Escola


Setúbal | Professor agredido a soco por pai de uma aluna. 1

Mais um caso de violência contra professores. Em algumas escolas, ser professor é claramente uma profissão de risco…

Estes casos têm de ser punidos sem piedade, com pena de prisão/trabalho comunitário se for preciso, indemnização ao docente e cortes nos apoios sociais caso existam. É excessivo? Não, a banalização da violência contra professores é que é excessiva.

Um professor do 1º Ciclo, com cerca de 40 anos, foi agredido na tarde de sexta-feira pelo pai de uma aluna, em Setúbal. As agressões tiveram lugar à porta da escola EB1/JI de Setúbal, no bairro da Bela Vista, pelas 13h00.

O docente foi sovado em frente a diversos alunos da escola, por um homem que acabou por ser identificado pelos agentes da PSP que se deslocaram até ao local das agressões.

Duas alunas, com cerca de 12 anos, ter-se-ão envolvido numa luta, o que levou o professor a separá-las. À chegada de alguns familiares, o pai de uma das alunas abordou o docente e socou-o na cabeça. As agressões só cessaram com a intervenção de outros familiares presentes. O professor acabou por ser assistido. A PSP investiga o caso.

Agride a soco professor da filha

(Correio da Manhã – João Tavares)

P.S – para aqueles que criticam o estilo sensacionalista do CM e do qual partilho opinião, a verdade é que é dos poucos meios de comunicação social que ainda denuncia os abusos que ocorrem nas escolas, independentemente da proveniência…

Eis mais um exemplo:

Roubos e violência em escola de Odivelas

(Correio da Manhã)

Resultado da Sondagem | Concorda com um pacto de estabilidade para a Educação entre os diferentes partidos políticos?

Diz o bom senso que devemos começar pelo princípio… No mundo da Educação nunca se começa pelo princípio e como nunca se começa pelo princípio a mudança é a regra. A escola está farta de mudanças, os professores estão fartos de brincar às ideologias políticas e serem marionetes dos agentes políticos.  Soubemos na semana passada que em 10 anos ocorreram 40 mudanças curriculares, um absurdo!

Antes de mudarmos o que quer que seja da escola, é importante criarmos as bases para algo consistente no qual as pessoas se identifiquem. Todos ficaríamos a ganhar e quem nos governa conquistaria aquilo que hoje não existe nas escolas… a sensação de que desta vez é que é, e que valerá a pena “vestir a camisola” por um projeto a médio longo prazo…

Entendam-se!

Obrigado a todos os que votaram e partilharam. 😉


Diretores de escolas temem a descentralização. E os professores também…

Filinto Lima, presidente da ANDAEP, mostrou ao CM a sua preocupação quando ao processo de municipalização escolar, chegando mesmo a referir dois exemplos:

“O pessoal não docente passa a pertencer às câmaras em todo o ensino básico e secundário, mas a gestão do dia a dia deve ser feita por nós e temos receio que haja uma imposição ao nível dos horários por parte das autarquias”

 

“Se o presidente for sensível à área da educação, vai colaborar. Se não for, pode levantar problemas e complicar a vida da escola. Ou seja, este processo não pode estar tão dependente da figura do presidente da câmara”

Apesar das autarquias ficarem restritas às infraestruturas, pessoal não docente e apoios sociais, todos sabemos que as escolas são há muito pretendidas pelas Câmaras Municipais. Os dinheiros envolvidos e as influências do meio escolar, são demasiado tentadores e será preciso um Presidente de Câmara com “P” grande para não se meter onde não é chamado, mantendo a escola num mundo à parte, não lhe tirando aquilo que lhe pertence.

Mas não pensem que o dedo das autarquias ficará à parte das questões pedagógicas. Pode não ser a regras, mas é certinho que irá acontecer… A partir do momento que a municipalização escolar imperar, rapidamente os resultados escolares serão analisados e associados a mandatos autárquicos. Um diretor pressionado, pressionará os seus professores e este efeito de bola de neve poderá colocar em causa o ex libris do trabalho do professor – a avaliação dos seus alunos.

