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Descongelamento | Explicação para totós

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O tempo decorrido entre Janeiro de 2011 e Dezembro de 2017 não vai ser tido em conta e a sua contagem será retomada a 1 de Janeiro de 2018. No caso dos professores, por exemplo, que precisam de quatro anos de serviço, há 49 mil docentes que em 2018 irão progredir. Os restantes terão de esperar que os quatro anos necessários se concretizem: por exemplo, uma pessoa que até 2011 contou três anos de serviço, só progride em 2019 ou uma pessoa que até 2011 contou um dia de serviço, só progride em 2022.
E isto se até lá não se aprovarem orçamentos que determinem a suspensão das progressões…
Se ainda adicionar que a progressão ao 5º e 7º escalões dependem de vagas determinadas pelo governo, é fácil calcular que dezenas de milhares de professores chegarão ao final da sua vida de trabalho posicionados entre o 5º e 7º escalões, com um valor da pensão de reforma calculado com base em salários base mais baixos durante anos…
Portanto, os sindicatos também deviam estar a encetar uma luta para eliminar as vagas na progressão a escalões, que apenas são obstáculos artificiais com o intuito de poupança orçamental, não tendo nenhuma relação com avaliação de desempenho.
Mário Silva

3 COMENTÁRIOS

  1. Não entendo por que razão os sindicatos não poem o Estado em tribunal pois o que aqui está em causa é a violação do princípio da igualdade,!!! Não entendo é ninguém me responde!!

  2. e por falar em desigualdade:
    “Os docentes das universidades e politécnicos vão progredir nas carreiras em 2018
    Ao contrário do que vai acontecer com os 110 mil docentes do básico e secundário, em janeiro, os professores das universidades e politécnicos vão progredir na carreira e receber o respetivo acerto salarial depois do descongelamento das carreiras. Serão necessários 8,5 milhões de euros que não constam do OE para pagar os acertos nos salários.”
    Jornal I

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