Família


FERLAP | Pais pedem um pacto político para a Educação.

O pedido consta no documento partilhado hoje pela comunicação social, intitulado, Flexibilização Curricular? Como?. As preocupações da FERLAP quando à operacionalidade da agora chamada “flexibilização pedagógica” são legítimas, pois são várias as dúvidas que permanecem. No entanto, quero destacar que são cada vez mais as vozes que pedem por um clima de estabilidade na Educação. A reação dos professores ao artigo Eis o motivo pelo qual os professores deixaram de acreditar em reformas escolares. foi apenas mais um exemplo da sua necessidade.

O caminho que agora começa a ser trilhado é positivo, mas de pouco irá valer se não houver consensos a médio, longo prazo. Entendamo-nos sim!

Alexandre Henriques


Os filhos mentem aos pais e a Escola é que se lixa… 1

A capacidade de filtrar é muitas vezes eliminada pelo amor cego da paternidade. Vários foram os casos, alguns dos quais na 1ª pessoa, que constatei/tive conhecimento, que as criança/jovens chegam a casa, contam uma versão muito peculiar dos acontecimentos, com retoques que faria inveja a conceituados realizadores de cinema, só para sobreviverem à ira dos seus progenitores.

Eis que estes, do alto da sua fúria alimentada pela injustiça/suspeição criada ao seu mais que tudo, rompem escola dentro, quase de espada em punho, pedindo satisfações a tudo o que mexe e que tenha perturbado a serenidade da alma “inocente” de seu filho.

Por muito que os professores aconselhem os alunos, experientes que são nestas andanças de lidar com crianças e jovens todos os dias, os alunos têm uma apetência natural para sacudir responsabilidades. O que eles ainda não perceberam, é que a verdade deve sempre prevalecer e esta terá um efeito boomerang com uma intensidade proporcional à gravidade da omissão.

A escola, além de “aturar” as asneiras dos seus alunos, é muitas vezes confrontada em “aturar” as birras de encarregados de educação que se comportam como advogados de defesa, ignorando que também eles foram crianças e que também eles manipulavam o ambiente familiar em seu proveito.

Os aliados pais, tornam-se pais adversários, o que implica um grande jogo de cintura para resolver um imbróglio criado pelo seu pequeno “génio”.

Por vezes o sentimento de “justiça” é tão forte, que os portões da escola tornam-se palco preferencial de ajustes de contas entre pais, pais vs alunos e pais vs professores. O adulto, apesar de o ser no bilhete de identidade, não age como tal, ficando cego pelo instinto de proteção mais primário que pode haver…

A escola não pode abrir processos disciplinares a pais, a escola não pode ordenar os pais a ouvirem ambas as versões e só depois tirarem as devidas conclusões. A escola pode mediar, mas não tem obrigação de o fazer, principalmente quando o assunto ultrapassa a esfera escolar. Ávidos de justiça, alguns pais querem aproveitar-se da escola para resolverem aquilo que não conseguem resolver em casa.

Percebam que nada substituí a família, que a Educação deve começar na fralda e as escolas não possuem um comprimido mágico quando deparados pela famosa frase… “professor, ajude-me… já não sei o que lhe hei de fazer…”

A nós professores, compete-nos apostar nos alunos e acreditar que ainda é possível melhorá-los, pois quanto aos adultos, pouco ou nada há a fazer… E muito poucos são os que estão dispostos a mudar ou sequer ponderar a mudança.

Como se costuma dizer internamente…

“O mais difícil não são os alunos…  são os pais…”

P.S- a carapuça servirá apenas a alguns, mas serve que nem uma luva…

Alexandre Henriques


PAI…

PAI, sempre entendi aquilo que me contaste quando ficámos em silêncio, quando me seguraste a mão fina de menina, quando me abraçaste adormecida no teu peito. Os teus silêncios ainda são luminosos e, neles, quero morrer muitas vezes….

PAI, ainda sinto a tua doçura quente, a fragilidade das tuas mãos a tocar os meus cabelos, o teu olhar secreto e húmido gravado numa face de doçura.. Sim, nos teus olhos verdes ainda há um mar de ternura que estremece no meu baloiço, um sorriso quente tão deliciosamente ingénuo, uma comoção lenta no nada do meu universo…..