Estamos perante um mix que levou a uma queda significativa da Suécia no ranking educativo. Por um lado uma maior autonomia das escolas que consta da reforma “flexibilização pedagógica”, por outro a municipalização escolar. Claro que as realidades são distintas, claro que o perfil do aluno português não tem nada a ver com o aluno sueco, claro que na Suécia chegaram muitos imigrantes que perturbaram os “certinhos” dos seus alunos, mas mesmo assim, convém estar atento ao que se passou por lá, talvez evitemos erros semelhantes…

Diretores de escolas temem descentralização

(Correio da Manhã)

Suécia. Ascensão e queda de uma reforma educativa

(Observador – Alexandre Homem Cristo)

Esclarecimento da DGEstE sobre as ofertas de manuais escolares aos professores.

Continuo a dizer que os professores não se vendem por um livrinho. Esta embrulhada chegou a um ponto impensável e que roça o ridículo. Fica o esclarecimento da DGEstE e que foi enviado às escolas.


Exmos. Senhores Diretores de Escola/Agrupamento de Escolas

Exmos. Senhores Presidentes de CAP

 

Tendo em conta algumas notícias vindas a público e as dúvidas que têm sido dirigidas ao Ministério da Educação esclarece-se o seguinte:

  1. A lei em vigor desde 2006 (Lei n.º 47/2006, de 28 de agosto) não impede ofertas de manuais ou outros recursos didáticos no âmbito do processo adoção de manuais, desde que dirigidas ao órgão competente para a sua adoção;
  2. A lei também não impõe qualquer limite ao número de manuais que pode ser enviado para o órgão competente para efeito do trabalho de análise e decisão sobre a adoção de manuais;
  3. Não existe qualquer norma que proíba que, depois da adoção, os manuais recebidos no âmbito daquele processo fiquem com os professores da disciplina para o desenvolvimento do seu trabalho;
  4. Nas ações de promoção dentro do recinto escolar não podem figurar como promotores qualquer docente, funcionário, agente ou detentor de qualquer outro vínculo laboral com o Ministério da Educação;
  5. O processo de adoção dos manuais deve decorrer, em regra, no âmbito dos Agrupamentos de Escola e Escolas Não Agrupados (AE/ENA), ficando, assim, salvaguardada, através da intervenção dos órgãos de gestão das Escolas e dos professores, a transparência do processo e o uso racional dos recursos;
  6. Tendo em conta que o 3.º período se inicia, este ano, no dia 19 de abril, uma quarta-feira, as ações de promoção dos manuais dentro dos AE/ENA podem ocorrer até ao fim da semana seguinte.

 

Com os melhores cumprimentos,

 

Maria Manuela Pastor Faria

Diretora-Geral dos Estabelecimentos Escolares


Documentação de apoio para a aplicação da Prova de Aferição de Expressões (2º ano) 1

Provas de Aferição 2017

Documentação de apoio para a aplicação da Prova de Aferição de Expressões Artísticas23 de março

Guião da Prova – Exemplo [pdf] e Ficheiro Áudio [Faixa_1] [Faixa_2] [Faixa_3]

Guião do Aplicador – Exemplo [pdf]

Critérios de Classificação – Exemplo [pdf]

Ficha de Registo da Observação – Exemplo [pdf]

 

Documentação de apoio para a aplicação da Prova de Aferição de Expressões Físico-Motoras23 de março

Guião da Prova – Exemplo [pdf] e Registo Vídeo

Critérios de Classificação – Exemplo [pdf]

Ficha de Registo da Observação – Exemplo [pdf]

 

Informação Expressões Artísticas [pdf] – 27 de fevereiro

Informação Expressões Físico-Motoras [pdf] – 27 de fevereiro

 

Provas de aferição de Expressões do 2.º ano de escolaridade – Informação para Diretores [pdf] – 17 de fevereiro

 

[as Informações-Prova, publicadas em novembro de 2016, podem ser consultadas aqui]

 

Retirado do site do IAVE


Professora mãe de adolescente com deficiência profunda obrigada a fazer 200 km por dia para trabalhar 1

O absurdo é a própria lei fazer a separação entre professores de 1ª e professores de 2ª. Ambos têm vidas pessoais e problemas que não se dissolvem com a sua situação profissional. Somos todos professores! Contratados ou não…

A situação mudou a partir de 2012, com as alterações nos concursos e a falta de vagas no Norte e no Centro do País. Quando as vagas escassearam, a mãe de Rodrigo deparou-se com uma legislação que não a autorizava a pedir destacamento. Ficou impedida de poder ir dormir em casa e de tomar conta do filho.

