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Ensino em Portugal está melhor mas tem problemas ao nível das retenções e equidade

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Quem o diz é a Comissão Europeia no seu “Monitor da Educação e da Formação 2017” e que podem consultar em baixo.

Pontos a destacar
– Portugal está a registar progressos na melhoria dos resultados escolares, reduzindo o abandono escolar precoce e assegurando a provisão pública de ensino pré-escolar a todas as crianças com idades entre os três e os cinco anos até 2019.

– A execução do «Plano Nacional de Promoção do Sucesso Escolar» — a iniciativa emblemática para prevenir o insucesso escolar — está em curso. O número de escolas participantes excedeu as expectativas.

– A conclusão do ensino superior está a melhorar, mas cumprir o ambicioso objetivo nacional da Europa 2020 será difícil. Estão em curso várias medidas para ajudar a simplificar a oferta do ensino superior.

-A promoção da educação de adultos desempenha um papel crucial na política de educação atual, com o objetivo de combater o nível baixo de competências básicas da população adulta.

Luta contra as desigualdades e promoção da inclusão

Os resultados escolares estão a melhorar, com menos alunos com fraco aproveitamento e mais alunos com elevado aproveitamento no PISA, mas subsistem algumas preocupações em relação à equidade. De acordo com o Programa Internacional de Avaliação
de Alunos (PISA) de 2015 da OCDE, a percentagem de alunos com fraco aproveitamento em Portugal diminuiu em todas as disciplinas testadas. Os resultados do país estão abaixo da média da UE na leitura (17 %) e ciências (17 %), mas acima da média na matemática (24 %). Os níveis médios de desempenho aumentaram desde então continuamente, colocando Portugal, pela primeira vez, acima das médias da OCDE e da UE. A percentagem de alunos com elevado aproveitamento no PISA, ou seja, estudantes que demonstraram competências de elevada
complexidade — está também a aumentar e encontra-se agora próxima da média da UE.

Apesar destas tendências positivas, subsistem preocupações em relação à equidade. A percentagem de alunos com fraco aproveitamento entre os estudantes que pertencem ao quartil
socioeconómico inferior é 25 pontos superior ao dos pertencentes ao quartil socioeconómico superior (OCDE 2016). Este valor está próximo da média da UE (25,6 pontos). Além disso, com mais de 31 % dos estudantes que repetiram o ano, Portugal regista a terceira taxa mais elevada de repetições de ano na UE (Comissão Europeia 2017a). O fosso social a este respeito é significativo, com taxas superiores a 52 % entre os estudantes desfavorecidos e inferior a 9% entre os favorecidos. As clivagens entre não migrantes e imigrantes de primeira e de segunda geração — conforme medido pelas taxas de abandono escolar precoce, o desempenho PISA e a repetição de ano — são comparativamente pequenas.

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1 COMENTÁRIO

  1. Sim, a escola vai resolver os problemas que pertencem aos POLÍTICOS! O menino entra pobre, com toas as suas consequências, e passa os muros da instituição e o milagre acontece!

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