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Escolas com carências e o ME gasta em anedotas……?!

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O Ministro anda panglossiano?Não se passa nada. “Tudo no melhor dos mundos possíveis” veio dizer-nos, com a candura que só se adquire nos gabinetes, o ministro da educação, no dia da corajosa greve dos trabalhadores não docentes. Só ter que vir falar já mostra que o panorama não está nada no melhor dos mundos.

Em Beja, hoje, passou-se alguma coisa. Um grupo de pais fechou uma escola a cadeado (uma moda que se julgava ultrapassada). Diz o JN que os pais se explicaram dizendo que: “reclamam mais funcionários para o estabelecimento. Na semana passada uma aluna de sete anos, ficou fechada no interior da escola. Os casos de agressões entre alunos são recorrentes e falta de socorro é quase inexistente.”

A um órgão local, Rádio Voz da Planície, os dirigentes das associações de pais das escolas da cidade de Beja disseram que faz falta mais pessoal auxiliar:

As Associações de Pais e Encarregados de Educação dos Centros Escolares da cidade de Beja e a Associação de Freguesias reuniram-se com a DGESTE-Direcção Geral dos Estabelecimentos Escolares, no passado dia 31 de janeiro e vieram deste encontro com a ideia de que “no imediato não haverá reforço de pessoal auxiliar”. O próximo passo é partir para outras ações de luta.

E cá chegaram elas, hoje ….

O DN continua a dar grande destaque à petição contra o excesso de peso das mochilas escolares. Um problema conexo com a questão dos manuais que, há semanas, tanta polémica deu.

Mas a minha notícia preferida do dia veio no Correio da Manhã, e já tinha saído dias atrás no Público. Fernando Charrua, docente requisitado na DREN que, em 2007, por contar uma anedota sobre Sócrates levou com um processo disciplinar e teve a requisição anulada pela Diretora Regional da altura (Margarida Moreira, lembram-se dela?) recebeu notícias do tribunal.

Vai receber 10 mil euros de indemnização. Talvez acresçam juros. A DREN chama-se agora DGESTE/DRSN mas as trapalhadas dos tempos heróicos de Lurdes e Sócrates ainda tropeçam nos tribunais.

Margarida Moreira impunha o Carnaval a escolas, gostava muito de massa esparguete, mas não gostava nem de liberdades expressivas, nem de anedotas e quem contou uma, até bastante insossa, saiu-lhe (nos) um osso duro de roer.

Mas a grande questão é: quem fez o erro e gerou o problema não paga?

Um polícia que tenha um acidente com um carro, ou um GNR que atinja a tiro, mesmo por acidente, um transeunte, paga a despesa e ainda é suspenso.

E os dirigentes que decidiram, asneirando, porque quiseram, uma despesa, para o Estado inútil, de 10 mil euros, que os tribunais confirmaram, o ministro vai dizer que está “tudo no melhor dos mundos possíveis”?

Ou vai atrás deles para os obrigar a pagar? (o chamado direito de regresso: o Estado paga porque tem de ser, mas obriga quem fez asneiras a compensar).

O que é engraçado é que nenhum jornalista lhe perguntou.

Quanta obra não se faria em muitas escolas carenciadas com os 10 mil euros mais juros?

Ou seremos nós todos a pagar ao Charrua as despesas da anedota (que os tribunais, e bem, decidiram que deve receber)?

Foram muito aumentados este ano para estarem tão mãos largas?

PS: Aos que lerem e estiverem interessados em organizar que isto aconteça e tentar pôr, quem deve, a pagar as asneiras que fez podem contactar este blogue. E se houver gente para avançar pode ser que se poupem 10 mil euros que tanta falta fazem ……

Ligações às notícias

JN: Pais Fecham escola a cadeado em protesto contra falta de pessoal

Rádio Voz da Planície: Escolas de Beja pedem mais pessoal auxiliar

Contra as mochilas pesadas nas escolas, assinar, assinar

Público: Ministério da Educação condenado a pagar indemnização a Fernando Charrua

CM: Ministério da Educação condenado a indemnizar professor afastado

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