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Como se mente desta forma?

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Tenho em mim um cansaço tão grande destes improváveis contrários e imprevistos conformes, onde qualquer um se apossa do direito de opinar convictamente sobre educação e professores, sem verdade, sem conhecimento, sem informação e formação para tal que me questiono se estarão em vias de extinção os ‘animais vertebrados’. Penso que serão poucos, aqueles que ainda têm coluna vertebral.
Não sabem os “pseudo” jornalistas, comentadores e afins que a classe docente tem uma Lei que legitima o seu estatuto e carreira?

“… Sim têm avaliação, mas todos passam, sobem automaticamente…”, ouvi ontem a um iluminado num canal de televisão. Como se mente desta forma? É falso, completamente falso. E o que mais me preocupa é a quietude de jornalistas que esquecem uma deontologia a troco de, quiçá, algumas regalias que nos escapam.
Neste entretém, apascentam-se os parasitas que desfalcam o erário público à vista de todos e com a conivência de quem acha que pagar o que se deve aos professores, isso sim, provocará uma crise económica insustentável. À dívida pública acrescentam-se 116 milhões, mais a verba das despesas extraordinárias que Costa e restante família política não mencionam e os “berardos” que proliferam como pragas, mas os professores, que querem apenas aquilo a que têm direito porque para isso trabalharam efectivamente, são os vilões neste filme de 5ª, sobre o qual não se encontra nenhum jornalista íntegro capaz de uma crítica séria.
Tentei de facto acreditar que poderíamos ainda ter alguns políticos dignos, mas hoje assistimos a uma autêntica falácia demagógica, numa dança de cadeiras, onde todos querem o seu poleiro.

Mais não pedem os docentes que a contagem do tempo que foi retirado mas que foi prestado com integridade profissional. Não queremos o pagamento do que a esse tempo diz respeito, pois, como cidadãos de primeiríssima qualidade, contribuímos com a nossa parte (e foi muito grande) para os tempos difíceis que o país atravessou. Mas a contagem do tempo, essa exigimos na totalidade, pois esse foi o tempo que demos de facto, que nos entregámos como sempre fizemos. Só pedimos o que é nosso.
Mas hoje transformam-se os docentes em criminosos bastardos, num país onde os políticos serão as vítimas das manobras incautas destes indignos. Isto porque os que têm o poder rastejam pelos subterrâneos do que é ilícito, adulterado e ilegitimo, nas sombras para não serem acusados e julgados pelos crimes de um vernáculo espurco.
Ao longo destes dias vi estampado em cada rosto dos professores da escola, uma completa desilusão à mistura com tristeza e revolta. Acredito sinceramente que algo morre na alma de cada um de nós e as lágrimas inundam cada coração ferido que deixou de acreditar que a justiça será feita.

Termino desmentindo todos aqueles que tenho ouvido na comunicação social: políticos, comentadores, iluminados, uma panóplia de entendidos que de educação não entende coisa nenhuma mas a quem o pudor foi negado e sem vergonha dedicam o seu tempo a inverdades sobre aqueles que lhes merecem o maior respeito.
A recuperação total dos 9 anos, 4 meses e 2 dias não é nem injusta socialmente, nem insustentável financeiramente. Esta é a verdade que se tenta esconder a todo o custo, pois outros “(des) valores mais altos se levantam”

Maria do Rosário

Professora do 2º Ciclo do Ensino Básico

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1 COMENTÁRIO

  1. Ora, talvez, um processo por DIFAMAÇÃO a esses analistas/comentadores de meia tijela, porque não?
    Levá-los a Tribunal por difamação?
    Há quem alinhe? Os Sindicatos não podem levar esses senhores a Tribunal. por dizerem mentiras, por atentarem contra os professores?
    Um grupo de Professores não os pode levar a Tribunal, por serem mentirosos.
    Por mim alinhava em processos, em pedidos de indemnizações.
    Já não há pachorra para esses e essas analistas…
    Façam uma lista desses comentadores e processam-nos. Eles que provem em tribunal o que dizem!
    Digam os nomes desses comentadores nos comícios…

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