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Duas medidas para acabar com as praxes abusivas.

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Hoje foi debatida a questão das praxes na Assembleia da República, do debate saíram algumas ideias, umas efetivas, outras de blá blá blá…

praxes

Efetivas:

A realização de um estudo a nível nacional sobre a realidade da praxe em Portugal, levado a cabo por uma equipa multidisciplinar de uma instituição de ensino superior pública.

É importante conhecer a dimensão e tipologia da praxe principalmente a violenta.

Criação de um folheto informativo sobre a praxe, “suas eventuais consequências disciplinares e penais, e justeza da sua rejeição, a ser distribuído no ato das candidaturas em cada instituição de ensino superior do país”, assim como a criação de uma rede de apoio que ofereça acompanhamento psicológico e jurídico.

Conhecer as consequências é um limitador natural…

recomendado aos órgãos directivos das escolas que assumam “uma atitude que não legitime as práticas de praxes violentas no interior ou no exterior das instituições” e “não reconhecendo papel a estruturas das praxes nas cerimónias das instituições do ensino superior”.

Recomendar??? E que tal obrigar. Porque não responsabilizar diretamente o reitor com possibilidade de perda de mandato caso este não haja em conformidade quanto tem conhecimento de situações ilícitas, tal como acontece com os diretores do ensino não superior.

Blá, blá, blá…:

“um manual de boas práticas”, que tenha “uma estratégia de prevenção e combate às praxes violentas”, bem como um plano nacional, com acções de sensibilização que desmistifiquem “muitos dos comportamentos que são passivamente aceites pelos estudantes, por serem tidos como tabu ou parte inquestionável da sua vivência académica”.

Códigos de conduta? Estamos a falar de adultos ou não estamos? Ações de sensibilização? Se as imagens nos maços de tabaco não sensibilizam nada, se ver os noticiários não sensibilizam nada, o que é que vão dizer aos “doutores” que os vai sensibilizar?

redobre esforços para garantir que as instituições de ensino superior e as associações académicas e de estudantes promovam uma ação pedagógica que defenda a liberdade dos estudantes de escolher participar ou não na praxe e que reforce os mecanismos de responsabilização e de denúncia às autoridades competentes de qualquer prática violenta, abusiva ou que possa configurar um ilícito.

E na prática isto é?

Eu resolvia a situação de uma maneira muito simples. Estamos a fala de adultos não estamos, então tratemos as coisas como gente grande.

Praxe fora dos parâmetros permitidos = agravamento substancial das propinas, ou o pagamento das propinas da vítima.

Praxe extrema/violenta = expulsão da universidade e pagamento das propinas da vítima.

Nota: sou a favor da praxe, uma praxe que integre e que crie laços de amizade para o resto da vida.

Parlamento aprova recomendações sobre praxes académicas

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1 COMENTÁRIO

  1. Se calhar seria necessário SUSPENDER NUNCA A DEMOCRACIA mas sim as Praxes.

    E haver responsáveis e responsabilzaveis, para as Praxes voltarem a ser um Tempo de integração e nunca um tempo de rituais, bebedeiras e tudo o mais, consequentemente como é público e publicado, mata jovens, desqualifica outros e cria espaço de vingança em quem escapa vivo, para noutros abusar….

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