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Eu Não Voto! Sou Professor

2207
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Finalmente chegou a oportunidade da luta ser equilibrada.

 E, para mim, já há muito tempo, em quaisquer eleições, enquanto os meus direitos não forem respeitados, repostos e garantidos. Que o dever cívico se lixe, se o país me quilha. Quero lá saber de quem “mama” no sistema e o que não quero é emigrar, porque acho que todos temos direto a viver no seu país de origem mais justo e equilibrado. Quando nos sentimos injustiçados o informal, o calão e o popular são a melhor forma de expressão. Como professor, deverei ser minimamente inteligente para perceber que não posso continuar a votar em quem me rouba injustamente os meus direitos ou em quem assume postura de permissividade. E nem estou para ficar na “selfie” do populismo presidencial com os “beija-mão” do poder. “Entretém-te filho, entretém-te …”, já dizia o cantautor.

Não voto, obviamente, porque:

-Já não faço greves para não prejudicar os alunos e as famílias, bem como para evitar de encher os bolsos do Estado com dinheiro do meu ordenado que tanto me custou a ganhar honestamente;

-Já não vou a manifestações para não ser maltratado pelas autoridades, para não ser chamado “arruaceiro” e para não perturbar a “serenidade” e o bem-estar público e privado;

-Já não envio os meus manifestos cívicos de degrado aos responsáveis da Administração do Estado por de nada valerem e para eles não me questionarem sobre o que lhes fazer;

-Já não converso abertamente porque estou farto de ouvir pessoas a dizer bem de tudo e de todos porque sim ou porque agora é que está bom e que não vêm ou não querem ver o que de injusto se passa ao ser redor.

-Já estou farto de políticos “vigaristas” das várias/todas fações e de outros responsáveis do poder;

-Neste momento e com a conjuntura atual não acredito que alguém honesto queira assumir qualquer cargo político ou sua nomeação, tal é o risco de ver a sua reputação posta em causa e associada à mais alta corrupção a todos os níveis;

-É nestes momentos que se ajustam as contas entre entidade patronal e trabalhador ­– “tratas-me bem mereces continuar a governar-me, tratas-me mal vais bardamerda”.

E espero que ninguém vote para que desta forma nenhum político possa ser eleito e o sistema entre em colapso. Que se altere a lei da representatividade e que a abstenção signifique lugares vazios em todos os órgãos. Pelo menos são reduzidos os ordenados e as benesses a pagar pelo erário público. Assim, poderá ser possível eleger e valorizar a insatisfação quando não há alternativa para que haja a alteração de consciência que se encontra deturpada.

Está na altura de alguém pegar este país “pelos cornos da desgraça” e NÃO “fazermos da “tristeza graça” como escreveu o poeta quando teve militares mais credíveis do que o sistema político de atuação “fascista” e que teimava em persistir.

Que sejam os professores a tomar a iniciativa de deixarem de ser parvos e de alimentar uma dita “democracia” de injustiças quer nos seus direitos profissionais quer nos seus direitos pessoais. Aproveitem a oportunidade para retirem o tapete e colocarem no “olho da rua” quem considera a defesa dos direitos consagrados como atos selvagens.

 

Não voto, também, porque estou farto de:

-Pagar percentagens elevadíssimas de impostos e ver as grandes empresas e os privilegiados isentos e a receberem sistematicamente subsídios para tudo o que lhes interessa;

-Ver pobres e ricos sem trabalharem, sem contribuírem ou sem se sacrificarem e a receberem sistematicamente subsídios;

-Ver bancos a falirem e a sugarem duplamente o dinheiro aos seus clientes e ao Estado, pactuando este com isso a troco de desfalques e corrupção dos políticos e outros responsáveis por eles nomeados;

-Ter políticos a tomarem opções injustas que só beneficiam os grandes grupos económicos e institucionais devastadores do equilíbrio social;

-Ver políticos incompetentes e vigaristas a serem sempre projetados para maiores e melhores cargos (tachos) quer nacionais quer internacionais a troco da destruição do país, do ambiente e da sociedade;

