinente, contudo o preenchimento do questionário não permite a assertividade quanto ao cerne da questão, dado que o problema não está nos trabalhos de casa per si mas sim na extensão dos programas curriculares.
    Os programas deveriam ser reduzidos ao essencial para os professores e sobretudo os alunos não serem bombardeados pela pressão de cumprimento de estatísticas e indicadores que distorcem a realidade e o papel basilar do ensino. Assim como não se fomentaria o negócio dos centros de estudo, e das editoras que a reinventam manuais e fichas e complementos e outros tantos volumes que apenas pesam no orçamento das famílias. Os professores teriam mais tempo para acompanhar o desenvolvimento e a aquisição dos conhecimentos por via de exercícios, trabalhos práticos, visitas, experiências, etc. Neste caso, os TPC até poderiam ser completamente desnecessários e os alunos aprenderiam melhor e desenvolveriam também outras competências igualmente importantes. Cidadania, princípios e ética, entre outros pilares de uma sociedade inclusiva e de proximidade.
    No contexto atual, em que em cada aula é dada matéria nova, sem TPC a apropriação das matérias pela totalidade dos alunos é muito difícil, sendo levada a concluir, contrariamente à minha convicção, que os TPC são importantes se na conta certa.
    Há tempo para aprender, mas sobretudo há que respeitar o tempo de crescer de forma harmoniosa e coesa onde a escola é a ponte entre a sociedade e a família.

  14. Estou de pleno acordo com a Paula Martins e como tal transcrevi o comentário que escreveu ,” a questão não é se deve haver trabalho autónomo ou não, mas sim, onde e em que condições é feito de modo a não prejudicar nenhum aluno. As famílias têm dinâmicas de vida muito diferentes, o que está bem para um aluno poderá não funcionar para outro. Defendo que o estudo autónomo, especialmente no ensino básico, seja efetuado na escola, em tempo útil para a criança e sob orientação de um professor. Desenvolver a autonomia nos estudos é fundamental, acompanhar as crianças com dificuldades e desenvolver estratégias para elas é da competência da escola, acredito profundamente que se ao primeiro sinal de dificuldade a criança tivesse o acompanhamento adequado, quer pela escola quer pelo professor, o insucesso escolar seria mínimo. Em Portugal temos bons exemplos que estão a funcionar muito bem, o Agrupamento de Escolas de Carcavelos, na Madeira a Escola Básica 123 do Curral das Freiras, a Escola da Ponte, são casos de sucesso, porque não tentar perceber como o fazem?”

  15. O meu filho é um aluno de nível 4 e só faz o que os professores mandam, caso contrário nem pegava nos livros em casa, para consolidar as matérias das aulas. Os conflitos em minha casa só aparecem quando a encarregada de educação pretende que o seu filho adquira novas técnicas de estudo que os professores não Solicitam. O nível de excelência tem que ser obtido com algum esforço que meu filho, diz não necessitar , pois os professores só pedem T.P.C. alguns exercícios de consolidação diária , é mediano , para quem têm tantas potencialidades para dar há escola, a si próprio e num futuro ao País .

  16. Os tpc aumentam as desigualdades, pois enquanto uns pais têm capacidades e tempo para ajudarem os seus filhos, outros pais não têm. Além disso aumentam os conflitos entre pais e filhos. Sou totalmente contra os tpc.

  17. Mas tanto barulho por nada… Se não querem fazer os TPC não os façam ! Que eu saiba não são obrigatórios! Os meus filhos vão continuar a fazê-los. Agradeço aos professores por marcarem os TPC e, quando os não marcam, trato eu disso, quando percebo que precisam de consolidar alguma matéria. Para já não há traumas. Mas nunca se sabe quando podemos ficar muito modernos e o risco no caderno nos há-de marcar para a vida…

  18. Os trabalhos de casa todos os dias, são inúteis , são um esforço para toda a comunidade escolar, inclusive pais, que já dispõe de pouco tempo para passar em família. As crianças já estão na Escola demasiado tempo. Precisam de brincar conviver, tomar banho, ter outras actividades, comer em família e NÃO PENSAR NA ESCOLA quando regressam a casa. Com o tempo que o aluno passa na escola, tem todas as condições para a aprendizagem de todas as matérias e complementos de aprendizagem. Concordo com um pequeno trabalho ao fim de semana só para responsabilização. O trabalho de casa não pode ser a consolidação das matérias e seus conteúdos . Isso deverá ser feito na escola.

