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Em 4 Anos O Ensino Vai Perder Mais De 10000 Professores. Os “Novos” Não Vão Passar Do 6º Escalão

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É uma consequência natural do envelhecimento docente, no dia em que se comemora o Dia do Professor, importa olhar para o corpo docente e o panorama que temos à nossa frente. Dizer-se que os professores estão cansados tornou-se banal, mas lá por ser banal não significa que seja menos verdade. Os professores estão francamente cansados, cansados de lutas laborais, cansados de ano após ano ultrapassarem o seu horário semanal de 1100 minutos, cansados das mudanças sistemáticas na Educação, cansados porque a idade não perdoa e as primaveras que o corpo carrega deveriam ser suficientes para alguma paz de espírito e tranquilidade.

Os próximos anos vão mudar obrigatoriamente o perfil do professor, sairá uma geração de muito valor e entrará outra que tem um imenso desafio pela frente, reconquistar o prestígio laboral que a geração que agora termina usufruiu (e bem) ao longo de muitos anos.

No mesmo artigo do jornal Público, podemos constatar que o grosso dos professores encontra-se entre o 2º e 4º escalão da carreira. Professores que atualmente têm entre 40 e 50 anos de idade, fora os que ainda nem sequer entraram na carreira… é triste mas é a realidade. Estamos por isso perante uma geração de profissionais que não irá chegar ao topo da carreira, não irá usufruir da redução por idade como acontecia no passado e não irá usufruir do prestígio e estatuto dos que agora vão sair de cena. Uma geração queimada pela má gestão dos nossos governantes, uma geração que perderá quase 7 anos de tempo de serviço e consequentemente muitos milhões de euros.

Ser professor em Portugal, tornou-se como todos sabemos pouco apelativo, onde até os nossos alunos perceberam que ser-se professor não compensa, pois o desgaste e responsabilidades não são condizentes com a carreira de professor.

São os melhores do mundo diz o Sr. Presidente, não não são, os melhores do mundo são tratados como tal e o que se passou ontem, na véspera do Dia do Professor, mostra bem o respeito que esta equipa ministerial tem pelos seus professores.

É que nem a Lei querem cumprir, já que a sua palavra, há muito que percebemos que vale zero…

Alexandre Henriques

Apenas 5% dos professores chegaram por agora ao topo da carreira

Maioria dos professores oferece cinco horas de trabalho semanais mas o tempo não chega

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7 COMENTÁRIOS

  1. Novas formas de Escravatura. portugal foi dos primeiros a aboli-la mas será o último a acabar com a escravatura camuflada…!

  2. Ao começo da reportagem sinceramente pensei se tratar do Brasil, e ao terminar de ler a reportagem chego à conclusão que suas palavras, embora somos divididos por um oceano, o idioma nós unifica. E estamos nas msm situação. A carreira de docência aqui no Brasil está desprestigiada, um salário vergonhoso, políticos que não entendem e não sabem de nada educaçao traçam não um futuro, mas sim um caminho cada vez pior! Agora há um dia de escolhermos o novo presidente, o candidato que lidera as pesquisa quer apostar o futuro da educação… em ensino a distância desde o fundamental… ou seja… se já não há incentivo na carreira docente, agora quer nos extinguir… o futuro do Brasil é retrógrado e desestimulante…

  3. Por que fizeram a pesquisa com a moeda da Europa? O governo está investindo em novos professores com os programas PIBID e residência pedagógica, os novos que vão entrar não são de 6 escalão.

  4. Alguém me sabe explicar se os professores que progrediram ao sétimo escalão, já estão a receber o vencimento como tal? Eu progredi em 1 de Janeiro de 2018 e o meu vencimento continua igual, sexto escalão. E não há ninguém, até agora, que me saiba dizer alguma coisa sobre este assunto. O sindicato dá uma explicação, a secretaria dá outra, ou seja , não entendo o que se está a passar. Se me puderem dar alguma informação ficaria muito grata.

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