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Governo disponível para devolver 7 anos de progressão, sindicatos não cedem!

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A greve é exatamente para isto e ainda antes de sabermos os números da dita, o Governo fez uma tentativa significativa para cancelá-la. Foi proposto aos sindicatos a recuperação de 7 anos do tempo de serviço já em janeiro de 2018, os sindicatos recusaram e exigem a totalidade dos 9 anos e meio.

Confesso que não esperava um avanço tão grande por parte do Governo e surpreende-me a recusa dos sindicatos, aliás é muito estranha esta proposta depois do próprio António Costa dizer no mesmo dia o seguinte:

Segundo a estimativa apresentada por António Costa, durante 2018, cerca de 46 mil professores vão progredir nas suas carreiras.

Questionado sobre a contagem do tempo de serviço dos professores enquanto houve congelamento, neste ponto o primeiro-ministro disse ser “o primeiro a reconhecer a legitimidade de reparação desse tempo”. “Mas é muito difícil fazer essa correcção da história, porque o impacto financeiro é gigantesco. Mesmo diluído no tempo, como propõem os sindicatos, é muito difícil encontrar-se uma solução financeira sustentável”, advogou o líder do executivo.

Para António Costa, no momento em que se descongelam as carreiras, “não se podem criar riscos para que no futuro se regresse a um congelamento”. “Por isso é que tenho dito sempre que não se podem dar passos que vão além da perna. Cada passo que damos tem de ser um passo sustentável, nunca se caindo no risco de tropeçar”, alegou ainda.

Fonte: Público

Compreendo que é preciso fazer cara de Poker e aproveitar a força da GREVE que será histórica, mas convém não esquecer que a corda só estica até certo ponto…

Numa tentativa de travar o grande protesto dos professores que hoje fazem greve nacional e saem à rua para se manifestarem à porta do parlamento, o governo apresentou ontem uma proposta para a progressão nas carreiras. No entanto, a proposta desenhada pelas secretárias de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, e a da Administração Pública, Maria de Fátima Fonseca, não teve qualquer sucesso junto dos sindicatos.

É que o governo mostrou-se disponível para contabilizar em janeiro de 2018 apenas sete anos do tempo de serviço para efeitos de progressão. Caso a proposta fosse aceite pelos sindicatos, os docentes iriam perder dois anos e meio de trabalho, tendo em conta que o seu tempo de serviço esteve congelado durante nove anos e meio.

Em causa está o período entre 31 de agosto de 2005 e 31 de dezembro de 2007, que o governo de José Sócrates congelou em toda a função pública e que este executivo quer ignorar, mostrando-se disponível, para já, para contabilizar apenas o período entre 1 de janeiro de 2011 até 31 de dezembro de 2017.

Fonte: Jornal I

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3 COMENTÁRIOS

  1. O BE vai propor que os anos de congelamento sejam descontados no tempo de aposentação, em alguns casos. Caso haja abertura do governo, esta seria uma EXCELENTE medida para os professores mais “velhos” e até pouparia alguns euros na progressão da carreira, pois estes docentes com 40 ou mais anos de serviço aceitariam a medida mesmo que já não progredissem. Para os mais novos, o tempo seria recuperado para a progressão. Repito, uma EXCELENTE medida que os sindicatos devem aceitar.

  2. Concordo plenamente que quem sentiu que tinha mesmo de se reformar nestes 13anos(não são 9)em que reinou o congelamento, está terrívelmente prejudicado, daí que seja justo rever a sua situação. Se isso não acontecer, tribunal de trabalho.

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