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Errar é a primeira norma e não o assumir o erro a seguinte!

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ErroQualquer ser humano que não erre, uma, duas, muitas, muitas vezes pela vida fora, não é humano. Que errar é humano já todos entendemos, e todos o fazemos. Que devemos fazer todos os esforços por evitar, deveria ser outra certeza, mas não o está a ser, de forma alguma!

E ainda mais grave, talvez, é que hoje quem erra, não assume o seu “erro” e não poucas vezes quem hierarquicamente, institucionalmente lhe é superior, como tal nada assume e até tudo faz para que “tudo “seja abafado!

Claro que “isto” cria uma sociedade desresponsabilizada, e em que a dada altura, e parece que não estará longe, a banalização do erro é tal, que passa a não se distinguir o certo do errado, tanto faz.

Mal feito, melhor feito ou bem feito, o efeito é o mesmo, e como por norma é sempre mais fácil fazer mal que bem, passa-se  fazer “sempre” mal. Sem problema, numa boa, fixe!

Como fazer mal não só não constrói, como “até” destrói o que já foi feito, destrói-se e animadamente caminhamos a este ritmo de erro que origina erro, e que é tão, mas tão normal que quem acha que não deve ser, é criticado e aconselhado a “estar caladinho” a não apontar o erro, a deixar passar.

Mas se acha que deve insistir, passa a ser visto como quase dinossauro, ou pior, como alguém que nada mais tem a fazer na vida, que não procurar o erro do outro. Um coitado de um palerma, que acha que errar é errado.

E, estamos em tantas áreas, aos mais diversos níveis a viver com estes parâmetros em que o erro é normal, em que não se deve de modo algum de evitar o erro, e caso seja feito, como tem que ser face às circunstâncias, não há qualquer problema. Bem pelo contrário. Erremos todos saudavelmente!

E, claro que quando estamos a viver o erro pelo erro, com erro, não podemos esperar que algo corra bem. E se corre foi, mero acaso, pura coincidência, que por vezes até existem, seja pelas “bruxas” ou por outros quaisquer fenómenos não perceptíveis, ou explicáveis.

E, vão-se criando situações de um caricato absurdo. Os mais velhos que durante toda a vida fomos tentando não errar, e sempre errávamos pedíamos desculpa e tentávamos emendar a mão, não sabemos hoje, que fazer.

Os mais jovens que ainda vão aprendendo e alguns ainda vão praticando, a não errar, a evitar o erro, e a pedir desculpa quando erram, sentem que tudo “isso” está a não ser seguido pela maioria da população, pelo que o melhor é errarem consistentemente, que não haverá problema.

Toda a restante população erra docemente e faz tudo contra as regras, mas está-se nas tintas, é mais fácil e não traz quaisquer dissabores.

Mas será assim que construiremos futuro? Quem souber sem errar, que responda!

Augusto Küttner de Magalhaes

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