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Flexibilização Curricular é para avançar em todas as escolas no próximo ano lectivo

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No jornal I consta que a Flexibilização Curricular não será alargada a todas as escolas no próximo ano letivo. Segundo a notícia, António Costa quer evitar contestações que possam afetar as legislativas.

O i sabe que o primeiro-ministro, António Costa, não quer aplicar a flexibilização curricular em todas as escolas antes de setembro de 2019, o último ano letivo que será lançado nesta legislatura. Foi esta a indicação que terá sido dada pelo primeiro-ministro ao Ministério da Educação, sabe o i.

O adiamento da aplicação da reforma curricular em todas as escolas é também uma forma de António Costa evitar a contestação nas escolas, dos professores e dos pais, a meio da legislatura. Desta forma, explicou ao i fonte próxima do processo, ao aplicar a reforma no ano letivo de 2019, o governo empurra para o início da próxima legislatura qualquer possível contestação, uma vez que não haverá margem para que tal aconteça entre o início desse ano letivo e as eleições legislativas, que decorrem um mês depois.

O ComRegras apurou que a notícia do I não corresponde à realidade e que as intenções do Ministério de Educação são de manter o plano original, ou seja, alargar a Flexibilização Curricular a todas as escolas no próximo ano letivo. Aliás, em resposta à notícia do jornal I, o Ministério de Educação chegou mesmo a enviar um desmentido a todas as escolas.

O Ministério de Educação encontra-se a recolher informações e aguarda os resultados finais da monitorização que está a ser realizada nas 236 escolas que aderiram à Flexibilização Curricular.

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7 COMENTÁRIOS

  1. Vai haver guerra, aliás já está a haver em muitas escolas, com disciplinas a serem amputadas, em detrimento de coisas tão belas como meditação em 30 min; e coisas com a mesma categoria que o lançamento de búzios… Num dos agrupamentos próximos já há muito ranger de dentes, com colegas a ficarem sem horas letivas por parvoíces em geral…
    Eu pago para ver a abertura da Caixa de Pandora , desta vez sem ser uma muylher a abrir o enclausurado , mas um barbudo com 37 anos… Será que Costa quer pagar os custos? Eleitorais?
    Ui , e ainda nem chegaram os pais ao barulho… Quantos os rebentos da classe média, os outros estão nos colégios, chegarem a casa e não souberem fazer uma soma vamos ver onde pára esse suposto modernismo…
    Estou cá e sei, pelo que já vi, que vai haver coisas mirabolantes e tão atolambadas que não vou deixar de ter algum gozo com a refrega!

  2. Mais um “biscoitinho” bafiento que nos atirararm, para gáudio de tantos colegas que já andam às voltinhas de um lado para o outro a abanar a cauda, muito sorridentes, fazendo empenhadamente de conta que percebem imenso de nada em reuniões que são tão aborrecidas como o ME imagina que são todas as nossas aulas para os bons selvagens.

    No meio do entusiasmo e do babanço, já se esqueceram dos verdadeiros problemas que nos martirizam (e aos alunos!) quotidianamente. Que conveniente… enfim.

  3. Mais um prego no caixão das escolas e na credebilidade da escola pública. As minhas colegas que estão na dita flexibilização curricular estão de cabelos em pé. Com os conteúdos por lecionar, sem saberem muito bem o que fazer com os seus aluno, a verem o tempo passar e os alunos a não corresponder, estes professores só têm motivos para estarem preocupados. A tal formaçã,o que iriam receber, nem vê-la, as orientações da tutela nem cheirá-las, a coisa está preta!! Lembram-se da Área Escola? Agora vêm com estas inovações? Os pais estão a dormir, porque esperam? Pelo final do 9º ano? Vai ser um desastre!! Ainda estão a tempo de parar esta desgraça. Vamos esperar…. Enfim.

  4. Só me apetece o sarcasmo, nada mais do que o sarcasmo, quando vejo uma conversão ferverosa , de diretores, outrora amantes da excelência, gaudiosos da avaliação, fanáticos do teste e da grelha , do ponto e da percentagem, passarem a terem o Vygotsky à cabeceira, um bustozinho do do Dewey , no oratório… Passaram a funambular entre os ditosos Jesuítas da Catalunha; a Escola da Ponte; e o exemplo dos altos e loiros lá das ”Finlândias”… Sim, eles viram a luz…
    Entretanto sonham com o mundo perfeito que se pode adivinhar: flexibilidade curricular; municipalização, com a possibilidade da Senhora Câmara apoiar todas as loucuras pedagógicas; a presidência do pedagógico ,o controle do Conselho Geral…
    Para agora já há colegas a provarem o doce patrocínio destes visionários: cortes nas horas de EVT e de Educação Física; de Educação Física, Alexandre Henrique, ou pensava que eles iam lá arriscar a esse ponto… Prevejo uma grande e anárquica farra!!!

  5. Quando argumenta que é preciso educar para as emoções, está a falar numa educação formal?

    É uma educação formal, uma educação à base do treino, semelhante ao aprender a tocar piano ou a praticar um desporto. Practice, practice, practice. E, claro, um treino precisa de ter mentores. Digamos que se trata de uma prática orientada, quando as pessoas cometem erros podem discutir o erro.
    António Damásio, neurocientista, em entrevista à revista ” Visão”

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