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E se os alunos avaliassem os encarregados de educação?

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A ligação entre pais e escola é essencial para o sucesso educativo dos alunos. Todos sabemos que um aluno “amputado” de uma estrutura parental estável e salutar, fica em clara desvantagem. Os seus desvios comportamentais e de desempenho escolar, são, na maioria das vezes, uma mera manifestação do fracasso/ausência familiar.

Todas as crianças precisam de “faróis” e de referências que lhes mostrem como, quando e o porquê das coisas. Não é ciência nuclear, é a lei da vida… o não é tão ou mais importante que o sim e dizê-lo no tempo certo, é a garantia que o futuro terá mais sins do que nãos… Os exemplos transmitem-se de cima para baixo e as crianças não são mais que uma repetição daquilo que aprendem/assistem em casa.

Talvez uma das formas mais fáceis e originais dos pais perceberem que estão a falhar na sua função, é permitir que os alunos avaliem os seus encarregados de educação. Quando tanto se fala de cidadania, este processo pode ser promovido pela escola, sem vergonhas e sem receios.

(Claro que os professores abrem assim o flanco a serem avaliados pelos alunos, conceito que pessoalmente nunca me assustou, nem o considero descabido desde que tenha um fundamento (in)formativo. Há muito que defendo que uma das principais virtudes do professor é ser humilde…)

Sim, estamos a falar de crianças/jovens, mas não julguem que elas são incapazes de exprimir o seu grau de (in)satisfação para com os progenitores. Alguns poderão achar esta estratégia descabida, mas não há nada mais descabido do que ter um pai/mãe que não cumpre com o seu estatuto de encarregado de educação.

Ficam dois exemplos encontrados numa breve pesquisa online. O primeiro até permite uma comparação com a classificação escolar por ano ou disciplina. O segundo apesar de ser brasileiro permite tirar umas boas ideias.

Alguém se atreve a experimentar? E se alguém já experimentou partilhem nos comentários a experiência.

Alexandre Henriques

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