-Ver obras megalómanas e inadmissíveis para alimentar todo o tipo de interesses “mafiosos” instalados, como por exemplo o estádio de futebol de Leiria;

-Sofrer a ver fechar e alienar escolas construídas no tempo do outro “fascismo” para desenvolver o país nos sítios mais isolados, em que logo a seguir fecham correios/posto médicos/bancos e morrem as localidades, promovendo a desertificação e emigração, para construir grandes centros educativos geradores de impactos sociais nocivos à vivência humanizada e personalizada das gentes locais, transportando crianças, como pintos para aviários ou hospedando-as prematuramente como fazem em algumas localidades pequenas, que deveriam estar perto das famílias e dos seus habitats naturais;

-Alimentar um sistema de corrupção promiscua em tudo o que é serviço público ou privado onde dirigentes e subjugados só fazem alguma coisa por interesses diretos e indiretos desde a saúde, a justiça, as autoridades, as empresas, as autarquias, passando por todas as áreas e a acabar na educação com a municipalização tendenciosa para a privatização;

-Constatar que agora, por lei, até se vai negociar com os serviços hierárquicos superiores a aposentação na função pública, em que uns irão ser filhos e outros nem enteados.

-Ver a “cunha” direta ou indiretamente institucionalizada no acesso ao emprego em todo o setor público ou privado, sem quaisquer critérios eticamente balizados;

-Assistir a que políticos e administradores nunca sejam obrigados a pagar os prejuízos que causam, mesmo depois de deixarem os cargos, a troco da ignóbil responsabilidade política;

-Pagar um imposto elevadíssimo e desproporcionado (IMI) sobre uma habitação própria, que foi toda construída com materiais que pagaram impostos, comprada com o esforço de uma vida e que por si só já vincula a despesas obrigatórias independentemente do seu uso nomeadamente, eletricidade, água, saneamento, resíduos, audiovisuais, gás, comunicações, etc. e que também são taxados, ou seja, são taxas e taxinhas por cima de taxonas aplicadas por tachistas;

-Assistir à floresta a arder com fogos postos por responsáveis à solta e ter leis para dizimar a floresta com o habitat natural imprescindível à vida para não lhe pegarem fogo, bem como assistir ao contínuo expandir da praga secante da “eucalipto-selva”;

-E por exemplo, na localidade onde habito, onde existe a maior concentração de pocilgas por metro quadrado do mundo (mais de duas dezenas de grandes unidades industriais em expansão numa das menores freguesias de Leiria sem quaisquer infraestruturas apropriadas), ter de respirar permanentemente cheiro a merda derivado das descargas diárias na ribeira dos Milagres que passa a menos de 1 km e as autarquias pactuarem com os interesses económicos instalados e nada fazerem, ignorando o direito a uma vida saudável das populações, agravada pela técnica de descarregar grandes concentrações de matéria orgânica nos terrenos dos Campos do Lis que já se encontram altamente saturados e também a agravar o referido cheiro, para além de ver a justiça/autoridade pactuar e aplicar multas irrisórias de cerca de 900 euros aos criminosos pelos atentados à natureza e à vida humana (e estas pocilgas produzem milhões de porcos quase todos para exportação e os porcos consumidos na região supostamente de origem local são quase todos importados de origem e qualidade duvidosa e por processos de acondicionamento prejudiciais à saúde – investigue-se e virá a perplexidade).