PAI, falas sempre pouco quando me apertas a mão e, em silêncio, vemos a noite adormecida sobre a terra que, cálida e tranquila, repousa na planície banhada numa lua enorme. Nós, voltados para o céu e eu, menina, vestida de festa no branco de uma luz inquieta que me ilumina os olhos, sei que o que tens a dizer-me não cabe na paz longínqua que se enfeita de palavras ; é que, para além da tua boca que sorri, há as palavras graves que se sentem nos teus gestos, há um silêncio que me afoga e me enfeitiça…….

PAI, o que se ilumina é o teu maravilhoso olhar, os teus dedos abandonados que, num apelo trémulo de doçura, vagueiam na busca da minha mão, vagueiam à minha procura e, dentro de mim, todo o sangue vai correndo do avesso.

PAI, porque partiste muito antes de seres velho, quero dizer-te que sempre entendi aquilo que me contaste quando ficámos em silêncio.

PAI, quero dizer-te que ainda estou aqui e que te encontro em tudo que viveu para além de ti: a nossa casa, o nosso abraço, os meus brinquedos de menina, o nosso canto secreto, as flores amarelas do jardim, as cócegas no meu pescoço, os beijos no meu cabelo, o livro aberto sobre a mesa, o sorriso doce de um menino que foi pai, o meu PAI!!!

PAI, um longo abraço quente de ternura e de saudade sufoca-me na procura de um refúgio onde se esconde a minha alegria perdida………

PAI, porque sempre entendi aquilo que me contaste quando ficámos em silêncio, daqui, do meu inverno, desta noite em que te escrevo, tu, só tu, sabes o quanto te AMO!!  

Cândida Pinto, professora e filha…


Vítimas de violência no namoro aumentaram 60% em três anos.

Os sinais de uma juventude mais indisciplinada, violenta e que ainda por cima considera aceitável o inaceitável, deviam fazer soar todos os alarmes e mais alguns… Há quem diga que estamos perante uma maior consciencialização por parte das vítimas e consequente denúncia. Talvez, mas essa consciencialização já não existia há 3 anos ou no ano passado???

O número de vítimas de violência no namoro sinalizadas pelo Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) aumentou quase 60% em três anos, entre 2014 e 2016, culminando com 767 vítimas no ano passado.

De acordo com os dados estatísticos do INMLCF sobre violência no namoro, a que a Lusa teve acesso, 2016 terminou com 767 pessoas vítimas de violência no namoro, o que representa um aumento de quase 10% em relação às 699 de 2015, mas significa um crescimento no número de casos de quase 60% quando comparando com as 484 vítimas de 2014.

Em declarações à agência Lusa, o responsável pelo estudo confirmou que, ao longo dos últimos três anos, tem constatado uma evolução de aumento do número de casos reportados ao INMLCF em que as vítimas identificam como sendo uma relação de namoro.

Já no que diz respeito aos agressores, há uma evolução nos últimos dois anos, já que em 2015 eram maioritariamente ex-namorados (52,9%), enquanto em 2016 foram sobretudo os namorados (51,8%).

As formas de agressão mais frequentemente reportadas são variadas e vão desde facadas (16), unhadas (56), puxão de cabelos (104), pontapés (142), empurrões (166), apertões (176) ou bofetadas (230), mas também murros (258) ou estrangulamento (59).

Vítimas de violência no namoro aumentaram 60% em três anos

(DN via LUSA)

Um em cada quatro jovens acredita que a violência no namoro é normal

(Público)

E para quem não viu, veja este episódio do E se Fosse Consigo da SIC.

P.S – E numa sociedade de contrastes…

Mais casos de violência contra idosos

(TVI24)

MAI espera “descida significativa” de crime violento

(TSF)

Disparam crimes contra animais

(Correio da Manhã)

Um em cada cinco adolescentes já se automutilou.

Já uma vez fui chamado a uma aula por uma aluna estar a cortar-se. Situação muito difícil de gerir e que deve ser encaminhada para especialistas. Os dados hoje apresentados são muito preocupantes, e o motivo pelo qual trago esta notícia ao blogue, é para lembrar que à nossa frente podem estar alunos em claro sofrimento e incapazes de gerir a vendaval que lá vai dentro.

