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Do Que Se Fala | Se Trump ganhar não é por acaso.

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trump2O risco de Trump ser o próximo Presidente dos EUA não é um acaso, uma vez que tem pelo menos, já, meio País consigo.

Tanto Trump como Hillary são, quer por Democratas como por Republicanos, o pior que conseguiram para candidatos à Presidência. Trump um imbecil, malcriado, mulherengo, machista, que não sabe o que quer a não ser “admirar o seu eu”, qual narcisista.

Hillary a eterna candidata à Presidência, e em simultâneo tem feito, não da melhor forma, pior forma parte do sistema há demasiado tempo, e não lhe abona em nada ter usado – e claro estes “tiques” não serão por contingência – o seu computador e servidores pessoais, e tudo o que mais não se sabe, ao serviço dos EUA, quando Secretária do Estado de Obama, em vez de utilizar o que é necessário fazer.

Claro que ganhando Trump – e já este muito mais distante consegui-lo –  é muito pior que se for Hillary – o tal mal menor, como hoje por todo o lado se chega à política/politiquice –  dado que um “doido” à frente dos destinos do mais potente País da Terra, não vai ser nada bom de ser ver e muito menos de se viver!

E nós, Ocidente, e nós Europa, que estamos há mais de uma década sem rumo e em plena decomposição, ao ter nos EUA um Trump vamos passar mal, muito mal.

A NATO que ainda sobrevive, graças ao EUA vai desintegrar-se, de vez, dado que nós Europa estamos a beneficiar do que tem de útil, mas esquecemo-nos, de contribuir para que “aquilo” funcione.

A ONU, que já é um monstro de burocracia, pesado e cheio de interesses divergentes e estranhos ao seu “normal desempenho”, nem com o nosso António Guterres vai conseguir, minimamente, melhorar-se.

O tontinho do Putin – ex-KGB – que quer recuperar uma imagem da União Soviética – até com, Gulag se necessário – e que sozinho não tem como, dado que a Rússia está em pré-falência, vai ter um grande apoio estratégico dos EUA com Trump.

E a Europa em total putrefacção, aqui pelo meio, vai implodir, vamos implodir, todos sem acharmos que deveríamos ter tido discernimento e unidade há década e meia.

E de permeio poderá surgir a tão desejada por alguns- entre os quais os amigos Trump e Putin- a tal III Guerra Mundial, com os EUA e a Rússia a lideraram uma total trapalhada no Médio Oriente, com a China a ver o espectáculo e o Japão a ver qual dos lados lhe dará mais jeito apoiar.

Estes EUA, são o que Barack Obama, nos deixa. Obama que antes do tempo recebeu indevidamente o Prémio Nobel da Paz – está também em crise, quem os mais diversos Nobel´s tem escolhido – e foi de facto uma Pessoa muito desejada, essencialmente a Ocidente para ficar à frente em dois mandatos dos EUA, mas pouco conseguiu fazer do que prometeu.

E Guantánamo está como estava, a Síria e toda a sua envolvente em estado de Guerra – Obama com medo de voltar a pôr as botas do Exército em solo, pelo exemplo de Bush no Iraque, imobilizou-se e mal – a Economia americana numa crise de desemprego, e nada do que podia ter sido feito, o foi.

E por isso, nesta última fase da campanha Eleitoral para a Presidência nos EUA, Obama aparece e reaparece a tentar que Hillary não perca. Já nem se tratar de ganhar, é unicamente não perder.

Claro que o Mundo está em mutação, os tais “valores e princípios” que nós “pestes grisalhas” achamos essenciais, ainda hoje,  para um melhor relacionamento entre Humanos, estão em total decadência e não foram substituídos por outros, nada, de nada,  entramos em vazios excessivos, o que “dá espaço” a serem preenchidos por “palhações nem de circo “  – com todo o respeito pelo Palhaço de Circo – como Trump, e não só, mas também.

E o FBI como medo do medo, deu o último encontrão a Hillary, com uma história fora de tempo sobre os emails indevidamente utilizados pela então Secretária de Estado, ao serviço dos EUA, mas agora já só para Trump ganhar. E pode mesmo ganhar. Qual cataclismo.

Se por mero acaso não ganhar, vai andar Trump por aí e não vai ser bom, claro quê seria menos mau do que se ganhasse, mas será quase milagre.

E talvez seja – enquanto ainda há uma réstia de tempo e esperança – de deixarmos todos de andar sempre e só nas redes sociais e na Internet a bloquear o nossos pensamentos e –ainda – conseguirmos ver o pensar, pesar, no amanhã, no pós 8 de Novembro que pode ser-nos muito mau!

Augusto Küttner de Magalhães

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