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Chumbar rapazes tem um efeito nulo na sua melhoria | Oh, não! A Educação Física conta para a média… | Jovem com média de 17,8 que ficou fora de Medicina escreve a Marcelo

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Chumbar rapazes no 4ª ano pelos vistos tem efeito nulo, quem o diz é a Universidade Nova de Lisboa. Sou da opinião que o problema não está no chumbo propriamente dito, está no antes e depois do chumbo. Se os apoios, o modelo educativo, os pais, os alunos e até os professores não alteram a sua forma de estar/atuação, chumbar ou não chumbar é um mero procedimento na sequência de algo que simplesmente não está a funcionar.

Chumbar rapazes tem um efeito nulo na sua melhoria

(LUSA por Diário Digital)

Bárbara Wong escreveu no seu jornal Público um artigo muito interessante sobre a polémica (re)introdução da disciplina de Educação Física na média de acesso ao ensino superior. O texto mostra o preconceito e ignorância que existe para com a disciplina, limitando-a a pontapés na bola ou cambalhotas sem sentido. Já afirmei no passado que Portugal está a milhas de uma cultura desportiva salutar que infelizmente é geracional e tranversal a todos os estratos sociais. Parabéns pelo seu artigo!

Oh, não! A Educação Física conta para a média…

(Público)

O escândalo! Todos os outros professores podem ser exigentes, menos o de Educação Física porque toda a gente sabe que os alunos bons a educação física são os burros, porque qualquer um de nós, se quisesse mesmo, conseguia nadar como o Phelps e fazer golos como o Ronaldo! Nós é que não queremos! Difícil, difícil é empinar matéria, sem qualquer sentido crítico, sem questionamento, isso é que é mesmo quimérico, agora uns pinos…

Educação Física? Disciplina de segunda! Para que serve? Aprender umas danças, para quê? Saber as regras do basquete ou do vólei, que felicidade me traz? Cultura geral, pais, cultura geral, sabermos falar de tudo, sabermos diferenciar os ritmos latinos das valsas de Viena, já viram o sucesso que fará o vosso filho se convidar uma miúda para dançar no baile de finalistas e souber dar uns passinhos de dança? A autoconfiança que sentirá?”

A Associação Nacional de Professores Contratados pretende que haja uma “discriminação positiva dos docentes do ensino público”, dando prioridade nos concursos aos docentes das escolas públicas, em detrimento dos das escolas particulares com contrato de associação. Pessoalmente não me oponho, até porque existem diferentes critérios de seleção em ambas as escolas o que só por si devia obrigar a um separar de águas.

Docentes contratados querem prioridade nos concursos para docentes de escolas públicas

(LUSA por Diário Digital)

Por fim a carta de uma jovem ao Presidente da República, mostrando a sua indignação e frustração por não ter entrado em medicina por algumas décimas… Da carta, chamou-me à atenção o seguinte parágrafo:

Ser médico é ser-se astuto, perspicaz, responsável, sensato e sensível. Requer destreza, coragem, desembaraço, vontade. Como é que se avalia tudo isto num exame de 2h que incide exclusivamente em conteúdos científicos? Quem é que avalia o lado humano?

E ainda dizem que Educação Física não devia contar para a média…

Jovem com média de 17,8 que ficou fora do curso de Medicina escreve carta aberta a Marcelo

(Visão)
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