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Estamos a preparar jovens muito instruídos mas deseducados e desumanizados

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Como em quase tudo nunca se sabe quem “nasceu primeiro, se  a galinha ou o ovo”, logo pode-se alegar que hoje com tanta incerteza profissional que não “ataca “ só os jovens, mas a estes fá-lo e em força,  tem que se viver “um dia de cada vez”, pelo que não se pensa no amanhã. E, até em outras “coisas”, alguém nos faz o “pensamento”! E, como tal, tentam-se “impingir” ideias de competitividade demasiado agressividade, concorrência de qualquer “jeito”, tudo determinado a ver se os “supostamente melhores” ou os com maior “cunha”, “caçam” os mais altos poleiros e os outros esfalfam-se de trabalho em trabalho. E, como “isto “ está generalizado, dificilmente se pensa em mudar, e até a não auxiliar no sentido “actual”, temos Sindicatos que hoje defendem ideias de há 40 anos logo estão desactualizados, e fazem greves que é – hoje – uma forma de auto- sobrevivência e não de resolução de problemas do Mundo do Trabalho e dos Trabalhadores. E, por que não mudamos o percurso relativamente ao que vem a acontecer nas últimas duas décadas, e muito se alterou demasiado rapidamente, para todos! Mas nem todos o assumem, abertamente.

Claro que, todos os sexagenários e daí para cima podemos ser “os culpados” da impreparação para a vida real dos adultos, hoje, por termos e bem pretendido – mas talvez de forma errada – dar um bom futuro aos nossos descendentes, dando o máximo de habilitações, mas/ e “tirando-lhes “ todas as ervas más do caminho.  O que sendo bonito e feito com as melhoras das intenções, depois dificultou-lhes a forma de encarar problemas que fazem parte do quotidiano de um adulto. Hoje, nesta segunda década do século XXI está-se neste aspecto, numa situação muito mais complicada.

A maioria dos jovens pais e mães, hoje, não estão por culpa de geração anterior preparados para o ser e exercer. Não sabem dizer “não e não” aos seus descendentes, dão-lhes tudo para os sossegar e como está na moda o divórcio – mudar de parceiro/parceira, mesmo que para pior – ,então , cada um dos pais divorciados “dá mais coisas ao filhos /filhas para os comprar.

Isto não é educar, isto não é preparar para ser adulto. Isto é a criar “meninos “ com canudos diplomáticos, só e unicamente! E também, “ numa de ovo e galinha”, os pais e mães têm uns dias muito agitados, como antes também assim não tivesse sido  – quando elas e eles tinham que trabalhar horas sem conta em empresas fabris, mormente nos têxteis e calcado – e hoje, não têm tempo para os filhos filhas. Então, para que o fazem?

Uma vez que, dão muito trabalho e a diversão – se bem, merecida –não pode ser acumulada ao “mesmo” tempo de ser, ainda mãe ou /e pai! Hoje, por vezes parece que se “faz” uma criança por ser muito engraçado, nem sequer o “fazer” mas a criancinha. E não é, até pode e deve ser feito com grande prazer, mas é uma grande responsabilidade, colocar na Vida uma Nova Pessoa!  E só o deve fazer, hoje tão facilmente controlável, quem sabe o que esta a fazer! E quando pais, mães, filhos, filhas estão – será pontualmente (?) – juntos estarão de facto? Ou querem ver a televisão, ou querem estar no FACE ou impingem as criancinhas para aulas complementares, de complementares, de complementares das obrigatórias para as ocuparem controladas por outros a quem pagam para isso fazerem? E falta carinho e falta ideia de família – que de modo algum tem que ser sagrada, ou de papel – e falta amor, e falta preparar as crianças, os jovens para serem adultos conscientes e independentes, dizendo “não quando não tem que ser dito “e amando quando tem que o ser!

Para que, como tanto e tantas hoje – cada vez mais cedo e mais novinhos/as, não pensem -, só e unicamente – em viver um dia de cada vez, tenham medo de se comprometerem com relacionamentos mais sérios e edificantes, que saibam ter, dar e fazer carinho, ter, dar e fazer amor. Mas passou tudo a ser já, rápido e acabou. E siga o dia de amanhã que o de hoje já acabou e amanhã virá outro, e um dia de cada vez, é que é fixe. E sem dúvida alguma que é muito bom, a liberdade de se aproveitar, tanto elas como eles o prazer sexual, o gosto, mas com consentimento, com reflexão e com carinho, e não animalescamente no faz, já está e amanhã vem outro ou outra! E siga-se a contagem! E, todos os conceitos e preceitos – que não preconceitos – que nos fazem superiores como Pessoas, como Humanos, vão-se evaporando com muitas instruções e habilitações – que sem dúvida são muito necessários – mas com vidas ocas, sem conteúdo, sem futuro. “Cheias” de relacionamentos que começam e acabam no mesmo dia, depois de muitos copos, de se rapidamente pinchar na cama e cada um seguir a sua vida, sem verdadeiro recheio!

Talvez falte qualquer coisinha, talvez seja pouco, isto, e talvez tenhamos todos que pensar por nós em sermos humanos, que pode ser tão bom, sem sermos coisas, nem só máquinas, nem só animais.

Ou  não!
Augusto Küttner de Magalhães

2 COMENTÁRIOS

  1. Corroboro com o que está escrito. Também escrevo na minha página pública do FB sobre sermos país actualmente, sabermos dizer não, passarmos tempo de qualidade em família e com os filhos. As criancinhas cada vez mais são mal educadas e digo mesmo, malcriadas, única e exclusivamente por culpa dos adultos que deixaram de exercer autoridade para com os filhos. A palmada pedagógica exercida na hora não traumatiza, pois agora tudo traumatiza, é a hiperatividade, ou seja, estamos a criar e a formar “monstros’ mimados que já batem nos pais. Mais vale as suas crianças e jovens chorarem agora, do que os pais chorarem mais tarde. É agora fazermos compreender este conceito a certos adultos? “A educação é de berço”.

  2. Aportuguesando um vocábulo inglês, os nossos jovens estão a ficar muito “egóticos”, muito centrados no seu EGO.
    As suas vidas regem-se pelo “gosto/não gosto” ou pelo “apetece-me/não me apetece”.
    E quando, nas salas de aula, eles decidem não fazer nada, é um problema…

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