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Dia Internacional da Paz

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A paz não pode ser mantida à força. Só é atingida pelo entendimento”

Já dizia Albert Einstein.

pazCelebramos hoje, dia 21 de Setembro, o Dia Internacional da Paz. Esta iniciativa mundial foi promovida pelas Nações Unidas no ano de 1981 mas foi em 2002 que a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou oficialmente o dia 21 de setembro como o Dia Internacional da Paz. Esta comemoração pretende sensibilizar para a necessidade da paz no mundo, promovendo  atos que tenham como resultado o fim dos conflitos entre povos e a consagração da paz mundial. O grande objetivo deste dia é que a pessoa faça algo pela paz.

Como não poderia deixar de ser, também a escola tem uma grande função nesta tarefa de educar para a paz. É possível trabalhar no contexto escola o princípio da paz, integrando esta educação numa ótica de transversalidade do currículo não formal. Um professor pode, e deve até, introduzir no âmbito da sua disciplina a educação para a paz e para a convivência.

Educar para a paz pressupõe ensinar e aprender a resolver conflitos. É perceber que o conflito está presente de forma constante na nossa sociedade como uma manifestação da diversidade de interesses, culturas e necessidades. Não há soluções mágicas mas existem mecanismos que permitem pensar e resolver conflitos de forma diferente e que promova a cultura da paz. A pensar nisso, decidi de forma muito breve estruturar alguns dos princípios que as escolas devem promover neste grandioso trabalho que é educar para a paz e sã convivência:

  • Criar igualdade e equidade nos contextos educativos;
  • Prever situações de conflito e não ter receio de dialogar sobre os mesmos;
  • Gerir de forma positiva e controlada as situações de agressividade;
  • Optar pelo diálogo, negociação, mediação, suprimindo a cultura do vencedor/vencido, culpado/inocente, certo/errado;
  • Promover, defender e alimentar valores como a justiça, a liberdade, a cooperação, o respeito, a solidariedade, o compromisso, a autonomia, o diálogo e o envolvimento em detrimento da discriminação, da intolerância, da violência, da indiferença e do conformismo;
  • Proporcionar situações que favoreçam a comunicação e a convivência, numa lógica de empowerment, reconhecimento e legitimação das partes;
  • Participar e criar actividades relacionadas com a paz, solidariedade e resolução positiva de conflitos;
  • Criar climas cooperativos, democráticos e positivos no contexto de sala de aula e noutros contextos relacionais de escola;
  • Fomentar a reflexão, a troca de argumentos, pontos de vista e opiniões numa lógica de crescimento e empatia;
  • Difundir estes princípios regularmente por todos os agentes da comunidade educativa;
  • Apostar no trabalho em grupo e projectos educativos colectivos;
  • Utilizar técnicas de reflexão e desenvolvimento moral, debatendo experiências, clarificando valores, discutindo dilemas e formas alternativas de resolução de conflitos;
  • Apostar numa cultura de escola, numa ótica de compromisso educativo (um professor sozinho não terá o mesmo impacto/efeito) Implica construir e potenciar no processo de ensino-aprendizagem relações fundamentadas pela paz entre alunos-pais-professores-escola.

É extrapolar esta vivência para fora da escola. Levar de dentro para fora. Porque o que nós fazemos é importante e se eu conseguir avançar um centímetro pelo caminho ‘certo’, então já estou a contribuir com a minha parte.

Feliz Dia Internacional da Paz!

Mónica Nogueira Soares

 Psicóloga | Mediadora Familiar e Escolar | Formadora
mediação de conflitos

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