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DN – Discriminação: Professores chumbam mais facilmente rapazes e estrangeiros | Respeitem-nos!!!

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respeito-ao-professorOs professores não discriminam, os professores avaliam, ponto final parágrafo!

Era só o que mais faltava, além de tudo o que nos dizem – que não fazemos nada, que temos muitas férias, que ganhamos muito -, sermos apelidados de discriminatórios ou com algum tipo de preconceito.

Os estudos podem dizer o que quiserem e podem deturpar as suas conclusões com os títulos que quiserem, mas a minha experiência de 18 anos enquanto aluno e 15 anos enquanto professor mostram-me que os professores não discriminam os seus alunos, muito menos pelo seu género, nacionalidade, ou qualquer tipo de característica. Somos professores, somos educadores, a heterogeneidade é uma característica da escola pública, digo mais, é a vitalidade da escola pública. Não nos confundam, não nos julguem por aquilo que dava jeito que fossemos, não somos mesquinhos, retrógrados, fechados em preconceitos ignorantes.

O corpo da notícia como é óbvio é bastante mais soft, não tem o impacto que a capa do DN tem, mas como a maioria da população não compra o DN e fica-se pelas “gordas”, a mensagem que passa é a que está estampada na sua capa – os professores discriminam!

Não vale tudo, não pode valer tudo, percebam que lidamos com miúdos que são influenciados pelos seus pais, e estes por sua vez são influenciados por aquilo que ouvem, que leem… percebam que as suas atitudes para com os professores é o reflexo do respeito que a classe tem, percebam que o respeito ao professor é um “facilitador” e que potencia a disciplina e o sucesso educativo.

Como referia António Nóvoa recentemente…

Precisamos de professores inteiros, seguros, confiantes. Como construir esta confiança se fazem os professores responsáveis de todos os males.

Não pedimos muito, até abdicamos dos elogios, das pancadinhas nas costas quando dão jeito, mas não nos tornem o bode expiatório por tudo o que se passa de errado na educação. Nós sabemos bem o que se passou e o que se está a passar, sabemos bem que a Educação é um negócio e que tem bastante visibilidade, mas não pode valer tudo, não se pode dizer tudo.

Até podia ter ficado calado, não ligava como me disse um colega, mas não me apeteceu. Senti-me insultado, senti-me injustiçado, provavelmente estou demasiado sensível, mas não concebo que se digam certas coisas só por dizer, só para vender…

Amanhã entrarei novamente na sala de aula, não para ensinar rapazes ou raparigas, não para ensinar estrangeiros ou portugueses,  apenas para ensinar, sejam eles “A”, “B” ou “C”.

Todos diferentes, todos iguais…

discriminacao

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1 COMENTÁRIO

  1. Este estudo parte de premissas erradas logo o seu valor é nulo.
    A notícia foca “alunos do 4.º ano com dificuldades de aprendizagem iguais”.
    Como é possível saber à priori que um grupo de alunos tem dificuldades iguais?
    Em vinte anos de ensino nunca encontrei dois alunos com dificuldades de aprendizagem verdadeiramente iguais. Simplesmente não existem. Nem mesmo os gémeos.
    Certos fazedores de estudos fecham-se entre quatro paredes com uma folha de cálculo e fazem uma festa estatística de realidade virtual, não conseguindo vislumbrar além dos seus próprios preconceitos e ensinamentos tipo “business qualquer coisa”.

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