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Do Que Se Fala (Especial)| Nice, Turquia e Campeões de Europa

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Ao fim de semana dou destaque a assuntos que estão na agenda mediática, através do nosso colaborador Augusto Küttner de Magalhães. Pela importância dos temas, hoje temos dose dupla.

O modelo social e económico em França, falhou.

NiceA França, além de ter estilhaçado o modelo económico que ia “fundamentado” o progresso alcançado no pós- II Guerra Mundial, optou , também, por,  um bom modelo social mas que não soube conservar.

E, num tempo em que “erradamente” por todo o Mundo a Economia domina e abafa o Social se ambos estiverem em falência como é o caso francês, os resultados são catastróficos.

A cereja em cima do bolo “de tudo isto” é a total desqualificação dos políticos actuais, que se vem a notar nestes mais recentes 20 anos, que se preocupam única e exclusivamente com a “forma” sem qualquer conteúdo e /ou com o seu bem-estar.

Veja-se a total incapacidade do Presidente francês em gerir o seu País, mas tem um cabeleiro para lhe arranjar as melenas ao minuto, que custa ao erário francês 10.000,00 euros/ mês. Veja-se o anterior chefe da Comissão Europeia no caso um português, que fugiu de cá para ir para lá para nos ajudar, e nada fez nem por nós, nem pelo comissão, e por si próprio, tanto fez que até vai para a banca onde seria inconcebível poder/dever /aceitar e ir.

E, a não inclusão em França de grandes faixas de Pessoas residentes, muitas, tantas que por descendência ou por tempo de permanência são francesas, criando guetos em torno de Paris e não só.

Isolou, colocou sinetes, não permitir – foi o anterior, mas este não revogou – o uso do burka para não se fazerem explodir, mas fazem-no de cara destapada e sem problemas. Não resultou, bem pelo contrário acicatou ânimos e exclusões.

A França no centro/norte da Europa Ocidental – e não a Turquia, como alguns “agora” com o assalto dos militares, lá, ao semi-ditador Edergon, nunca se justifica a força das armas para defender a democracia, o poder, disseram – está minada, face a tantos, tantos erros seguidos, e achando-se insubstituível na Economia e na “liberdade, fraternidade e igualdades” falhou em tudo.

E Economia está de rastos, a liberdade está condicionada, a fraternidade é palavra liquidada e a igualdade, só para alguns, muito poucos.

Os ataques desastrosos, injustificados, perversos em França – excluindo o Charlie Hebdo que se pós a jeito- mostram a incapacidade, incompetência dos que nestes últimos anos têm presidido e governado a França.

E, a necessidade de este, ainda Presidente francês, decretar a partir de 13 de Novembro do ano passado o “estado de emergência” – anulando alguns direitos democráticos – que foi prorrogando até ao dia das festividades da Tomada da Bastilha, altura em que o “levantou”, e, barbaramente aconteceu mais um atentado em França desta vez em Nice, mostra a incapacidade de quem tem estado à frente dos destinos franceses. Muito mau.

Não será o único, face a esta carência de políticos que saibam fazer política por todo o lado nestas últimas duas décadas, mas os franceses e não só, que não são políticos é que são mortos, feridos, destroçados da Vida, nestes bárbaros e injustificados atentados.

Todo o modelo francês faliu, e tem que ser repensado apostando em inclusão e não o contrário, em Economia verdadeira e produtiva e não em reduzir direitos aos que de facto trabalham, por mais nenhuma atitude saberem assumir.

Em fazer muito mais e aparecer muito menos, podendo até fazê-lo todo despenteado, e com novos políticos que saibam política fazer. Claro que não a Marine Le Pen, cópia reles de doido Hitler, não. Por aí não. Mas com democratas, pessoas capazes de a fazer.

E a Europa a 27 também tem muito que mudar para melhor e todos e cada dos 27, ou não!

“Já ninguém acredita que tenha sido mesmo o Exército a levar isto a cabo”

(Ana França)

Augusto Küttner de Magalhães

 

Somos bons mas  não só no Futebol!

Portugal_comemoraçãoPor vezes “têm-se”, talvez, um certo exagero em tudo o que rodeia o Futebol e “antes, durante e depois do acontecimento” é sempre muito Futebol, em todo o lado, fazendo talvez, com que mais algumas situações não menos importantes que também dizem respeito a Portugueses e a Portugal, pareçam não ter “significado”.

Mas têm, e o PR, Marcelo Rebelo de Sousa, não “está distraído” e condecora a 13 de Julho de 2016 os cinco medalhados dos Europeus: Sara Moreira (meia-maratona) e Patrícia Mamona (triplo salto), ambas com ouro, Dulce Félix (prata no 10.000 metros) e Jéssica Augusto (meia-maratona) e Tsanko Arnaudov (peso), ambos com medalhas de bronze, ganhas no Campeonato da Europa de atletismo, que decorreu em Amesterdão.

E, Marcelo Rebelo de Sousa tem vindo a ser comedido na “distribuição “ de condecorações não tendo que o fazer só por que sim, em datas que “é uso e costume ter que o fazer”!

E assim, os nossos atletas que, talvez, tenham em todos os aspectos muito menos apoios que os nossos futebolistas, também são de grande qualidade e categoria, e merecem todo – ou ainda mais – a atenção que o País e nós lhes merecemos e assim, o faz e bem o nosso PR.

E agora olhemos o presente para além dos futebóis, e façamos com que “de lá de fora” também nos olhem com respeito, pelo que somos, pelo que fazemos e pelo que ainda poderemos melhor fazer, quando queremos, com qualidade e empenho, canalizando estas “forças desportivas” para mais áreas, do nosso quotidiano.

E num tempo em que a Europa está sem rumo, em que a Desunião mais se desune e quando o Sr. Schäuble para desviar atenções do desastre que está a ser o seu Deutsch Bank se atira com mais uns parceiros europeus, vingativamente, para as sanções a Portugal, temos que estar intensamente unidos sem nacionalismos, mas com “alma” e vontade ser e fazer melhor.

As sanções “ocorrem” mesmo que não nos devam ser aplicadas – uma vez que nunca o foram  a nenhum País, à França não sendo possível, só “por ser a França”, à Alemanha com superavit, por se a Alemanha –  num tempo de desconstrução europeia. E, se inadvertidamente nos forem aplicadas, destroem-nos o percurso que estamos a fazer com austeridade a mais e desrespeito por tantos nossos concidadãos, irremediavelmente por anos e anos.

Estamos chegados a uma encruzilhada Europeia, em que valores, que não dinheiro e poder, e respectiva ostentação deixarem de ter espaço, e tempo.

E temos, todos, que passar “pensar” por nós e não pelo que outros –  aqui não só lá de fora, mas também cá dentro- nos fazem achar que pensamos ou nos distraem de manhã , à tarde e à noite, e fazer crescer o País, com a nossa ajuda de todos e cada um , e não só esperando que o Estado tudo nos resolva e se resolva.

E o Futebol já foi, o Atletismo também mas está devidamente a ter o seu momentum, e agora mãos à obra todos com o PR e com este Governo, que por alguns não gostarem, não deixa de ser o nosso Governo, e, façamos mais por nós, pelo País, e com exemplo positivos para esta Europa total degradação!! Ou não!

Augusto Küttner de Magalhães

* o artigo foi escrito antes da conquista do campeonato europeu de hóquei em patins.

 

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