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Por favor, obrigado, desculpe, foram-se com o AO?

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ao-02Várias são as dificuldades que se nos entrepõe, a cada dia que temos “utilizar” o chamado Acordo Ortográfico. E, ninguém sabe a quem aproveita e que o usa ou não, a não ser “oficialmente” nós, portugueses.

Mas talvez seja de lembrar a tantos e tantas, que há palavras que com o antigo e actual Acordo Ortográfico ainda se mantém, e deveriam ser utlizadas.

Alguns exemplos, exemplares:  “faz favor”, “não tem de que”, “obrigado, obrigada”, “desculpe, bom dia, boa tarde, boa noite”, dado que parece que já nada disto existe. E, usa-se hoje, demasiadas vezes chegar junto de alguém, e tal como animais menos racionais que nós, não haver um cumprimento, ou ficar uma das partes sem resposta da outra!

Ou, tão normal, alguém querer qualquer coisa de outros e não utilizar “por favor, se não se importa”, é fixe.

Mandar um encontrão a alguém, físico ou psicológico e não pedir “desculpa”, é o que está a dar.

E vamos numa, de utilização cada vez mais restrita e condicionada de palavras no /e do nosso vocabulário, mas usando e abusando do “partilhar e desfrutar” – valem para tudo, a todo o tempo, em todo o lado – , e deixam-se no Acordo ou noutro qualquer poiso as tais elementares “regras” – esta também já é desproporcionado usar – as essenciais para não sermos uns autênticos selvagens. Já lá estamos!

E, tal como PHarmácia e não farmácia, pode-se assumir que “desculpe, por favor, não tem de quê, faz favor”, são “entes” banais que não se usam, unicamente por já estarem fora de uso.

Esquecendo que, muito aquém de cada uma destas palavras, vem um comportamento, uma postura, um relacionalmente minimente civilizado entre Pessoas.

E não será só uma questão de hábitos e costumes que se perdem, mas juntamente e mais grave, educação, respeito.

E ao deixar de se utilizar espontaneamente estes termos, que irão tal como o PH da farmácia, cair no esquecimento, tornamo-nos a cada dia mais selváticos.

E andamos, já nem alegremente, dado que quase toda gente se não estiver animada por alguma “substância” que a tal ajude, anda de mau humor, zangada, sem rir, ou quando o faz parece que está a berrar, e logo deixa de ser genuíno para ser mais uma, má educação.

E vamos fazendo todos de conta que encurtamos o vocabulário, que já não se usa, que não vale a pena, que é perder tempo dizer sempre que é indicado, em determinada situação: bom dia, boa tarde, boa noite, faz favor, obrigado, desculpe.

E aportamo-nos ao treino de nos comportarmos cada vez mais cada vez mais indelicadamente uns com os outros, mais individualistas, e esquecendo que vivemos em sociedade, que não estamos sozinhos nos espaços por onde vagueamos.

Para além de “ainda”, e apesar de tudo, sermos “o” melhor e mais capaz “ser” que anda à superfície da Terra, mas também temos o nosso lado selvagem, que se não for aquietado e compensado com outras situações, vem ao de cima.

E está aí, e estamos todos a achar que é muito cool sermos uns poupados nas palavras, mesmo com o Acordo ou sem ele, e que nos vamos demolindo, desprezando e não está a ser bonito de se ver e viver!

E vai ficar pior. Seja!

Augusto Küttner de Magalhães

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