Início Editorial Escolham O Calendário Por Semestres Mas Saibam Onde Se Estão A Meter

Escolham O Calendário Por Semestres Mas Saibam Onde Se Estão A Meter

752
0

É pacifica a argumentação que os semestres são mais equilibrados e terminam com o disparate de ter um 3º período de 1 mês, com um peso semelhante a um 1º período de 3 meses. A divisão por semestres torna os “períodos” mais equilibrados, levando a dois grandes momentos de avaliação.

Porém, a Lei obriga a outros momentos de avaliação além dos dois referidos. As pausas letivas vão existir, tornando por exemplo o 1º período mais tolerável para a maioria dos alunos, reduzindo, quiçá, alguns problemas disciplinares.

Só que o cerne da questão não se restringe aos alunos, os professores são também importantes e carecem de pausas para recarregar baterias e equilibrar neurónios que com a idade, “queimam” com maior regularidade e velocidade.

Em baixo vão constatar um calendário escolar dividido por semestres, que de forma abusiva retirei do excelente blogue do António Duarte, Escola Portuguesa. Reparem que as pausas estão bem definidas, mas em todas elas, consta a descrição “Momento de Avaliação Intercalar”.

Chegados a este ponto, três hipóteses se colocam e cada escola escolherá o que vai fazer nesses momentos, conforme o sentimento do sr(a) diretor(a)…

1ª – Entrega de informação intercalar SEM reuniões intercalares.

2ª – Entrega de informação intercalar COM reuniões intercalares.

3ª – Não é entregue qualquer informação nem são marcadas reuniões.

Esta escolha será determinante para que os professores abracem a semestralidade com bom grado, ou sintam a sua chegada com calafrios, apelidando-a de mais uma modernice que só lhes traz mais trabalho.

Esta é uma questão importante e quem vai decidir não pode esquecer o seguinte: os níveis de envelhecimento docente; o burnout implícito à profissão; o reduzido estado motivacional dos docentes; e o tempo que estes precisam para recuperar energias.

Fica a partilha do calendário e um comentário colocado no mesmo blogue, que mostra bem que cada escola pode e deve decidir, lembrando que a autonomia não é apenas uma “treta” e que ela existe mesmo!

Podem seguir a conversa aqui

COMPARTILHE

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here