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Desmontar o juridiquez de pacotilha do sr. ministro

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Diz o sr. ministro da educação que no compromisso com os sindicatos “o tempo” foi considerado uma variável a negociar.

De facto na “Declaração de Compromisso” com os sindicatos “o tempo” surge como uma das variáveis.

Não devia, mas é o que lá está.

Mas nessa “Declaração de compromisso” também nada prende os sindicatos à proposta de recuperação de 9 anos 4 meses e 2 dias.

Naturalmente que os professores estão dispostos a negociar e a ceder… e contrariamente à lógica, se quiserem considerar o tempo como uma variável, faço desde já uma proposta.

Aos 9 anos 4 meses e 2 dias de congelamento acrescem:

– 8 anos de prolongamento da carreira ocorrido em 2007 e 2009 por acção de Maria de Lurdes Rodrigues;

 – 4 anos subtraídos no reposicionamento da carreira ocorrido em 2008 por acção de Isabel Alçada.

O que perfaz 21 anos, 9 meses e 2 dias de prolongamento da carreira desde 2007.

Tudo isto sem que os professores fossem de alguma forma compensados e criando uma manta de retalhos a que chamam carreira com uma dimensão brutal e que se afasta de forma avassaladora daquilo que são os standards europeus.

Resumindo, quando os professores propõem a recuperação de 9 anos 4 meses e 2 dias estão já a perder 12 anos, não nos peçam para negociar e ceder ainda mais.

Se acaso o ministério da educação insistir em considerar o tempo como variável, eu agradeço, e proponho que numa próxima negociação sejam colocados em cima da mesa nada menos do que a recuperação de 21 anos, 9 meses e 2 dias.

E quando houver disponibilidade poderemos ainda falar em retroactivos…

(agradeço a ideia ao Medina)

Sr. Prof. Zé

3 COMENTÁRIOS

  1. A brincar a brincar, é uma grande verdade que foi escrita.
    Quando acabei o meu curso de 4 anos em 1998, basicamente aquela “estadia” de 4 anos no Complexo Andaluz em Santarém (porque para ser Professor, na realidade nem de cursos deveriam ser chamados, porque não têm direito a nada e é uma profissão tão privilegiada que certamente os cursos são oferecidos nas caixas de Nestum)… mas como eu dizia… Quando eu tirei o meu curso, no século passado, as regras que regiam a profissão eram outras.
    Não enveredei pelo curso do IADE em Lisboa, porque percebi que o curso de Professor de 1º ciclo variante E.V.T. me dava melhores noção do que esperar do meu Futuro. Publicidade enganosa.

    Afinal de contas as coisas só correram normais, mais ou menos até 2005 em que me efetivei… daí para a frente, foi um mudar de regras a cada mudança de Ministro da Educação.

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