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A GREVE de amanhã já começa a ter impacto e será uma GRANDE greve

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Não é normal numa greve, independentemente de quem a realiza, ter “direito” a 3 capas de jornais, neste caso o JN, o DN e o I. Torna-se por isso evidente que o dia de amanhã terá grande cobertura jornalística e será seguramente uma grande Greve/manifestação de professores.

Os motivos são sobejamente conhecidos e o dia de amanhã provará a determinação com que os professores estão a LUTAR pelos seus direitos. Este é apenas o principio de uma luta que se adivinha longa. A firmeza do NÃO por parte de António Costa e Mário Centeno em “compensar” os professores como está a fazer com uma série de outros serviços da função pública, é inaceitável e revela tiques de inconstitucionalidade. Se somarmos a isso, um Ministro da Educação que publicamente transmite uma imagem de fragilidade, cabe aos professores endurecer o discurso e tornar a luta mais determinada até que seja reposta a justiça.

Sou professor e a título pessoal digo que não peço aquilo que me parece impossível, não peço a contagem da totalidade dos 10 anos de congelamento, peço algo, algo significativo que mostre o respeito pelo trabalho docente e pelo sacrifício que foi feito para salvar entre outros, a banca nacional…

Este terá obrigatoriamente de ser o caminho, o caminho do diálogo, das negociações e da efetiva compensação, seja na redução da duração dos escalões, seja na idade da reforma, seja na progressão imediata de 1 escalão…

Jornal de Notícias
Diário de Notícias
Jornal I

1 COMENTÁRIO

  1. Por acaso, as greves de profs sempre foram objeto de divulgação noticiosa mais evidente.
    O problema é que o poder reivindicativo da classe docente sempre foi frágil, onde a greve a aulas nunca teve efeito dissuasor proeminente. Uma greve é tanto mais impopular quanto mais impacto negativo provoca nos cidadãos, e por isso, é que tanta controvérsia se gerou na população e opinião pública quando ocorreram greves a exames nacionais e às avaliações, porque o efeito dissuasor dessas greves é devars muito maior (e daí ter ocorrido um auoritarismo governamental que promoveu a modificação da legislação laboral incluindo os exames e avaliações nos serviços minimos). Neste capitulo da greve, os assistentes operacionais têm mais impacto que os professores: basta um determinado nº de operacionais fazer greve, a escola fecha e os alunos não entram; mas se por absurdo, todos os profs fizerem greve, a escola mantém-se aberta e os alunos estão no interior do recinto.
    Por isso, na conjuntura atual, a força reivindicativa será maior de 3 maneiras:
    – invadir as ruas, cortando o trânsito, e marchando em plena visibilidade (recorde-se as manifestações de 2008…) do que faltar um dia ao trabalho não havendo aulas (faltar mais de um dia teria um efeito bastante penalizador mas todos sabem que é individualmente impraticável para a maioria das pessoas).
    – a classe docente ser mais corporativa, como outras classes profissionais já o mostraram nas suas reivindicações.
    – cada profissional ser zeloso no exercicio da sua profissão, cumprindo escrupulosamente os deveres e direitos (a greve de zelo, mais insidiosa e invisivel, mas com efeitos brutais a médio prazo).
    A alternativa é aceitar resignadamente o fatalismo de uma profissão descaracterizada, pouco acarinhada, maltratada, e assim (sobre)viver quotidianamente…

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