A lei trata professores contratados e professores de quadro de forma diferente. Sem vínculo permanente ao Ministério da Educação, os professores não têm direito a destacamento. Apenas as gravidezes de risco são exceção. “Consideram que os contratados são funcionários a termo e, por isso, sem direito a destacamento”, avança a responsável pelo Sindicato dos Professores Licenciados (SPL), Grasiela Rodrigues.

Deficiências profundas deveriam ter cotas especiais para os professores poderem ficar perto de casa, até porque a docência é uma profissão diferente das outras. Mas foi sempre assim. O emprego é um bem muito precioso, mas não dá para abdicar de filhos”, critica a responsável pelo sindicato.

 

“Alguém que olhe para nós. Também somos professores”, pede a professora. “Não peço para ficar à porta de casa. Preciso apenas de dar assistência ao meu filho”, desabafa. “É pedir muito?

Segundo Grasiela Rodrigues, do SPL, só há, para já, uma solução. Os professores nessa situação podem recorrer ao Provedor de Justiça e esperar por uma resposta favorável. Mas “há ainda um longo caminho a percorrer para se conseguir justiça e igualdade para os contratados”.

Professora mãe de adolescente com deficiência profunda obrigada fazer 200 km por dia para trabalhar

(Impala)

Pré-Escolar gratuito para todas as crianças com 3 anos de idade em 2019.

O pré-escolar é muitas vezes o parente pobre da Educação, mas é no pré-escolar que se constroem os alicerces onde assentam os restantes ciclos de ensino. Não faz sentido no século XXI, em plena União Europeia, existirem crianças sem acesso a uma educação pré-escolar totalmente gratuita. Lembro-me de pagar 200 € pela minha filha numa IPSS, apesar de estar no 1º escalão da carreira docente… em Portugal alguns ganham como classe média/baixa, mas para as finanças são considerados classe alta…

Além da importância da gratuitidade do ensino pré-escolar, sou apologista da sua frequência obrigatória a partir dos 3/4 anos de idade, os processos de socialização, de conhecimento das regras mais básicas, devem ser adquiridos o quanto antes.

Esta é seguramente uma boa notícia, mesmo que tenhamos que esperar por 2019. Até lá, que se criem as condições e que não aconteça o mesmo que aconteceu com os colégios com contratos de associação…

Alexandre Henriques

Em resposta ao PÚBLICO, o Ministério da Educação (ME) confirmou que a universalidade da educação pré-escolar às crianças com três anos se fará, como previsto no programa do Governo, até ao final da legislatura, em 2019. O que significa que nessa altura todos os meninos com essa idade deverão ter lugar num jardim-de infância.

 

Ao contrário do que se passa na escolaridade obrigatória, a frequência da pré-escolar não é obrigatória. Mas ao estipular a universalidade deste nível de ensino o Estado fica obrigado a “garantir a existência de uma rede de educação pré-escolar que permita a inscrição de todas as crianças por ela abrangidas e de assegurar que essa frequência se efectue em regime de gratuitidade”.

Pré-escolar: acesso universal aos três anos confirmado para 2019

(Público – Clara Viana e Maria Lopes)

FERLAP | Pais pedem um pacto político para a Educação.

O pedido consta no documento partilhado hoje pela comunicação social, intitulado, Flexibilização Curricular? Como?. As preocupações da FERLAP quando à operacionalidade da agora chamada “flexibilização pedagógica” são legítimas, pois são várias as dúvidas que permanecem. No entanto, quero destacar que são cada vez mais as vozes que pedem por um clima de estabilidade na Educação. A reação dos professores ao artigo Eis o motivo pelo qual os professores deixaram de acreditar em reformas escolares. foi apenas mais um exemplo da sua necessidade.

