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Quem ingressou na carreira após 2012 vai passar 4 anos (ou 3) à frente de quem já cá estava. Exemplos:

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Um comentário publicado por António Castelo Branco no artigo Proposta de portaria para o reposicionamento na carreira e que espelha bem as injustiças que irão surgir.


Mais uma acha para a fogueira!
Além da confusão que vai ser a implementação desta portaria, com milhares de esclarecimentos a cada ponto da mesma, vai dar início a uma guerra de todos os docentes que entraram na carreira antes de 2007 e que, ou ingressaram na nova após 3 anos no índice 151, ou o fizeram transitando para o mesmo índice, fazendo com que, quem estava no 4º escalão, índice 167, passasse para o 1º escalão da nova carreira. Quem ingressou na carreira após 2012 vai passar 4 anos (ou 3) à frente de quem já cá estava.
Alguns exemplos:

1. Começou a lecionar em setº 2003. 5 anos de serviço em 31/12/2017 (faltam 2 dias, mas é para simplificar). a) ingressou no quadro em 2005 – passou em janeiro de 2009 ao índice 167, passando ao 2º escalão em janº 2020. b) ingressou em 2014 – 1º escalão, passa ao 2º escalão em 1/1/2018 e, após observação de aulas, ao 3º em janº2021 (ganhou 3 anos)

2. Começou a lecionar em setº 2001. 7 anos de serviço. a) ingressou em 2003 – 1º escalão, índice 167 em 1/1/2008 e 2º escalão em 1/1/2019. b) ingressou em 2014 – 1º escalão, passa ao 2º escalão em 1/1/2018, pede observação de aulas e passa ao 3º em 1/1/2019 (ganhou 4 anos)

3. Começou a lecionar em 1998. 10 anos de serviço. a) ingressou em 2001 – 3º escalão, índice 151, passando ao 4º escalão, índice 167, em 1/9/2002, transitando para a nova carreira no 1º escalão e progride ao 2º em janº 2009, devendo progredir em janº 2020 ao 3º escalão, para o qual requereu Observação de Aulas (já efetuada e recuperada, ou a efetuar este ano letivo 2017/2018). b) ingressou em 2014 – 1º escalão, 167, progredindo em setº 2018 ao 3º escalão (com observação de aulas este ano) e ao 4º escalão em janº 2020 (ganha 4 anos)

4. Começou a lecionar em 1989. 19 anos de serviço. a) 7º escalão em setº 2004. Transita para a nova carreira no 4º escalão, prevendo-se a sua progressão ao 5º escalão em janº 2018. Teve observação de aulas mas, devido às quotas, não obteve menção de Muito Bom. Mantém-se no 4º escalão até ter vaga ou Muito Bom (setº 2018, na melhor das hipóteses). b) Ingressou em 2014. 1º escalão, índice 167. 2º escalão em janº 2018, observ. aulas e 3º escalão em setº 2018. observ. aulas e aval. MB e progride ao 5º escalão em setº 2019 e, automaticamente, ao 6º escalão, contando já todo o tempo desde janº 2018 como sendo prestado no 6º (ganhou, pelos menos, 5 anos).

E as injustiças continuam…

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9 COMENTÁRIOS

  1. E lamentável que continuem a associar benefícios para quem aguarda desde 2011 o respectivo reposicionamento, fazendo crer que “existe” uma eventual vantagem em ter estado durante 7 anos, provisoriamente ou congelado como preferirem, no 1º escalão!! Mais uma vez recordo que em 2007, 2009 e 2010 foi aplicado um regime de transição baseado no valor da remuneração e não no tempo de serviço, assim ocorreram “perdas” de tempo de serviço para uns (3 a 4 anos), nomeadamente para quem estava no 2º e 3º escalão antigo e ao mesmo tempo (mas ninguém fala nisso) os docentes em escalões mais elevados, 6º, 7º e 8º, avançaram para escalões que previam mais tempo de serviço, tendo ganho nessa transição 3 a 4 anos!!! Pergunto: o que os colegas que aguardam reposicionamento têm a ver com essa situação? porque não é apontado o “beneficio” que ocorreu em 2010 nos escalões mais altos e apenas sugerem criticas e revoltas para com aqueles que estão há 7 anos congelados em escalão indevido????? Gostava que os blogs ativos em “travar” um justo reposicionamento, para quem andou mais de vinte anos como contratado, denunciassem/divulgassem as injustiças e desigualdades decorrestes das transições efectuadas em 2007, 2009 e 2010!!! mais uma vez deixo o desenho……do que a transição provocou….e que ficou escondida, através da omissão deliberada, de publicação da portaria exigível desde 2010 ao reposicionamento!!!