  19. Muitos trabalhos de várias disciplinas nós mesmos dias, é demais.
    São miúdos ainda, carga sim mas com moderação.
    Chega a ser mesmo cansativo para os encarregados de educação, que depois de um dia a trabalhar, ainda vão ajudar os seus filhos.
    Responsabilidade sim, mas deixei-nos crescer.

  20. Os trabalhos de casa são um modo de fazer com que os alunos, sobretudo os mais novos, desenvolvam o hábito (absolutamente indispensável para um percurso escolar bem sucedido) de trabalhar diariamente de forma individual. Não é sério pensar que apenas o trabalho nas aulas é suficiente para uma aprendizagem significativa, devidamente interiorizada e integrada nas estruturas cognitivas, pronta a ser mobilizada sempre que necessário. É verdade que pode “tirar” tempo ao aluno e à família mas é como cozinhar, lavar a louça ou a roupa (…): são tarefas que tiram muito tempo mas que fazem parte da rotina diária de quem, quando as vai levar a cabo, já trabalhou 8 horas. É importante ajudar os jovens a entender que o seu papel de alunos tem uma componente de trabalho individual diário, que pode estender-se para lá do período que passam na escola, e orientá-los na organização e gestão eficientes do cumprimento das tarefas inerentes a esta dimensão. Não deve, no entanto, esquecer-se que, pelo menos a partir do 2.º ciclo, algum do muito tempo que os alunos passam na escola pode ser utilizado no estudo e na realização de TPC: períodos de 2 horas para almoço, espera por transportes, aulas de apoio, para citar apenas algumas possibilidades. O problema da falta de tempo dos jovens pode ser, não as tarefas escolares, mas a miríade de atividades em que se envolvem, com o beneplácito dos pais, e que deslocam o seu foco de interesse, de responsabilidade e, sobretudo, de investimento emocional e intelectual, da dimensão do trabalho para a do lazer. É importante prepará-los para a sua vida de adultos, pelo menos, da maioria dos adultos: é recompensador fazer e fazer bem o que nos compete; o tempo de lazer deve ser arduamente conquistado ao tempo de trabalho.

  21. Considero que os trabalhos de casa são úteis para treinar e consolidar aprendizagens de sala de aula, mas que devem ser solicitados com moderação e sensatez, pois é fundamental que os alunos tenham tempo para desenvolver outras atividades. O excesso de trabalhos tem muitas vezes o efeito inverso.

  22. Toda esta conversa fiada da escola opressora e da instalação de uma nova ordem onde reina a ”palhaçada”; o pouco trabalho; e a felicidade eterna, e sem TPC, anda a reboque de certas ”ideias”, muitas dos contos de fada, e outros inspirados nos países muito modernos e loiros… mas , por vezes, a realidade é um pouco outra…

    ” In a report published by the right-wing think tank the Centre for Policy Studies, Mr Sahlgren argues that Finland’s star performance in the 2000 Pisa tests was built on the legacy of an older, very traditional education system, which had been part of the country’s process of nation building.
    But this wasn’t the image of Finland wanted by education experts, he says. Instead, when Finland was the top performer in Europe, it
    was used as a “counter-argument” to the success of east Asian school systems in Singapore, Shanghai and Hong
    While they were seen as successful because of hard work and grindingly long hours, Finland was seen as the way to achieve success with a much more creative and less centralised approach.
    Mr Sahlgren, based at the London School of Economics, says there was “never any real evidence” for such an impression.
    “It was simplistic, looking at how Finland’s system looked today, without looking at its history.”
    Rather than being the opposite of east Asian countries, he says in many ways Finland was like those emerging economies.
    Compared with its Nordic neighbours, Finland was a “late developer”, much poorer and with lower levels of education in the early part of the 20th Century.
    Finland’s approach of investing heavily in education and seeing rapid improvements was in many ways more like the pattern of Tiger economies in east Asia than the more sluggish progress in western Europe.
    Fairy stories’
    Mr Sahlgren’s research argues there is a reluctance to accept that Finland’s education system, under which many of its successful teachers had trained, had been very structured and centralised.

