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Escolas Com Falta De Professores/Assistentes Operacionais E 3 Milhões De Euros Para Desfile Militar

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Enquanto decorreu o desfile para encher o ego da Pátria, muitas escolas continuam a apresentar falta de professores e assistentes operacionais, já para não falar no que se passa na saúde e outros serviços públicos. Esta hipocrisia de parecer bem até podia acontecer e pouco ou nenhum comentário deveria merecer, porém, ao saber que os “jatinhos” que sobrevoaram Lisboa e o desfile dos restantes camaradas custaram a todos nós 3 milhões de euros, causou-me uma certa urticária. É que para as aparências, show offs e amigos do poder, o bolso nunca tem fundo e ainda não me desceu pela garganta o facto desta equipa do Ministério da Educação custar mais 16% do que em 2015

Há certas coisas que deveriam ser evitadas, não só por serem despesas desnecessárias, mas pelo respeito de um povo que continua a passar dificuldades.

P.S – se a saúde me permitir, prevejo mais 30 anos de docência somando aos 17 que já carrego, e nesses 30 anos, tenho a certeza absoluta que ainda vou assistir a muito “lamento” pela falta de professores. No devido momento, eu e muitos como eu, deveríamos enviar uma carta a António Costa, Passos Coelho, José Sócrates, etc, intitulada “Temos Pena”…

Alexandre Henriques


Alunos da Vasco da Gama ainda sem aulas a algumas disciplinas

Há uma escola no Parque das Nações, em Lisboa, que não tem professores de inglês ou físico-química quase dois meses depois do início do ano lectivo. Os pais, cansados de esperar, num ato simbólico propuseram-se dar eles próprios essas aulas.

Fonte: RTP


Pais fecham escola a cadeado em Tramagal devido a falta de auxiliares

O Centro Escolar de Tramagal, no concelho de Abrantes, foi esta terça-feira fechado a cadeado pelos pais dos cerca de 80 alunos em protesto pelo “número insuficiente de assistentes operacionais” e pela “falta de segurança e acompanhamento” das crianças.

“Os pais revoltaram-se e fecharam a escola a cadeado porque só há uma auxiliar para 86 alunos e estamos preocupados com a segurança dos meninos, com a falta de limpeza das instalações e com o acompanhamento nas refeições e no recreio, tudo devido a um défice de pessoal operacional”, disse à Lusa a presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação, Sandra Sobral.

“Não terá sido a decisão mais fácil ou a pretendida pelos pais que gostariam que a mesma não tivesse sido necessária”, confirmou Sandra Sobral, tendo feito notar o seu “apoio à decisão tomada pelos pais”.

O Centro Escolar de Tramagal conta com duas auxiliares, mas apenas uma está a trabalhar porque a colega está de baixa.

“Queremos funcionárias! Não há condições”

Esta terça-feira, quando chegaram ao Centro Escolar, pelas 7h30, as duas funcionárias das Actividades de Tempos Livres (ATL) do pré-escolar, que são pagas pela Associação de Pais, depararam-se com o portão principal da escola fechado a cadeado e com um cartaz onde se podia ler: “Queremos funcionárias! Não há condições”.

Chamada ao local, a GNR rebentou com os cadeados e abriu os portões cerca das 9h30, tendo os encarregados de educação recusado a entrada dos seus educandos no estabelecimento de ensino, defendendo junto de autarcas e professores presentes que se encontre uma solução para o problema.

A acção desta terça-feira, frisou Sandra Sobral, representa o “culminar de uma situação que se vem arrastando desde o início do ano”, e que “apesar dos esforços feitos pela Associação, que chegou a deslocalizar uma funcionária do ATL, paga pelos pais, para o Centro Escolar”, a mesma “não pode solucionar o que compete ao Ministério” da Educação.

“Estando aberto concurso para colocação de assistentes operacionais, foi o mesmo cancelado pelo Ministério, deixando que se arrastasse o problema da falta de assistentes operacionais”, afirmou.

O Centro Escolar de Tramagal, lembra ainda a presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação, “conta com 86 alunos, tendo duas auxiliares, que, além da segurança e guarda dos alunos, têm de zelar pelo bom funcionamento da escola, acompanhamento das crianças e outros serviços”, como limpezas, abertura dos portões da escola e acompanhamento nas refeições.

“O Ministério da Educação baseia-se no seu sistema de rácios quando se deveria basear nas carências reais de cada escola”, defendeu, tendo reiterado que o fecho do estabelecimento de ensino foi uma acção de “último recurso”, em virtude da falta de soluções para a resolução do problema.

Contactado pela Lusa, o director do Agrupamento de Escolas Dr. Manuel Fernandes, Alcino Hermínio, reconheceu que “existe um problema”, tendo remetido informações sobre o processo para depois de uma reunião já marcada com os pais ao final do dia.

Fonte: Público

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1 COMENTÁRIO

  1. e acrescente-se os €11 milhões para a web summit, a serem repetidos nos próximos 10 anos (num total de €110 milhões), a financiarem um promotor privado e sem qualquer prova documental ou contabilistica de um retorno direto para o erário público…

    P.S.- não prevejo falta de profs, mas tão somente a entrada de muitos que irão como último recurso, sendo preferível algum dinheirinho garantido do que nenhum…

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