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Comentário da Semana | Para Uma Escola do Século XXI

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Para Uma Escola Do Século XXI

Deve ser um dos consultores da teoria do perfil do aluno do séc XXI e da flexibilidade curricular. Claro que é fundamental refletirmos, repensarmos a escola… O que não podem é “querer fazer omeletes sem ovos” .
Para pôr em prática a escola do séc XXI é imprescindível diminuir o número de alunos por turma. Ah, mas isso implica mais dinheiro para a educação, não é? Enfim…”      Luisa Pinheiro

Não vejo onde Daniel Sampaio diz asneiras… Etc…. Não percebo por que razão o atacam, porque ele não ataca os professores. Mas quem tem filhos na escola, e pergunta como foi a aula, sabe que a maioria é expositivista, em que o aluno fala e intervém quando lhe é perguntado alguma coisa. Também temos uma minoria de professores que desenvolve trabalhos de grupo… Projetos… Testes mais pequenos após a lecionação de um conteúdo…. Repetem o teste depois de o corrigir em conjunto no sentido de melhorar as notas e consolidar o conhecimento… Sim, os telemóveis são proibidos na maioria das salas de aula… Os alunos não sabem usá-los…. Comigo souberam nos trabalhos de projeto. Como não tínhamos computadores, usámos os telemóveis… Alguns bem melhores do que o meu…. Há dias estive num destes grupos de professores do Facebook no qual em vez de se refletir, os docentes só sabiam insultar quem pensa diferente. Há gente na minha classe profissional, como nas outras, que precisa de uma reciclagem….e não é só por causa da idade…. Já tenho 49 anos e 26 anos de serviço e continuo a pensar que é na reflexão conjunta que melhoramos a nossa prática, em detrimento de nos agarrarmos a um só repertório, por vezes mais cómodo. Temos muitos alunos…. Claro…. Experimentemos algumas ideias apenas com certas turmas…. Por estas e outras razões a avaliação docente é uma perfeita treta…”                      Miguel Gameiro Silva

“E, no entanto, move-se…”
Ó senhor professor, e no entanto, essa escola tão bafienta e anacrónica, ajudou a ‘produzir’ incontáveis grande vultos das artes, das letras, das ciências… como, por exemplo, o próprio sr. professor, e todos os grandes professores da atualidade, isto para já não falar das aulas da universidade, que devem ser, hoje, razoavelmente parecidas com o que eram há umas… centenas de anos! Caramba, alguma coisa boa a ‘escola antiga’ havia (há-de) ter…”  João Matos Ribeiro

O ME “Desconhece” Que Os Professores Fazem Reuniões Fora Do Seu Horário

Desde 2008, tempo da MLR, com o famoso dec lei 75/2008, que a vida do professor perdeu norma, dignidade e ação democrática. Virou ” saco de pancada” e tudo lhe é exigido e assacado sem regra ou pudor: no horário são consentidas tropelias várias ao gosto e caráter do diretor; diretor que deixou de ser eleito pelos pares!!; estruturas educativas ( CP, por ex) que perderam competências de decisão e são meramente consultivos, a gosto do diretor; conselhos gerais com competências e cumplicidades várias… Tantos e tantos desmandos têm sido praticados pelo ME, não sei se com a nossa passividade ou medos; com as ilusões de muitos; não sei se coniventes com sindicatos, cujas agendas prefiro, até, nem saber bem… Sei que o ME acha, agora, que tudo pode, mesmo que atente contra as leis. Têm enganado, mentido, ameaçado, caluniado…
O que faltará acontecer-nos com esta gente? Eles estão a governar-se, a fazer os seus CVzinhos e assegurar as suas vidinhas… e nós?”  Graça Bastos
O ME habituou-se a que os sindicatos recuem e os professores se encolham perante a intimidação e a ameaça. A estratégia continua a ser a mesma e o ridículo é que as reacções também. Há muito que os sindicatos deviam ter recorrido ao Tribunal do Trabalho, perante a recusa continuada por parte do ME de clarificar o horário de trabalho dos professores. Relativamente ao trabalho extra não remunerado, não faz sentido nenhum decretar greve, basta que todos os professores tenham a coragem de não se deixar intimidar, e deixem-no de o fazer. Talvez assim deixe de passar despercebido ao Ministro da Educação. Eu pago para ver o ME da educação a cumprir as ameaças. Já agora, perante a prepotência deste o ME os professores continuam a implementar a flexibilização curricular, porquê?”  Cassilda Coimbra

Contexto Socioeconómico Em Portugal Continua A Determinar Os Resultados Escolares

Não vou discutir estudos, pois não conheço em que parâmetros eles assentam. Os alunos mais desfavorecidos são mais ansiosos. Pela minha experiência os alunos empenhados, independentemente do contexto socioeconómico, são os mais ansiosos. Os alunos mais desfavorecidos são menos resilientes. Uma parte significativa é de facto pouco resiliente porque não existem contrapartidas relativamente a tudo o que lhes é dado e muitas vezes até se justifica o injustificável com o argumento desse mesmo desfavorecimento. Outra questão são as políticas educativas. Em vez de se apostar, como em qualquer país civilizado, em dotar as escolas com a mesma qualidade, criam-se TEIPs legisla-se que os mais desfavorecidos têm prioridade na escolha de escola, retira-se o direito a uma educação de qualidade a crianças que precisam de atenção e meios redobrados, em vez de se equipar as escolas, faz-se campanha com manuais escolares. Como não bastasse fazem-se pseudo reformas , onde o objectivo é poupar e entreter crianças e jovens. A OCDE está a precisar de fazer um estágio nas nossas escolas.”

 

 

Comentários retirados da página do Facebook do ComRegras.

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1 COMENTÁRIO

  1. ”Na última edição do estudo TIMSS, em 2015, os nossos estudantes passaram à frente de 36 países, incluindo a Finlândia! Como é possível ter passado à frente do país modelo da educação europeia?”
    Prof . Nuno Crato , no Jornal Observador

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