    He quotes a research group from the UK visiting schools in Finland in 1996, a few years before the Pisa tests brought the world’s attention to the country’s schools.
    “We have moved from school to school and seen almost identical lessons, you could have swapped the teachers over and the children would never have noticed the difference,” said the researchers from the University of East Anglia, observing Finnish classrooms.
    Another study challenges what it calls the “misconceptions and misrepresentations” about Finland’s success in the Pisa tests.
    Tim Oates, director of assessment research for the Cambridge Assessment exam group, has published a study called “Finnish fairy stories”, in which he debunks what he claims are myths about the Finnish system.

    ‘Education tourism’
    He says the waves of “education tourism” that followed the success in Pisa tests failed to look at how the system had improved.
    Helsinki
    “They got off the plane and asked the Finns about the system in 2000 – not what it was like during the 1970s and 1980s, when standards were rising.”
    He also warns of a tendency for people to use Finland’s school system as a way of confirming what they want to find.
    The claim that Finland does not have an Ofsted-style inspection and national testing is an incomplete picture, says Mr Oates. He says there has been a strong system of accountability and inspection and gathering of data.
    The difference from a system such as England, says Mr Oates, is how the information is used – for example in Finland exam results are not published in school league tables as they are in England.
    It is also misleading to think there are not high-stakes exams or academic selection, he says, with entrance to some secondary schools being determined by test scores.
    And Mr Oates argues it is “hopeless myopia” to see Finland’s system as a model of high levels of autonomy.

    Autor: Sean Coughlan; BBC.

    E , já agora, as palavras de uma professora finlandesa… Onde é que eu já ouvi isto???
    Two out of every three schoolchildren in Finland are being let down by an outdated system and uninspiring teaching.

    That is one of the claims made in a provocative new book by primary-school teacher Maarit Korhonen, which challenges the widely-held belief that the Finnish education system is among the best in the world.

    In Herää, koulu! (“Wake up, school”), Korhonen argues that Finland’s consistently high performance in international PISA rankings, a test of problem-solving skills among 15-year-olds, has led to complacency among Finland’s educational establishment, and has blinded teachers and decision-makers to the reality of teaching today.

    “What we are studying, it’s so old fashioned,” Korhonen says. “We have the same chapters in the science book that I used to have in the ’60s. Same subjects in the same order. Nobody changes anything, but something has to change.”

    E SURPRESA DAS SURPRESAS (no mesmo artigo)

    Korhonen’s straight-talking attack on Finland’s prized school system will come as a surprise to many who are familiar with the widely perpetuated idea that Finnish education is one of the most progressive and effective in the world, as evidenced by the country’s regular high scores in the international PISA study.

    However PISA’s detractors, Korhonen included, claim this one measure of educational success cannot possibly give a full picture. Korhonen insists that PISA does not give any indication of how well schools are inspiring children to fulfill their potential, or to think for themselves. As a result, she does not subscribe to the often-repeated idea that Finnish schools are world leaders.

    “I think the only thing we are best at is that the teacher still can keep the classes calm, the classes are mainly quiet when the teacher’s here so the kids are listening and learning,” Korhonen says. “But we don’t teach them to discuss or express their own opinion, we teach them to keep quiet, and we are good at that,” she adds.

    Fonte: YEL (Agência de notícias finladesa… estatal)…

  23. Considero que deve haver tempo para tudo. Mas concordo com um tempinho dedicado ao estudo e às tarefas escolares.
    Por vezes há pais que se queixam que não têm tempo para os filhos. Poderá estar aí um espaço e um tempo para muitos voltaram à escola, acompanhar os seus filhos e aprender algo também.

  24. Em relação ao meu filho e provavelmente à maioria dos alunos destas idades (11 a 16) os TPCs são a única maneira de estudarem. Mas tudo deve ser feito em atenção à carga horária e portanto acho que os professores deviam falar e combinar de modo a não sobrecarregarem. Ao fim de semana há mais tempo mas também há outras actividades familiares e isso também deveria ser considerado.

  25. Na minha opinião a questão sobre a regularidade dos TPC está mal realizada. Como docente, eu marco TPC apenas uma vez por semana, assim, os alunos tem uma semana para o fazer , uma vez que só os corrijo na semana seguinte, pois só tenho aulas com eles uma vez por semana.
    Julgo que o tempo semanal por disciplina é um factor importante a ter em conta em relação aos TPC, Será que uma disciplina que tem 5 tempos por semana deverá marcar os mesmos trabalhos de quem só tem 2 tempos?

