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Diretores recusam instruções de ministro

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Querem ver que até vão retirar a nota informativa…


Os diretores estão a recusar cumprir as instruções do Ministério da Educação (ME), que instou as escolas a pedir antecipadamente aos professores as notas dos alunos, para poderem realizar os conselhos de turma e esvaziar assim a greve às avaliações.

“As escolas não estão a acatar as instruções, porque consideram que são ilegais. A nota informativa faz uma leitura da legislação demasiado ampla e que nunca tinha sido feita”, disse ao CM Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, frisando ter conhecimento de várias escolas da grande Lisboa onde os conselhos de turma não estão a realizar-se.

A greve às avaliações em curso foi marcada pelo novo Sindicato de Todos os Professores (STOP) e termina esta sexta-feira. A adesão tem sido aparentemente elevada, embora não haja números. Na segunda-feira, começa a greve às reuniões de avaliação marcada pela Fenprof, FNE e mais oito sindicatos, que decorre, para já, até dia 30.

Manuel Pereira sublinha que “é preciso respeitar a avaliação e está-se a tentar obviar situações que exigem grande responsabilidade”: “Se fosse tão fácil, não era preciso o conselho de turma, que é um processo colegial”.

O diretor garante que “os pais devem estar tranquilos porque nenhum aluno será prejudicado”. O ME deu indicações para que todos os alunos sejam admitidos a exame mesmo sem saberem as notas internas. A Confederação Nacional de Associações de Pais tem uma visão oposta.

“A greve pode ter implicações irreparáveis na vida dos alunos, pela intranquilidade que gera. Por uma décima pode-se falhar os objetivos. É uma greve desleal, havia outras formas de reivindicar. É como fazer greve com o doente no bloco operatório sabendo que pode morrer”, disse ao CM Jorge Ascenção, líder da Confap.

Apelo a Costa junta educação, justiça, polícias e militares Os professores juntaram-se a funcionários judiciais, guardas prisionais, polícias e militares da GNR, classes profissionais que não recuperaram o tempo congelado e que entregam esta quinta-feira, no Palácio de São Bento, em Lisboa, um pedido de audiência ao primeiro-ministro António Costa.

Será também pedida audiência ao Presidente da Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública do Parlamento.

Fonte: Correio da Manhã

 

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3 COMENTÁRIOS

  1. Esta nota informativa é uma prova material que revela que as reuniões de conselho de turma são inúteis e apenas serviam como mero formalismo (ou como pretexto para ocupar os professores…); esperemos que a partir do próximo ano uma das alterações seja a eliminação destas reuniões, bastando a cada docente entregar as suas propostas de avaliação (oh pra mim, todo chateado!…).
    Não compensa direcionar o conflito para essas extensões governamentais (direções); já basta com o ME, não se devendo repetir 2008. A direção quer as propostas, então que as entreguem; como sabem, o CT servia para ponderar e analisar as avaliações atribuídas, ajustando as classificações com base no parecer de todos os profs do conselho. Desse modo muitas classificações eram alteradas para beneficio do aluno; com esta exigência, entregue-se as propostas respeitando rigorosamente a classificação, onde 49% = 2 ou 9,4= 9 (e todos os casos semelhantes noutras classificações). Provavelmente surgirão vários alunos com mais de 2 classificações inferiores a 3 ou a 10, ficando respetivamente retidos, sendo isso da exclusiva responsabilidade das direções. Se aparecerem recursos, não seriam analisados porque não se formavam os CT caso fizessem greve. E desta forma esvaziava-se a nota informativa e respetiva obediência da direção escolar (e acrescentando a fúria dos EE dos alunos lesados…).

  2. Se o professor atribui 49% ou 9, é porque o aluno não merece mais ou o professor não conseguiu melhor. Não é o conselho de turma que vai substituir-se ao trabalho do aluno ou ao esforço do professor.
    Com este paleio – mesmo provocatório – é que a nossa luta se enterra, como sempre!
    Os Conselhos de Turma são órgãos colegiais absolutamente fundamentais para o processo avaliativo do percurso escolar do aluno – seja no final do período, seja no final do ano -, cujo papel não pode ser beliscado ou minorizado pelas infantilidades dos Sindicatos que, no final desta luta toda, vão faturar junto da Tutela umas boas horas de redução para os seus síndicos e cantar vitórias, ficando os professores exatamente na mesma e com cara de parolos perante a sociedade, tal como aquelas coisas estranhas com máscaras, ontem na escadaria da AR… Faço greve, porque o sinto um imperativo moral, mas jamais por seguir instruções de uma cambada de sindicaleiros lateiros que se dizem meus defensores. Acabem com esta vergonha de 23 sindicatos aos pulos e mandem essa gente toda trabalhar, mas longe das escolas, claro. Exijamos uma Ordem que nos represente e dignifique, sem nogueirices e tantos outros que de escola, só sabem que tem paredes e janelas e gente obediente lá dentro. Nogueirinha é mais um Bruno de Carvalho: o tacho é tão apetitoso e suculento que só sairá de pés para a frente e tem sempre um conjunto de parolos e “nogueiretes” a fazer séquito e a dar gritinhos. Sinto vergonha desta gente e orgulho dos que fazem greve em silêncio e com a dor na alma de 30 anos de trabalho, sem consideração ou respeito.

  3. Que discurso mais grosseiro, odioso, tacanho e, sobretudo, incoerente.
    Diz que os CTs não vão «substituir-se ao trabalho do aluno ou ao esforço do professor» (???) e depois diz que são «órgãos colegiais absolutamente fundamentais para o processo avaliativo». Diz mal dos sindicatos que convocam greves e depois diz que adere por imperativo moral. Diz mal dos sindicatos e defende a criação de uma ordem, cujo papel numa luta com a tutela é inócuo.
    Numa única coisa lhe dou razão: «Com este [seu] paleio – mesmo provocatório – é que a nossa luta se enterra, como sempre!»
    Só mesmo parolos é que farão séquito e a darão gritinhos histéricos à estratégia divisionista e folclórica da sua Ordem.
    https://eco.pt/2018/02/01/advogados-ja-tem-o-seu-primeiro-sindicato/

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