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A eleição de Guterres ensinará esta Europa Desintegrada? E não só?

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guterresTentando colocar de lado o nosso patriotismo ao ver o português, António Guterres à frente da ONU a partir de 01.01.2017, deveríamos “pensar” – algo difícil e fora de moda, nestes tempos – se esta eleição de um Europeu para um órgão Mundial, terá ensinado alguma “coisinha” a esta Europa, em rápida desintegração.

Sendo que, o entusiasmo com as votações antecedentes, e bem em Guterres, não teriam que “ter” que implicar a sua vitória, uma vez que a mesma teria que ser rectificada pelas regras “caducas” – do pós II Guerra Mundial – das Nações Unidas, com o “acordo” dos cinco do Conselho Permanente. Como e bem, veio a acontecer! Mas, havendo um europeu /português, que por mérito próprio e também várias entidades portuguesas, do MNE ao PR, e não só – e o não apoio do actual secretário-geral, que agora deve dar o dito por não dito – estava à frente, a Europa não se deveria ter unido, como União, em vez de baralhar, confundindo e mais se partir?

Mas, claro, o País Europeu mais rico, que melhor está – sem dúvidas – economicamente retirou-lhe todo o apoio, e deu ordens a Bruxelas para à última hora enviar a Búlgara vice da Comissão Europeia, para não ganhar um tipo da Europa do Sul. Com o pretexto, de ser a vez de uma mulher e da Europa de Leste, o que possa hoje, “isto” querer ser. Será que agora a Alemanha, a Frau Merkel, o Sr. Schäuble e mais uns quantos, terão uns segundos para reflectir sobre este péssimo exemplo de desunidade europeia que deram ao Mundo, e dar “ordens “ a Bruxelas para fazer o mesmo!? E a Alemanha, e outra vez o Sr. Schäuble, com o estado pré-comatoso do seu Deutsche Bank, ainda achará que só os do Sul é que estragam a Banca? Só os do Sul é que são incapazes e incompetentes, apesar de terem ganho o lugar de topo na ONU? Claro que, Guterres não vai conseguir fazer milagres – mesmo sendo muito católico – e vai estar à frente da ONU, agora e na pior altura, nunca vivida depois da II Guerra Mundial, “esta”, que deu origem à criação das ditas “Nações Unidas”! E não se espera que faça impossíveis, mas é um Homem culto, empenhado, conhecedor. E no fim de um ou dois mandatos, sairá de certeza com mais prestígio e sem “procurar” outros lugares em outros locais, não apropriados com o anterior desempenhado. Como o fez, recentemente, o último português/ europeu à frente de algo de relevo na União Europeia. Aí, de certeza que será positivamente, muito diferente. Entretanto, teremos que esperar que Guterres, com a ajuda dos países poderosos e influentes- mas também em balbúrdia, veja-se se Trump vai ser Presidente dos EUA? – na cena Mundial, consigam reformar e bem a ONU.  Para esta – ONU- actuar no que tão necessário hoje seria  – mas não está a ser – a sua função, num tempo de guerras e guerrinhas por todo o lado e Pessoas a morrer à fome, por falta de gente capaz e digna para estar à frente de Países, de Comunidades, de Organizações. E que a Europa aprenda de uma vez por todas, que se não for um Bloco Unido num Tempo Global, desvanece totalmente.  E a Alemanha estando a fazer parte plena desta desconstrução, apesar de ter dado um exemplo único europeu quanto aos Refugiados, ou se torna Europa ou morre Alemanha!

Augusto Küttner de Magalhães

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