Fiquem atentos e recomendo a leitura deste artigo sobre automutilação.

Um novo estudo revelou que um quinto dos jovens já se magoou intencionalmente e que as raparigas têm uma maior propensão para o fazer.

“Cerca de 20% dos adolescentes [inquiridos] reporta ter tido pelo menos uma vez na sua vida o envolvimento em comportamentos autolesivos”, afirmou Ana Xavier, da Faculdade de Psicologia da Universidade de Coimbra, citada pela agência Lusa.

A automutilação pode passar por cortes, queimaduras, arranhões, o objetivo é magoar o próprio corpo para “regular emoções difíceis e intensas”, acrescentou a investigadora.

Um em cada cinco adolescentes já se automutilou

(Jornal I)

Manuais Escolares Gratuitos | Pais serão responsabilizados pelo extravio ou deterioração do manual.

Orçamento de Estado 2017 | Decreto-Lei n.º 25/2017 de 3 de março

Artigo 61.º Gratuitidade de manuais escolares

1 — No início do ano letivo de 2017/2018 é garantido a todos os alunos do 1.º ciclo do ensino básico da rede pública o acesso gratuito a manuais escolares.

2 — Os manuais escolares são disponibilizados aos alunos pelos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas, mediante comprovativo de receção e compromisso de devolução assinado pelos respetivos encarregados de educação.

3 — Para efeitos do disposto no número anterior, os encarregados de educação responsabilizam -se pelo eventual extravio ou deterioração do manual recebido, ressalvado o desgaste proveniente do seu uso normal, prudente e adequado, face ao tipo de uso e disciplina para que foram concebidos, estado em que foi recebido pelo aluno, idade do aluno e outras circunstâncias subjetivas e objetivas que tornem inexigível esta mesma responsabilidade.

4 — Cada aluno tem direito a um único exemplar dos manuais adotados, por disciplina e por ano letivo, sempre que possível a partir da reutilização de manuais escolares recolhidos no ano anterior na mesma escola ou em qualquer outra escola ou agrupamento que o tenha adotado.

5 — Os manuais escolares gratuitos destinam -se a ser utilizados de forma plena pelos alunos, sem prejuízo da implementação de estratégias que tenham em conta o princípio da reutilização por outros alunos no ano seguinte.

6 — Em cada agrupamento de escolas ou escola não agrupada é constituída uma bolsa de manuais escolares, composta pelos manuais utilizados pelos alunos no ano letivo anterior que se encontrem em estado de conservação adequado à sua reutilização, bem como por aqueles que sejam doados ou adquiridos pela escola ou agrupamentos de escolas para suprir necessidades do ano seguinte.

7 — O membro do Governo responsável pela área da educação define os procedimentos e condições de disponibilização gratuita, uso, devolução e reutilização dos manuais escolares.

8 — O membro do Governo responsável pela área da educação define ainda, nos termos da legislação aplicável, as condições de adoção e certificação de manuais escolares que potenciem a reutilização de manuais em todos os graus de ensino.

*negritos de minha autoria

4ª Associação de Pais “ComRegras” | Associação de Pais e Amigos do Agrupamento Paulo da Gama (Amora, Seixal)

Sejam bem vindos 😉

Criada no ano de 2008, a Associação de Pais e Amigos do Agrupamento Paulo da Gama representa os pais e encarregados de educação das escolas: Jardim de Infância do Fogueteiro, Jardim de Infância da Qta do Conde de Portalegre, Escola Básica das Paivas, Escola Básica da Quinta do Conde de Portalegre, Escola Básica do Fogueteiro e Escola Básica Paulo da Gama.

Dinamiza atividades de enriquecimento curricular e tem a cargo o ATL na Escola Básica Paulo da Gama, Componente de Apoio à Família/Atividades de Animação e de Apoio à Família na Escola Básica do Fogueteiro e Atividades de Animação e de Apoio à Família na Escola Básica da Quinta do Conde de Portalegre. 