 

Como professor, do ensino público de caráter obrigatório, estou farto de:

-Trabalhar dezenas de anos para uma entidade patronal que me taxou nos valores que sempre impôs, definidos à partida para um horizonte de 36 anos de trabalho e de contribuições, para no final da carreira profissional alterar unilateralmente e por várias vezes até um tempo sem fim à vista e isento de penalizações no direito à aposentação que outros tiveram e mantêm sem qualquer prejuízo, contrariando uma premissa legal baseada em direitos adquiridos por deveres cumpridos;

-Trabalhar cada vez mais horas de presença obrigatória na escola e em casa por falta de condições no local de trabalho com e sem alunos, sem que esse tempo seja pago como extraordinário ou seja acumulado em banco de horas para usar posteriormente, continuando a passar para a opinião pública a ideia de que tenho 3 meses de férias e tempos livres de manhã ou de tarde em alguns dias de trabalho;

-Ter cada vez mais trabalho burocrático sem ser contabilizado e altamente concentrado em momentos de grande pressão sem qualquer tipo de flexibilidade, levado ao minuto e não admitindo qualquer incumprimento, por vezes sem tempo para comer ou descansar e prolongado por manhã, tarde e noite seguidas;

-Para desempenhar as atividades profissionais, não ter direito sequer a: uma esferográfica; um lápis, aos materiais escolares das editoras (que foram proibidas de fornecer aos professores que têm de os comprar e este ano até tive de comprar uma pen para fornecer à editora do manual escolhido para me ceder ficheiros imprescindíveis à prática letiva), uma pasta para transportar os materiais necessários; um gabinete de trabalho nem que fosse partilhado onde pousar um papel sem ter de o guardar/trazer sempre que vou dar uma aula; um computador com impressora onde obrigatoriamente tenho de fazer toda a documentação ou aceder às plataformas que me são exigidas utilizar; um local seguro onde deixar toda a documentação exigida diariamente e as fichas ou trabalhos dos alunos para avaliar, tendo inclusivamente que as transportar para casa, o que é inconcebível, pois no caso de me acontecer alguma coisa comprometo o trabalho dos alunos e o acesso por quem me substituir; uma plataforma ou programa informático de acesso gratuito (mas que tenho de pagar do meu bolso e ser injustamente da minha responsabilidade) para registar e fazer todos os complexos cálculos das avaliações dos alunos e das suas correspondências ponderadas com os vários critérios de avaliação a ter em consideração permanentemente e em todos os aspetos, para evitar problemas com a inspeção quando um aluno/encarregado de educação interpõe recurso à avaliação por vezes com apoio especializado de professores/advogados e o professor não tem qualquer apoio jurídico à elaboração de rigorosos e extensos relatórios, justificações e cálculos exigidos para análise em sede altamente especializada de órgãos escolares e da administração educativa;

-Ser obrigado a inventar todo o tipo de documentação e atividades para alimentar gestões flexíveis e outras impostas sistematicamente reformadas por Ministérios da Educação que não sabem o que querem e não têm qualquer tipo de responsabilidade no ensino obrigatório para as novas gerações e comprometem o seu desenvolvimento e a sustentabilidade ambiental, transformando o sistema educativo num “folclore” criativo mal “parido” por autênticos incompetentes que comprometem o futuro social e profissional dos futuros cidadãos (agora até se lembraram de acabar com o 2.º ciclo para prolongar por mais dois anos a infantilidade das crianças que cada vez têm mais maturidade para o que não devem);

-Atuar como um “palhaço” do sistema que faz “alegremente” tudo o que lhe mandam os seus superiores da Administração Educativa, mas consciente de que o que vai fazer está quase sempre condenado ao fracasso educativo, porque é concebido por pessoas que não têm qualquer noção sobre a realidade prática do sistema educativo e por ausência de capacidade de conceção idealista com horizontes futuros no desenvolvimento de uma sociedade mais justa e equilibrada onde a educação deve ser o fio condutor, contudo, como professor, não posso ter qualquer voz ativa na situação (só por consultas públicas inúteis);

-Estar numa escola pública onde se discute horas a fio a forma de recolher os telemóveis e outros recursos tecnológicos para estarem inacessíveis aos alunos e ter conhecimento de outras escolas do ensino público, onde não é autorizada a utilização de manuais escolares na forma de livros e as aulas são dadas por manuais escolares digitais com recurso a telemóveis, tablets e computadores (por favor, entendam-se sobre o que querem ou o que deve ser e que o Ministério da Educação não seja uma mera “acendalha”);