  26. Na minha opinião o inquérito tem lacunas, pois em algumas respostas senti-me obrigada a não ser consistente com a minha forma de pensar acerca dos trabalhos de casa. Acho que os trabalhos de casa são benéficos, para consolidação dos conhecimentos adquiridos na aula, desde que sejam passados com conta, peso e medida e que os alunos sejam capazes de os realizar sozinhos ou com uma pequena ajuda dos pais/encarregados de educação. Pela extensão e complexidade dos programas, feitos cada vez mais para alunos excelentes, que não é a realidade de Portugal, infelizmente, tem-se assistido a situações em que a matéria é dada na aula de forma muito superficial e a consolidação tem de ser feita em casa, com excessivos TPC’s e com apoio imprescindível dos pais/enc. educação, que nem sempre conseguem faze-lo, pois não é essa a sua função. Esta situação leva a que os alunos tenham explicações cada vez mais cedo (caso os pais as possam pagar) e a uma degradação gritante da relação pais/filhos. Aqui o problema não são só os trabalhos de casa, pois a existência dos mesmos é ou não prejudicial, dependendo do intuito que é dado aos mesmos. Na minha opinião o problema está na base e é urgente repensar o ensino em Portugal, pelo bem dos alunos, professores e restante comunidade escolar.

  27. A temática dos TPC é tão mais complexa que não consegue ser verdadeiramente explorada neste questionário; primeiro e preciso esclarecer o que é TPC… estudar? Fazer um resumo? Responder a questões sobre uma matéria trabalhada na aula? Fazer um esquema? Consolidar estratégias de cálculo? Ou simplesmente exercícios porque sim? O que é prioritário? O problema centra-se no TPC ou quer-se tapar o sol com a peneira porque não interessa explorar o verdadeiro problema, que é, por exemplo, a carga horária dos alunos e excessivo tempo que estes passam na escola, a enormidade de conteúdos que estes tem que aprender e que não tem tempo para consolidar… Tanto, mas tanto há a mudar…

  28. Os trabalhos de casa realizados depois das 17.00 são contraproducentes. E nem devem existir. Mas o trabalho autónomo depois das aulas deve ser regular e apoiado na escola
    Os alunos devem sair da escola com tudo feito.
    Muito importante o trabalho de projeto em grupo ou nao. A escola devia fomentar o trabalho de grupo, a procura, a descoberta do conhecimento e a interdisciplinaridade.

    • Os TPC são necessários e, tal como o nome indica, feitos em casa! A descoberta do conhecimento é muito bom… para quem já possui ”arcaboiço” científico para tal… Um aluno aprende o conhecimento que não tem… Só se espera que sejam bons … os mestres.

  29. Infelizmente,nos dias que correm, os alunos só “estudam” se tiverem tarefas para realizar. Se não houver trabalhos de casa que sirvam para sistematizar os conteúdos, os alunos não os revêem.

  30. Os TPC deverão ser considerados como um veículo entre a escola e as famílias e o tempo dedicado a esses trabalhos pode ser um momento de diálogo entre pais e filhos. Simultaneamente os pais e encarregados de educação poderão estar a par do que é trabalhado nas aulas.

  31. Os TPC são necessários para consolidar matéria dada durante o dia, fazer revisões do dia e em alguns casos estudar (pois alguns alunos não sabem o que é estudar) mas são incomportáveis perante os programas de cada disciplina e carga horária dos alunos.
    Tenho uma filha que no 7º ano que tem à 4ª feira, 8 horas de aulas + 1 hora de intervalo almoço = 9 horas na escola e à 5ª feira, 9 horas de aula + 1 hora de almoço = 10 horas na escola + tempo de transporte de ida e volta (1 hora) + TPC (1 hora) + (Banho + Jantar = 1 hora) + pelo menos 8 horas de sono…
    Ou seja
    4ª feira sobram 4 horas
    5ª feira sobram 3 horas
    Ainda estuda ao fim de semana e toda a família fica comprometida. Ou seja, esqueçam os fins de semana em família. Não existem.
    Pergunto, numa situação normal, quantos adultos trabalham ou deveriam trabalhar 9 horas + 1 almoço?
    Quanto adultos dispõem de 3 ou 4 horas livres para fazer o que quiserem: tarefas, ginásio, hobby, conversar, etc?

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