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Devem 5400 milhões de euros aos professores

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Ao contrário da capa do Correio da Manhã, que afirma que os professores custam mais 600 milhões de euros por ano se as carreiras estivessem descongeladas, eu digo que nos tiraram cerca de 5400 milhões de euros em 9 anos de carreiras congeladas.

Isto só quer dizer uma coisa, a crise foi paga em grande parte pelos professores.

Já disse que há dinheiro, e este dinheiro não seria entregue a fundo perdido, muito dele voltaria a entrar na economia. Só o dinheiro que foi entregue aos bancos privados cobria este valor, mas ainda temos os negócios ruinosos das PPP, os juros da dívida, o esbanjamento de recursos em consultadorias privadas e afins, ou até…

Vales de educação para plasmas

Pais utilizavam os vales para comprar televisores e punham a fatura em despesas de educação.

É tudo uma questão de escolhas, há quem aposte em ter professores mais motivados, valorizando uma profissão que merece mais respeito e consequente exigência, outros distribuem o dinheiro de forma muito questionável.

Mas tudo nos pedem, tudo nos exigem, seja o Ministério de Educação, sejam os alunos, sejam os pais. Temos de estar sempre ao nosso melhor nível…

A classe média é o motor de um pais e os professores pertencem a essa classe média.

Constatamos mais uma vez que estamos a ser prejudicados pelo facto de sermos muitos… Mas que raio de critério é este???

Fica a notícia do Correio da Manhã.


Descongelar a carreira para todos os professores, devolvendo as progressões perdidas nos últimos sete anos e atualizando integralmente os salários, custaria 600 milhões de euros ao Estado. É tanto quanto o valor que o Governo pretende gastar com o descongelamento das carreiras de toda a Função Pública em 2018 e 2019.

Com a recuperação integral dos salários, os professores teriam aumentos de entre 345 e 954 euros. Os mais beneficiados seriam os docentes que subiriam do 5º para o 9º escalão e que teriam direito a aumentos de quase mil euros, ou seja, mais de 13 mil euros por ano. “A estimativa, que já foi discutida na Assembleia da República, aponta para custos de 600 milhões de euros com o descongelamento integral das carreiras dos professores”, disse ao CM Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof. A estrutura sindical exige a reposição integral deste valor, mas admite que “não há condições” para que isto ocorra de forma imediata e aceita negociar o faseamento.

O Governo considera os custos incomportáveis e já fez saber que nas carreiras cujo elemento determinante de progressão é o tempo, os anos em que a carreira esteve congelada não contarão. Em recentes declarações ao ‘Público’, a secretária de Estado da Administração Pública, Fátima Fonseca, confirmou diferenças de tratamento. “Quando estabeleceu o congelamento, o legislador disse duas coisas: nas carreiras que tenham pontos eles serão contabilizados, nas carreiras cujo elemento determinante seja o tempo, o tempo é congelado e não conta”, disse.

Cada docente teria aumento médio de 322 euros

Caso o Governo repusesse integralmente os salários dos docentes sem anular o tempo congelado, cada um dos cerca de 133 mil professores e educadores teria um aumento médio de 322 euros por mês, ou seja, um acréscimo de 4511 euros por ano. 

49 mil podem subir de escalão 

Mesmo anulando cerca de sete anos em que a carreira esteve congelada, haverá pelo menos 49 mil professores e educadores, num universo de 133 mil, em condições de progredir de escalão em 2018. Os números foram avançados ao ‘Jornal de Negócios’ por fonte governamental. O Governo está a prever gastar 60 milhões de euros em 2018 com as atualizações salariais destes docentes, embora este seja um dossiê ainda em aberto. Tal como no caso dos restantes funcionários, a atualização salarial será de forma faseada.

PORMENORES 

Custo seria permanente A despesa de cerca de 600 milhões de euros com o descongelamento integral das carreiras docentes passaria a ser um custo fixo que se repetiria anualmente.

Educação à margem

O Ministério da Educação tem-se colocado à margem do processo de descongelamento das carreiras, recusando receber os sindicatos.

Professores pagam crise

O Sindicato Nacional dos Professores Licenciados recusa que sejam “os professores a pagar a crise” e diz que a austeridade mantém-se.

 

Fonte: CM

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3 COMENTÁRIOS

  1. Imaginem o que teriam de pagar aos que entretanto se aposentaram fartos de esperar pela mudança de escalão! Eu aguardei nove anos, até que me fartei… aposentação antecipada. Uma injustiça.

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