    • Não, colega anónimo. Está enganado!
      O benefício que teve quem estava nos últimos escalões foi a chegada de um novo escalão para o topo, onde ainda ninguém chegou.
      Veja o que aconteceu todos com a transição para o ECD regulado pelo DL 15/2007. Todos, com exceção dos que migraram para titulares (8º, 9º e 10º escalões) foram prejudicados. E, mesmo estes, em vez de ficarem 3 anos no 8º(1º de titular, atual 6º) e 6 no 9º (2º de titular e atual 8º), passaram a ter que fazer 6 em cada. Em 2010, desapareceram os titulares e passaram a ter que fazer 4 no 6º, 4 no 7º e 4 no 8º. Onde está o benefício?
      Só se for comparado com quem estava no 6º e 7º escalão do 312/99. Exemplo: Quem tinha 17 anos 313 dias de tempo de serviço em 29 agosto de 2005 (1º congelamento), estava a dois meses e dois dias de mudar para o 8º escalão (índice 245). Com a publicação do DL 15/2007, passou ao 4º escalão, com a duração de 4 anos. Logo, com o descongelamento em 1/1/2008, só mudou para o 5º escalão (índice 235, antes reservado a bacharéis que tinham ingressado no 3º escalão) em março de 2009, com efeitos a 1 de abril. Com o novo congelamento, mudará para o 6º escalão (índice 245) apenas em abril de 2018. Onde está o benefício que apregoa?
      E agora vê colegas com o mesmo tempo de serviço, mas que entraram na carreira Há 3 ou 4 anos, passar-lhe 4 anos à frente. É justo?
      E os exemplos continuam.
      É de toda a justiça que os que ingressaram na carreira sejam reposicionados, mas sem ultrapassagens, até porque já todos estavam ao serviço antes de 2007 Sem querer criar mais discussões, recordo que as aberturas de vaga foram feitos em normativos que referiam claramente que o ingresso era feito para o 1º escalão. Como havia congelamento, não puderam ser reposicionados.
      Sei que a carreira é diferente, e que os que estavam na definida pelo DL 312/99 andaram como contratados nos índices 126 e 151, antes de ingressarem.
      Penso que a hora é de lutar para que todos os docentes sejam tratados da mesma maneira, e não é corrigindo injustiças com outras que conseguimos que a educação melhore e que os professores sejam mais dignificados.

    • Isto para não falar dos colegas que ingressaram na carreira no índice 151 antes de 29/8/2005, perfizeram 3 anos no mesmo, passaram ao índice 167, 1º escalão, em 2008, 2009 ou 2010, e vão agora, em 2019, 2020 ou 2021, progredir ao 2º escalão, quando colegas, com o mesmo tempo de serviço, que não entraram na carreira por ser de grupo “entupido”, ter menor graduação profissional ou não quererem ir para longe, vão ser reposicionados no 2º escalão, ganhando 3 anos. É justo, colega anónimo? Estão congelados há tanto tempo como os outros, mas são prejudicados por terem entrado para o quadro.
      Recordo que nas transições de 2007, foi o Tribunal Constitucional que decidiu de modo a corrigir as ultrapassagens. E agora? Não é melhor evitar?