O caminho que agora começa a ser trilhado é positivo, mas de pouco irá valer se não houver consensos a médio, longo prazo. Entendamo-nos sim!

Alexandre Henriques


E se os professores aos 60 anos continuassem nas escolas mas sem turmas? 1

Naturalmente que o professor teria de concordar, este continuava na escola, mas sem componente letiva. A experiência de um “Senador” do ensino pode ser muito útil para a escola e para os colegas mais novos. Os professores não são velhos com 60 anos e ainda podem dar muito se assim entenderem e forem devidamente enquadrados. O grande problema do professor Senador é o cansaço acumulado. E dar aulas cansa, cansa muito…

Não pensem que não concordo com a reforma total aos 60 anos, claro que sim, mas não vamos ter a mesma sorte que os nossos colegas funcionários públicos das Forças Policiais e Forças Armadas…

Militares e polícias passam a poder reformar-se aos 60 anos sem sofrer cortes

(Público via LUSA | 6-1-2017)

Não vou entrar no jogo de que a minha profissão é mais exigente que outra, só o refiro para constatar que a exceção existe e é possível.

A “reforma aos alunos” já existe em Espanha, os professores têm uma carga horária reduzida, permanecendo ligados à comunidade escolar mas sem dar aulas. É importante rejuvenescer o corpo docente, muitos lamentam-se e só pedem para ir embora, mas devem sair pela porta grande e não como se estivessem a fugir.

Valorizar o professor, é também deixá-lo sair com dignidade num ato de agradecimento pelo trabalho realizado. Sei que a proposta sobre as aposentações ontem apresentada foi apenas a primeira. Brevemente sairá uma proposta que terá em conta a progressividade do tempo de serviço, mas mesmo assim é curto… é preciso ir mais além e tratar com diferença aquilo que é diferente.

Os professores lidam com os nossos filhos e queremos que à sua frente estejam os melhores e nas melhores condições. Depois de tantos anos a “penar”, é de inteira justiça reconhecer o Estatuto do Professor.

Fica a proposta e um vídeo do como deveria ser a última aula de um professor…

Alexandre Henriques

 


Professora de 1º ciclo acusada de maus tratos a aluna em Braga. 2

Os alunos do 1º ciclo podem fazer perder a cabeça a qualquer um, já lecionei ao 1º ciclo e confirmo que não é nada fácil. Chegar ao ponto em que somos simplesmente ignorados e ainda por cima se riem na nossa cara, provocando-nos até mais não, é desesperante e dá vontade de soltar os instintos mais primários. Falar é fácil, estar lá e aguentar a “coisa”, muitas vezes a multiplicar por 5 ou por 10, é algo completamente diferente…

A professora a partir do momento que bateu perdeu qualquer razão, o adulto é sempre o adulto e cabe ao adulto conseguir gerir as suas emoções, utilizando as estratégias permitidas por lei. Não é fácil, mas é possível.

Aos pais, cabe apoiar o professor na árdua tarefa que é ensinar/educar, se ambos trabalharem para o mesmo lado a probabilidade de sucesso é seguramente maior. As direções devem ouvir os seus professores e chamar os encarregados de educação à escola, abrindo processos disciplinares se necessário, a alunos, a professores ou mesmo denunciar a negligência dos pais que é punível por lei.

Por fim uma nota importante… ser professor não é para qualquer um… já o disse e reafirmo.

Alexandre Henriques

Professora acusada de maus-tratos a aluna menor em Braga

(Porto Canal)

Uma professora de cinquenta e dois anos está acusada pelo Ministério Público de um crime de maus-tratos sobre uma aluna da escola primária de Palmeira, em Braga. A acusação refere que durante dois anos a docente bateu e insultou várias vezes a criança.


Os filhos mentem aos pais e a Escola é que se lixa… 1

A capacidade de filtrar é muitas vezes eliminada pelo amor cego da paternidade. Vários foram os casos, alguns dos quais na 1ª pessoa, que constatei/tive conhecimento, que as criança/jovens chegam a casa, contam uma versão muito peculiar dos acontecimentos, com retoques que faria inveja a conceituados realizadores de cinema, só para sobreviverem à ira dos seus progenitores.

