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Comentário da Semana | Diferentes olhares

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Um outro olhar sobre as aulas, o que se passa nas aulas, com a minha revolta

“Todos nós temos direito à nossa percepção pessoal, principalmente quando tentamos assentar a realidade em circunstâncias pessoais. Em primeiro lugar, eu gostaria de dizer a este pai e profissional que a forma como vê as reivindicações dos professores é limitada. Nenhum professor, até porque conhecemos bem a realidade familiar dos nossos alunos, desconhece a situação laboral do país e os salários que muitos recebem. Não somos uma classe de alienados. Contudo, permanece a mentalidade pequenina que como a maioria não é paga pelo valor real do seu trabalho, os restantes também não o devem ser. A questão é muito simples. O Estado português fez um contrato de trabalho que raramente cumpre, usando o “bem comum”, para extorquir e proletarizar os seus funcionários, além de insistir numa política de impunidade face à corrupção, negligência, subsidio dependência e fuga de impostos, empobrecendo todos os cidadãos que trabalham. Logo, não vejo razão nenhuma para nos deixarmos desvalorizar, nem é isso que ensinamos aos vossos filhos. Em segundo lugar, é verdade que muitos cidadãos têm de procurar emprego onde o há. No caso dos professores também é uma realidade, com a agravante que resulta da inépcia de um Ministério da Educação, que é incapaz de corrigir o problema, porque lhe dá jeito a instabilidade e a vida nómada dos mesmos. Em terceiro lugar, todas as profissões são desgastantes e sujeitas a stress, mas compará-las a uma profissão que lida com 25 a 30 crianças e jovens de hora a hora, com todas as especificidades que lhes são inerentes, é não conseguir ver mais longe que o seu terreiro. Em quarto lugar, os professores faltam muito. É normal, uma vez que o envelhecimento da classe atingiu proporções nunca vistas e a tutela continua a meter o problema debaixo do tapete. Em quinto lugar, os vossos filhos precisam de explicações. A culpa é dos professores que têm programas complexos e extensos para leccionar a uma diversidade de alunos, muitos com problemas de aprendizagem estruturantes, ou dos sucessivos ministérios da educação que brincam às pseudo reformas, que criaram a escola a tempo inteiro para resolver os problemas dos pais, da indisciplina e do aumento da violência escolar e do facilitismo reinante, já que a nova geração é toda muito especial? Em sexto lugar, os professores não são todos bons, mas uma maioria significativa não só faz bem o seu trabalho, como faz todo um trabalho que não lhe compete diariamente, face às fragilidades da sociedade. Se vamos discutir a falta de profissionalismo, basta fazer o levantamento de todas as situações com que nos deparámos diariamente, e possivelmente ficaríamos aqui o dia inteiro. Isso sem apontar o facto que o ME não está interessado na excelência, custa dinheiro. Em sétimo, em vez de os pais se vitimizarem em relação aos alegados maus tratos aos filhos, aprendam a expor as situações seguindo os procedimentos, que são muitos. Por último, parabéns pelo contributo. Se me permite, na próxima vez que se juntarem os seis casais, façam um novo exercício de reflexão e vejam como é que os pais podem contribuir, de forma positiva, para assegurar uma educação de qualidade aos seus filhos e qual a é parte da sua responsabilidade na degradação da mesma.” Cassilda Coimbra

“Existem bons professores bem como temos colegas que precisariam de melhorar algumas competências..Foram ditas algumas verdades… Marcação de testes…. Má relação pedagógica…penso que deveremos ler o texto sem qualquer complexo e refletir, no sentido de percebermos se na nossa própria escola poderemos contribuir para alguma melhoria. Acho que é saudável ouvir diferentes opiniões, mesmo que não concordemos com tudo o que se explana.”  Miguel Gameiro Silva

“A este autor, digo lhe, não sou professora, por isso estou à vontade, sou EE, caríssimo, trate de vida e vá para professor, se é assim tão bom, siga, pq por causa de pessoas como o sr e o ME, vamos deixar de ter professores, caro, reclame com o ME, diga lhes o que eu já disse, não se admite o n que existe de alunos por turma, já pensou nisso?
Não faz sentido os programas extensos e de grau de dificuldade que os modos têm, já se preocupou com isso?
Deixe me esclarecer, embora não seja professora, há muitos professores que querem estar 8h por dia nas escolas a trabalhar, assim não traziam trabalho ao FDS, mas sabe pq o ministério não quer?
Pq além do tempo não chegar, todo material que os professores usam em casa e pagam por sua conta, incluindo computadores, teriam de ser as escolas a ter, pois é claro, deve ser um EE muito mal informado e com prioridades trocadas, como a maior parte, infelizmente.
Por isso a canalha é cada vez pior, com pais tão mal informados, vá para professor, há vagas nas faculdades.”   Isabel Batista

Eu Não Voto! Sou Professor

“Como professor deve mesmo honrar todos os que lutaram, sofreram e até morreram para que as gerações vindouras tivessem o poder do voto. Esse poder é o único que cada um, individualmente, tem. Há que o usar com determinação e consciência individual e não de massas (de “carneirada” como vulgarmente se diz). O voto é secreto, cada um tem a autoridade de decidir e escolher. Não votar é uma escolha de abdicar da sua liberdade e delegar no outro. Bom, depois é fácil culpar “outros” pelas acções dos que foram, de facto, eleitos.”  Fatima Antunes

Não me parece nada correto! Votar é um dever, nós como professores devemos dar o exemplo….não gostamos destes, votamos noutros, votamos em branco (vale o que vale), mas ficarmos à margem, sem voz….isso não!   Raquel Rei 

Pais Desinteressados Pensam Que A Escola É Um Depósito Para Os Seus Filhos

“Não, as escolas não querem os pais lá quando vão para ofender, para se intrometer no que se ensina e como…mas quer os pais para ajudar na formação do aluno, para conversar sobre como fazer do aluno um cidadão feliz, capaz de colaborar na felicidade dos outros.”   Maria Ferreira

 

 

 

Comentários retirados da página do Facebook do ComRegras

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