Corpos sociais

Presidente: Dina Cristo

Serviços

Atividades de Animação e de Apoio à Família – prolongamento de horário;
Componente de Apoio à Família;
Apoio ao estudo e ocupação de tempos livres;
Atividades enriquecimento curricular (AEC);
Férias nas interrupções letivas (férias desportivas, passeios, praia, música,  workshops.)


Se quiser ser uma Associação de Pais ou Escola “ComRegras”, basta solicitar para [email protected]


A última palavra de Jeremy…

Existe sempre uma solução e só perdemos quando desistimos…

“A música veio de uma pequena manchete num jornal. […] você se mata e faz o maior sacrifício que poderia fazer, sacrificando sua própria vida e seu futuro tentando assim vingar-se de tudo, da própria vida, de todos… Mas tudo o que se consegue é ser manchete de um jornal, tal como aconteceu com o Jeremy. […] ele matou-se e nada mudou, nada muda.. O mundo continua e ele partiu. A melhor vingança é viver, e provar a você mesmo que conseguiu superar tudo e todos…

Eddie Vedder, cantor dos Pearl Jam


FERLAP (Pais) pede ao Ministro da Educação para ter calma.

Compreendo perfeitamente a posição da FERLAP e tenho falado com alguns professores que comentam exatamente o mesmo. A quantidade de notícias que tem saído com alterações profundas, tem deixado a comunidade educativa, ou parte dela, um pouco “assustada” com o que aí vem.

Na minha perspetiva o ideal era seguir alguns passos:

  1. Estabelecer um compromisso entre as diferenças forças políticas, com a mediação do Presidente da República (está visto que sozinhos a coisa não vai lá), a fim de estabilizar a Educação no prazo mínimo de 10 anos;
  2. Ouvir toda a comunidade educativa sobre o rumo a seguir;
  3. Estabelecer uma reforma com o maior consenso possível;
  4. Aplicar essa reforma em algumas escolas piloto, a fim de testar e aperfeiçoar a dita;
  5. Alargar às restantes escolas.

Sim… há momentos que ainda acredito no Pai Natal…

Eis o comunicado da FERLAP

 


Linha da Frente | Crianças XXI (Hiperatividade – Défice de Atenção – Ritalina) 1

De visualização obrigatória. Eis algumas frases que merecem reflexão…

ó Anjo da Guarda, ajuda-me a morrer, sei que sou burro e já desisti de aprender…

Escolas do século XIX, com professores formados no século XX e alunos do século XXI

Eu não vejo problema nenhum em os alunos estarem deitados no chão, sentados no chão, desde que estejam a trabalhar…

os miúdos ficam mais pequenos porque têm perda de apetite, podem ficar inférteis, têm tendências suicidas, depressão, etc… (Ritalina)

há imensas crianças que estão diagnosticadas com hiperatividade e são apenas perfecionistas

Não há crianças com défice de atenção, há crianças com atenção dispersa…

Além das aulas, têm as AEC (que também são aulas), depois ainda têm trabalhos de casa (…) não estamos a criar uma geração com saúde mental – Secretário de Estado João Costa.

Portugal é o 4º país do mundo que mais trabalha – OCDE

As crianças passam em média 45 horas por semana na escola – OCDE

As crianças não dormem o que é essencial

No século XXI precisamos de criadores e não repetidores, precisamos de crianças com capacidade de inovação, com uma grande capacidade de adaptação

Parabéns RTP.


A inactividade física em Portugal custa 900 milhões de euros, 9% do orçamento do Ministério da Saúde para 2017.

Os números são assustadores e a situação agrava a cada dia que passa, por isso só posso louvar as palavras do Secretário de Estado João Costa ontem no parlamento. O endeusamento que é feito ao PISA, quando este está centrado em menos de um terço do currículo é intelectualmente desonesto.

Ainda esta semana dizia a uma colega minha ao olharmos para uma turma de 7º ano.

Já viste isto?

Repara bem que mais de metade da turma está obesa. Repara bem nas limitações que eles têm em mexer-se.

Nunca tive tantas lesões como este ano… os miúdos são de porcelana, caem por qualquer razão, os ligamentos e os músculos não aguentam movimentos básicos… correm 1 minuto e têm de parar…

Como será a vida destes miúdos daqui a 10, 20 anos? Que rendimento profissional vão ter se não tiverem saúde?