-Numa sociedade altamente tecnológica, ver reduzir cada vez mais a carga horária e ver desaparecer o par pedagógico ou a divisão da turma em duas partes na disciplina de Educação Tecnológica no 2.º e 3.º ciclos, deixando até de existir ou de ser obrigatória neste ciclo, ridicularizando as salas de aulas que há dezenas de anos não são dotadas de qualquer tipo de equipamentos tecnológicos atuais, com um só professor com 21 a 28 alunos a manusearem ferramentas e a transformar materiais para o seu desenvolvimento psicomotor, em mais umas aulas de cariz predominantemente teórico e sem qualquer tipo de utilidade para a sua formação;

-Auferir cada vez menos valor líquido de salário apesar de reposições e outros malabarismos sistematicamente divulgados e propagandeados na comunicação social, fazendo com que o valor que recebo atualmente seja inferior ao recebido há mais de dez anos atrás em escalão inferior, fazendo com que a classe dos professores tenham sido quem mais poder de compra perdeu (e mais uma vez no próximo mês vou receber menos valor líquido devido à atualização da tabela de IRS);

-Ter um sistema de aposentação e de saúde, em que como funcionário desconto mais que no regime geral e em que neste momento é mais penalizador, mas face à opinião continuo a ser um privilegiado quando por exemplo: vou ao oftalmologista e ao ter ADSE pago a minha parte da consulta do sistema convencionado, quando no regime geral vão ao mesmo e não pagam consulta;  vou ao dentista e pago a minha parte da consulta do sistema convencionado mais produtos não contemplados na convenção o que dá sempre um valor superior ao que se paga se for como consulta particular (por exemplo destartarização ou tratamento de dente); quando preciso de qualquer intervenção pago na totalidade e recebo uma comparticipação mínima, quando no regime geral encaminham para o hospital onde a intervenção é quase totalmente comparticipada; conheço pessoas que se reformaram pelo regime geral com 40 e com menos anos de trabalho (por exemplo por estarem desempregadas) e eu vou ser obrigado a trabalhar mais de 50 anos para não ter penalização quando tiver os mais de 66 já exigidos atualmente e que agora no meu caso até já podem vir a ultrapassar os 70 anos com a nova lei;

-Ser representado por um “magote” de sindicatos que estranhamente alimentam interesses instalados e duvidosos que mais não fazem do que pequenos avanços e grandes recuos repercutidos na vida dos professores, encenando negociações para servir favores aos vários governos e acionando lutas que só prejudicam os interesses dos professores, contrariando as verdadeiras lutas dos trabalhadores que têm como finalidade prejudicar o patronato a troco de melhores direitos;

-Ser humilhado, desprezado, desrespeitado e desconsiderado socialmente como professor (profissional do ensino) e visto como um parasita da sociedade que não incute os melhores valores aos alunos, adulterados por outros responsáveis, por todo o tipo de pessoas que não têm qualquer noção do que é a realidade da vida de um professor, sendo que até os alunos tratam e relacionam-se com os professores como se eles fossem um “monte de merda” incentivados pelos progenitores.

Na Utopia o cantautor questionava-se “Que outro fumo deverei seguir na minha rota?”, mas eu não tenho dúvidas do que quero para mim e para os outros – Mais Justiça e que se faça!

Dispenso que me comentem porque também não comento outros.

Carlos de Almeida Tiago

(Professor)

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19 COMENTÁRIOS

  1. É chato… Alguém o disse e o que terá acontecido?
    Mas lá está…não comentem…Que tragédia ter escrito tudo isso e nepia de comentar…
    Pois cá vai na mesma….
    Eu não voto tu não votas ele não vota nós não votamos… Eles votam e depois… O que acontece?

  2. Eu voto e também comento.
    Não votar é uma atitude pouco inteligente e ingênua .( Diria mesmo uma birrice )
    Deixo-lhe um conselho gratuito: vote num dos extremos inviabilizando,desta forma, a existências de maiorias.

