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Continuamos sem saber ser pontuais.

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pontualidadePor muito que queiramos “mudar” evidentemente para melhor, continuamos com pequenos/grandes vícios que não conseguimos, nem estamos minimamente interessados em ultrapassar, que passamos de geração em geração, e que até consideramos serem “normalíssimos”.

Vejamos o caso da pontualidade, no nosso caso da “falta” de pontualidade. Se livremente decidirmos um compromisso em que não sejamos “punidos” – algo que hoje tantos têm medo de o fazer, até pais/ mães com seis rebentos – se não chegamos a tempo, atrasamo-nos, sempre, tão normalmente.

Tenhamos ou não motivo forte, algo que seria a excepção para nos atrasarmos, não chegamos a “horas”. Ponto!

Tornou-se demasiado normal não cumprir. E se em outras áreas assim o fazemos, na pontualidade somos exímios não cumpridores.

E os atrasos tão normais vão de 15 minutos a uma hora, na “maior”. E de tão costumeiro, nem se pede desculpa – algo também em descostume – por não se chegar pontualmente. É “visceral” – como hoje se diz por tudo e por nada – sermos não pontuais.

E, nem nos queremos aperceber que estamos a faltar ao respeito ao outro/outra, lorpa – convém usar, hoje, os dois géneros e um neutro – com quem temos um compromisso. E se o outro coitadito tem a “panca” de chegar a horas, ao minuto, ao segundo, o problema é dele/dela.

Que espere. Que aguente. Que espere, não faz mais que a sua – dele/ dela – obrigação, esperar! Desde que não seja “eu” a fazê-lo, não tem importância! Mais minuto, mais hora para a frente, claro, não haverá problema.

E esta falta de respeito por um/uma, uns/umas por não se ser pontual arrasta por norma atrasos em cadeia, mais não tem importância. Seja até num café de circunstância. Mas em tudo, assim acontece. E em tudo atrasos se verificam tão normalmente!

E estes retardamentos tão normais, esta falta de pontualidade, que como em outras situações alguns erradamente achámos que como democratas, de livre vontade seríamos pontuais, seríamos mais organizados, utilizaríamos menos ou nada o “desenrasca”, falhou.

E “orgulhosamente “ continuamos a não ser pontuais, a arranjar sempre esquemas para não cumprir, e a “passar” estes comportamentos às gerações mais novas -pelo exemplo e pela omissão – que alegremente os acatam, rigorosamente, “baldando-se” a fazer o que deveria ser feito, que seria em várias áreas ajudamo-nos a ser melhores. Mas, é assim. A culpa é do outro/outra, que faça melhor. Nunca minha. Ponto.

Augusto Küttner de Magalhães

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