É um crime o que se fez a esta geração. É um crime o que fez Nuno Crato. Tenho muitos alunos analfabetos motores… sem destreza, sem velocidade, sem força, sem resistência, sem coordenação, sem equilíbrio, etc… Lidar com regras, lidar com colegas, tomar decisões num curto espaço de tempo com tantas variáveis em movimento, tudo isso lhes foi privado. Tantas luzinhas que precisam de acender naquelas cabeças e continuam apagadas.

Que raiva!!! Que incompetência!!! Que ignorância!!! Que incapacidade para compreender que existem múltiplas inteligências e todas elas são fundamentais para o desenvolvimento transversal e salutar da criança.

Tanta gente Doutora que não consegue entender o be a bá da vida…

Que a mudança seja rápida pois já vem tarde, muito tarde…

Quanto custa a inactividade física em Portugal?

(Público)

A estimativa de 900 milhões de Euros para o custo da inactividade em Portugal não deverá estar longe da realidade. Face ao progressivo aumento dos custos de saúde nos próximos anos, justifica-se mais do que nunca o investimento na prevenção do sedentarismo, com o esperado impacto no bem-estar individual, na prevalência das doenças não-transmissíveis, na mortalidade e na economia.


Pais e professores são aliados eternos e inimigos constantes.

Depois das reações que li na página do facebook do ComRegras ao artigo E que tal Ritalina a pedais? Sinto-me na obrigação de acrescentar algo mais.

Em primeiro lugar referir que não considero os pais os principais responsáveis pelo excesso de Ritalina nas crianças. Os principais responsáveis são naturalmente os que a prescrevem. E quando falo em excesso, suporto-me nos números avassaladores de mais de 5 milhões de doses anuais, na opinião de pediatras, psicólogos e no relatório da DGS.

Relatório da Direção Geral da Saúde alerta para consumo excessivo de medicamento usado para tratar a hiperatividade o défice de atenção das crianças

Um relatório da Direção Geral de Saúde, de 2015 e recentemente publicado, indica que as crianças portuguesas até aos 14 anos estão a consumir mais de 5 milhões de doses por ano de metilfenidato, um psicofármaco usado para tratar a hiperatividade e o défice de atenção, segundo notícia de hoje do Correio da Manhã.

Ao grupo etário dos 0 aos 4 anos foram dadas 2900 doses diárias de “calmantes”; o grupo dos 5 aos 9 anos tomou 1261 933 doses; e dos 10 aos 14 anos 3 873751 doses. No conjunto, chegou-se a um total de 5 138584 doses, conclui a notícia.

Não foi por acaso que escolhi o título “E que tal Ritalina a pedais?”, considero que o caminho da medicação em muitos casos pode ser substituído por algo diferente e a imagem escolhida não foi inocente.

A nossa realidade pessoal leva-nos muitas vezes a juízos de valores generalizados – mais uma vez me incluo – mas tenho a certeza que quem lê estas linhas não é o alvo das críticas, quem aqui “perde” o seu tempo é a prova que se preocupa e manifesta a sua vontade em refletir, opinar e permitam-me dizer… aprender, como eu também tenho aprendido.

Estas “tricas” entre pais e professores não nos levam a lado nenhum, o problema da PHDA é muito complexo e precisa de ser trabalhado em conjunto. Pais e professores são aliados eternos e inimigos constantes. O desgaste desta relação oscilante afeta invariavelmente os caminhos educativos.

Os nossos alunos e os nossos filhos precisam de ser “empurrados” para o sucesso e não a causa de eternas discórdias. Lembro que muitos professores também são pais e muitos pais têm na sua família alguém professor… Somos mais parecidos do que aparentamos…

É possível fazermos melhor, é possível sermos melhores e é possível ter a capacidade para aceitar que não somos perfeitos. Cada um de nós não é advogado de defesa de ninguém e não precisa, nem deve sentir, as dores de quem não as merece…

Que a nossa realidade seja a fonte das nossas opiniões, mas que essa mesma realidade seja trabalhada em conjunto e em prol do que mais interessa – as crianças.