  3. Eu voto e também comento.
    Não votar é uma atitude pouco inteligente e ingênua .( Diria mesmo uma birrice )
    Deixo-lhe um conselho gratuito: vote num dos extremos inviabilizando,desta forma, a existências de maiorias.

  4. Pensar que não votar colapsa o “sistema” não é ser inteligente! Há sempre alguém que vota, eles, os que se alimentam do “sistema”. Ser inteligente, colapsar este “sistema” é dividirmos os votos por todos! Imaginem 6, 7, 8 partidos com representações semelhantes! Era um festim, aí é que tudo se colapsava!!

  5. Meus amigos. Se querem mudar alguma coisa é dentro do sistema. Se todos os professores entarem para o partido político no poder, no seu município, imaginem a pressão que poderiam fazer. Agora somem os familiares e veriam capacidade para alterarem muita coisa. Ai sim o voto contaria e os que estão lá em cima abririam os olhos. Deixe-me de alterar o sentido de voto ou de não votarem. Minem o sistema de dentro para fora.

    • Inteiramente de acordo! Cumpro o meu dever cívico e não voto em ninguém para mostrar que estou completamente desapontada com tudo e com todos!
      Vamos ao voto em branco!

    • Inteiramente de acordo! Exerço o meu dever cívico, mas voto em branco para
      mostrar que já não acredito em ninguém, pois todos são mais do mesmo!
      O voto em branco é a melhor opção! Sem dúvida.

      • E que tal votar tinto?

        Desculpem, mas esta do protesto cívico de votar em branco….calhando é melhor mm anular, não vá haver tentações de alguém , sei lá, colocar lá uma cruz pensando, quiçá, que estará a cumprir o seu dever cívico……

  6. Nao votar, votar em branco ou nulo é o que eles querem. Os Boys ficam livres para fazer o que quiserem.
    Quem não vota válido é um “fantasma” na sociedade.
    Nos EUA quem tem cadastro não vota. Pq acham que os negros não tem mais representantes?
    Não votar válido não é uma atitude inteligente.

  7. No atual sistema, não votar, votar em branco ou nulo é votar nos partidos que obtiverem o maior número de votos. Por outro lado, sabendo que os deputados são eleitos pelo método de Hondt, quem não está satisfeito deve votar em qualquer partido exceto no PS, uma vez que foi este partido que muito nos maltratou.

    Mário

  8. Não votar? Não. Voto útil! EM qualquer um dos pequenos. Tudo .menos este pântano, tal como disse o presidente dos Açores, o delfim de César. Imagine-se!

  9. Lê-se no final do texto o seguinte:

    “mas eu não tenho dúvidas do que quero para mim e para os outros”
    e depois…

    “Dispenso que me comentem porque também não comento outros.”

    Então é assim: o autor do texto sabe o que quer para si e para os outros, certo?
    Mas depois dispensa comentários dos tais outros, certo?

    Voto branco, nulo ou abstenção é 1 acto cívico?
    A sério?
    E, no parlamento as cadeiras da abstenção, dos nulos e dos brancos ficam desocupadas como forma de mostrar esse protesto?

    Pois, não ficam.

    Quem é que ganha?

    Leiam.

  10. Não votar é deitar no lixo, anos de luta e sofrimentos dos nossos pais e avós, que lutaram e alguns até morreram, para conseguirem a liberdade de votar e escolher. Sou professor, ensino à cidadania e o poder/dever do voto. Não quero voltar atrás, a esse tempo escuro.

  11. Votar sempre! Não votar é o mesmo que estar cheio de fome e não aceitar um pão por orgulho.Aceitemos o pão para termos a força de lutar contra quem nos afronta!
    O voto, tal como a canção é uma arma.
    O que o colega escreveu é exatamente aquilo que eu sinto e por tudo isso, ou melhor, contra tudo isso, vou votar!
    Como me parece uma pessoa lúcida, tenho a certeza que vai repensar essa sua raiva e vai votar também! Não deitemos a toalha ao chão!

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