      • Caro colega, importa referir que,
        – até agora e desde 2010 não foi executado nenhum reposicionamento;
        logo, nenhum dos colegas retido/congelado em escalão indevido (1º) ultrapassou quem quer que já estivesse posicionado; (pelo contrário diariamente foram confrontados com a realidade de terem o mesmo tempo de serviço e estarem em escalão inferior!)
        – por outro lado, ninguém está a exigir um reposicionamento que provoque ultrapassagens e as propostas até agora apresentadas, depois de terem inventado a “anulação” do serviço enquanto não profissionalizado, a única coisa que garantem é o “adiamento” no tempo do reposicionamento……não é o cumprimento de critérios específicos como: aulas observadas ou volume de formação, que previne a existência de ultrapassagens.

        Por fim, na eventualidade de um reposicionamento justo colocar em evidência os erros cometidos durante o período de transição, quem se sentir lesado poderá recorrer e exigir judicialmente a correcção.

        Não me parece que “atacar” um reposicionamento justo possa contribuir para a melhoria de quem já está no quadro, pelo contrário a sua defesa poderá contribuir para que sejam corrigidas situações.

        Reafirmo, depois de 7 anos aguardar a publicação de uma portaria que foi “inventada” para “bloquear” o reposicionamento e, se possível alterar drasticamente as regras para o futuro, parece-me da mais elementar justiça que todos contribuam para a aprovação de regras justas e não ataquem quem se limita a defender o que acredita ser melhor para a carreira.
        Ainda nada foi aprovado e são inúmeros os ataques dos colegas que “percepcionam” que outros poderão ficar “melhor”……tenho pena que nenhum se tenha insurgido contra a injustiça perpetuada até ao momento…..6 fevereiro de 2018 e nada!! por exemplo prescindindo do seu escalão e repartindo com outros!! durante esse tempo estiveram calados e não se ouviu uma voz/escrito sobre injustiças e desigualdades!!

        • Torno a esclarecer que sou o primeiro a defender o reposicionamento, como já dei provas várias vezes. Muitos outros houve a defender, não só o vosso reposicionamento, mas a reparação de diversas injustiças.
          Penso é que devemos aproveitar para procurar soluções justas para todos, não prejudicando uns em favor de outros. Pelo facto de muitos professores só se preocuparem quando se sentem atingidos é que a nossa classe está constantemente a ser alvo deste tipo de medidas. (basta ver juízes, médicos, enfermeiros…).
          Além disso, o facto de se pactuar (e os sindicatos têm culpa aqui) com medidas avulso que potenciam estas situações levam a maiores divisões. A quem interessa?
          Lutemos todos para dignificar a nossa classe e pela justiça, não apenas pela nossa situação particular.
          Espero sinceramente que o reposicionamento seja uma realidade. Mas, já agora, que se ratifiquem outras injustiças.

  2. Caros Colegas
    Pela troca de comentarios vejo que o proposito primeiro e de semprea tutela esta a ser conseguido…a desunião nunca nos levou ou levará a lugar nenhum….
    Jamais o congelamento teria sido das carreiras se o proposito de prejudicar os docentes nao estivesse presente uma vez que bastaria congelar os ordenados para que agora, apos anunciado o descongelamento todos passassem a receber pelo seu escalão correto.
    Mas como referi é preciso dizer basta e lutar pela reposicionamento que nos é devido.

  3. Ora caros colegas,
    Em vez de discutirem escalões, discutam a Educação em Portugal que anda pelas ruas da amargura.
    Manuais com erros de palmatória, colegas que pedem destacamento falseado para suposto apoio a docentes que metem atestados médicos há anos.
    A nossa carreira tem de ser dignificada e não é assim que vamos lá.
    Criem a Ordem dos Professores de uma vez por todas.

    • Sou professora com 28 anos de serviço. Sem saber como nem porquê estou no inicio do 4ºescalão e sempre trabalhei para o ME. Motivante? Qualquer criançola que começa a dar aulas na universidade entra logo com um ilíquido de 3000€, sugere umas bibliografias e manda fazer uns trabalhos e está feito… O estado da educação não se pode desligar do tratamento dado aos professores do básico e sec.

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