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Educação, escola, professores, tecnologias

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Hoje devia ser dia dedicado ao balanço das eleições, o que nos espera a partir daqui, mais do mesmo pelos mesmos? mais do mesmo por outros? coisa diferente pelos mesmos ou por outros? o que calha à escola, aos professores e à educação? o que seremos e o que quereremos ser daqui a 4 anos?

Contudo, escrevo e deixo em stand by o texto dez dias antes por via de participar no II colóquio de educação e ciências sociais que decorreu na Universidade do Minho entre 5ª e sábado;

Assim, escolho um tema inócuo às eleições, como se existissem temas inócuos, e falo sobre sítios internet de apoio ao trabalho dos professores. Bem precisamos de apoios. 

A escola mudou tanto nos últimos tempos que muitos continuam a pensar que está tudo na mesma, tal a velocidade estonteante com que as coisas na educação se alteram e reconfiguram.

Podia escolher múltiplas entradas (algumas ficam em banho maria) como seja a governação das escolas por intermédio das milhentas plataformas informáticas hoje existentes, por exemplo. O que elas implicam em termos de organização local, gestão de informação, mobilização de recursos. Ou as relações que pressupõem em termos de hierarquias funcionais, de redes e de protocolos de ação e atuação, numa assumida dimensão de «automatização flexível» (voltarei ao tema). Portanto, são muitas as possíveis entradas. Assim sendo, escolho uma que me é cara, a tecnologia internet.

Costumo dizer aos meus alunos que é substancialmente diferente ensinar e aprender num mundo com dois canais de televisão, como foi o meu caso, do que num mundo com mais de 100 canais, 50 dos quais em hd. Mais complexo (e complicado) se torna quando passamos a ter todos os canais no bolso como é o caso da internet (o video ou a tv on demand). Neste contexto, repesco uma frase do tempo da escrita, tantos livros para ler e eu sem tempo para o fazer. Por onde começar, como me organizar?

Mediante esta ideia, quero destacar a importância de saber escolher o que se vê ou, melhor dito, os sítios por onde se navega. A internet há muito que deixou de ser uma biblioteca gigante e passou a ser um repositório de tudo e mais alguma coisa.Tornou-se um recurso essencial para docentes e não só. Tal como no tempo de dois canais se consultavam livros de cultura geral, enciclopédias universais e o que houvesse à mão, hoje se recorre à net por tudo e por nada, para tudo e para nada.

No entanto, quer na escola quer em casa, não deixamos de criticar a sua utilização, mas não cuidamos, na generalidade dos casos, de ajudar à utilização deste recurso. Não são poucos os que partem do pressuposto que os miúdos já sabem tudo e mais alguma coisa. Nada de mais errado. Muitos afirmam que os miúdos já vêm com manual de instruções da net. Engano redondo. O mais das vezes a utilização é restrita a uns quantos sítios, de moda ou de conhecimento partilhado, redes sociais e pouco mais.

Acrescento ainda que as questões das tecnologias (encaradas como instrumentos de trabalho do professor ou em contexto de sala de aula, não se restringem às aulas de TIC, como por várias vezes os funcionários me perguntam, mas vai dar aula de tic? Nada disso, as tecnologias são ferramentas de apoio e trabalho, elementos facilitadores de dinâmicas, facultadoras de estratégias de envolvimento e implicação do aluno. Como tudo na vida, devem ser utilizadas com moderação, pois não são nem devem ser um fim em si mesmo nem valer enquanto número artístico.

Assim, deixo um conjunto de sítios, essencialmente na área da educação e tendo como alvo os docentes, para que possamos descobrir mais e melhor o que somos e como utilizar este recurso. Há um deles que é, para mim, incontornável há muito, apesar das suas variações, o professor tic, excelente trabalho de um colega. Verdade inconveniente e problema muito caraterístico da internet, a maior parte são em inglês (nada que o google tradutor não resolva):

http://www.weareteachers.com/ – sítio americano agregador de informação do pré ao 12º;

http://www.freetech4teachers.com/ – tecnologia para professores;

scholar.google.com – motor de pesquisa de literatura cinzenta da google;

http://www.edutopia.org/ – onde a educação não é utopia

http://www.fractuslearning.com/ – sobre como trabalhar tendo por base princípios de projeto;

http://inquietacoespedagogicasii.blogspot.pt/ – sobre a escola e a educação;

http://porvir.org/especiais/tecnologia/ – um dossiê especial sobre a educação e as tecnologias;

naveguem, digam coisas, partilhem ideias, sítios, vontades

Manuel Dinis P. Cabeça

outubro, 2015.

1 COMENTÁRIO

  1. Sem dúvida. As tecnologias apresentam um potencial que quando bem utilizado são claramente um facilitador de aprendizagem.
    Já tenho site para o site da semana 😉

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