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Demasiados velhos são um mau exemplo para os novos

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mau-exemploO tempo em que “valores e memórias”, eram usualmente “passados” de geração em geração, de velhos a novos, acabou-se. E, sem quaisquer saudosismos – até por não gostar do termo, e nem de viver no pretérito – dos tempos passados, que para além de nem ser possível revivê-los, também aí aconteceram muitos disparastes e muitos erros foram feitos e todos os fizemos.  Mas para chegarmos ao “hoje” houve um “passado”, e conviria deixar-se de fazer de conta que nada existiu, antes, para além do que se passou mediatizado até ao limite dos limites, na última semana!

E, fazer – como se está exuberantemente a insistir fazer- tábua rasa de tudo que tem mais que uma semana, e até demasiados sexagenários que por certo irão viver muito menos anos do que os já vividos, no mínimo é bizarro. E, se nos é fácil apercebermo-nos de faltas “totais” de regras de educação – que não tanto instrução/ ensino – nos mais novos, onde quanto mais selvagens melhor, muitos velhos – a chamada, ainda, terceira idade, mas antes, também – não lhes ficam nada atrás, antes pelo contrário. Selvagens em potência, em tudo! E comportam-se como criancinhas e adolescentes mal- educados, por acções e omissões!  Algo nada promissor, convenhamos. Mas estamos neste “estádio” e como é evidente, tende-se a passos largos a agravar-se e muito. A valer tido até arrancar olhos. E vale tudo desde que o “eu” faça o que lhe der na gana fazer, mesmo que incomode, estorve, amesquinhe o outro, não há problema!

Fala-se em sítios públicos, ao vivo ou ao telemóvel aos berros, bate-se com as portas até na cara de alguém que venha a atravessá-las, em qualquer local publico onde existam cadeiras arrastam-se em vez de levemente as levantar, empurra-se para passarmos sempre primeiro. E quanto a trânsito/condução basta andar nele, e pensarmos se ainda o conseguirmos fazer, para que raio fizemos mesmo que há décadas, exame de código e condução se nada de nada é seguido e respeitado! E para que existem hoje, ainda esses exames, mesmo que o do código seja mais sofisticado! É só para ser “cumprido” até ter a autorização nas mãos para conduzir! E os velhos/ velhas fazem o mesmo se não “bem” pior, que os jovens e aqui essencialmente elas, que em força tudo despeitam! Quanto mais novas, pior!!! E não há vontade, empenho em educar, e só ensinar/instruir é pouco. E é fixe, é coll viver em deseducação, sem regras, com os novos a insultar os velhos, com estes a fazer o mesmo, cada um a fazer o que lhe apetece e todos ao molhe! E parece que não houve um passado, em que nada sendo excelente, havia regras democráticas que foram por tidas, aceites e cumpridas nestes primeiros vinte cinco anos de Democracia, e que nos seguintes estão todas a ser deitadas ao lixo, por todos e cada um.E todos a ajudar a descompor, a amontar, assumindo abertamente que “normas”, é cada um fazer o que mais jeito a si próprio dá, mesmo que a muitos outros possa apoquentar!

Claro que, assim iremos continuar, os velhos a quererem ter que fazer de novos, estes olhando para aqueles numa boa, ninguém a mandar, o passado é o que “deu” na televisão ontem à noitinha, e o resto não existiu.E vamos caminhado até bater bem fundo, para do nada, da desordem da deseducação, quem sobrar tudo recompor, mais uma vez! Ou um Trump, ou uma Le Pen, ou  um austríaco – outro Hitler – ou um húngaro da extrema Direita, pela força porá  tudo na Ordem! Pena mas, é assim, não havia necessidade! E as esquerdas joviais, nem isto entendem!!!!

Augusto Küttner de Magalhães

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