Eis que estes, do alto da sua fúria alimentada pela injustiça/suspeição criada ao seu mais que tudo, rompem escola dentro, quase de espada em punho, pedindo satisfações a tudo o que mexe e que tenha perturbado a serenidade da alma “inocente” de seu filho.

Por muito que os professores aconselhem os alunos, experientes que são nestas andanças de lidar com crianças e jovens todos os dias, os alunos têm uma apetência natural para sacudir responsabilidades. O que eles ainda não perceberam, é que a verdade deve sempre prevalecer e esta terá um efeito boomerang com uma intensidade proporcional à gravidade da omissão.

A escola, além de “aturar” as asneiras dos seus alunos, é muitas vezes confrontada em “aturar” as birras de encarregados de educação que se comportam como advogados de defesa, ignorando que também eles foram crianças e que também eles manipulavam o ambiente familiar em seu proveito.

Os aliados pais, tornam-se pais adversários, o que implica um grande jogo de cintura para resolver um imbróglio criado pelo seu pequeno “génio”.

Por vezes o sentimento de “justiça” é tão forte, que os portões da escola tornam-se palco preferencial de ajustes de contas entre pais, pais vs alunos e pais vs professores. O adulto, apesar de o ser no bilhete de identidade, não age como tal, ficando cego pelo instinto de proteção mais primário que pode haver…

A escola não pode abrir processos disciplinares a pais, a escola não pode ordenar os pais a ouvirem ambas as versões e só depois tirarem as devidas conclusões. A escola pode mediar, mas não tem obrigação de o fazer, principalmente quando o assunto ultrapassa a esfera escolar. Ávidos de justiça, alguns pais querem aproveitar-se da escola para resolverem aquilo que não conseguem resolver em casa.

Percebam que nada substituí a família, que a Educação deve começar na fralda e as escolas não possuem um comprimido mágico quando deparados pela famosa frase… “professor, ajude-me… já não sei o que lhe hei de fazer…”

A nós professores, compete-nos apostar nos alunos e acreditar que ainda é possível melhorá-los, pois quanto aos adultos, pouco ou nada há a fazer… E muito poucos são os que estão dispostos a mudar ou sequer ponderar a mudança.

Como se costuma dizer internamente…

“O mais difícil não são os alunos…  são os pais…”

P.S- a carapuça servirá apenas a alguns, mas serve que nem uma luva…

Alexandre Henriques


Flexibilização Pedagógica | Novidades (Atualizado) 5

Eis as que ainda não se conheciam:

  • Redução da carga letiva no 3º e 4º ano do 1º ciclo, passando de 27 tempos para 25, incluindo o Inglês e os intervalos.

 

  • Total autonomia para as escolas: aulas partilhadas por professores de diferentes disciplinas, aulas trimestrais ou semestrais, horários semanais, fusão momentânea de disciplinas, parte do tempo da disciplina para desenvolver projetos, as escola e os professores decidem.

 

  • Os estudantes do ensino profissional poderão também substituir uma das suas disciplinas por outra do ensino regular, caso necessitem de fazer exame a essa disciplina.

 

  • A área de Tecnologias de Informação e Comunicação voltará a constar da matriz curricular de todos os anos de escolaridade.

 

  • Introdução da área da cidadania no 2.º e 3.º ciclos e mais tempo às expressões físico-motoras e artísticas no 1.º ciclo

Olhando ainda para o 1.º ciclo, haverá mais horas dedicadas às expressões físico-motoras e artísticas. Atualmente estas garantem um mínimo de três horas na componente letiva e passarão a ter cinco.

Secretário de Estado João Costa

E fica a garantia…

Não haverá redução do número de horas em disciplinas específicas, nomeadamente em disciplinas como português e a matemática. Do que estamos a falar é da possibilidade de gerir a carga horária — que se vai manter igual para projetos educativos — para haver trabalho interdisciplinar, multidisciplinar e dedicação a temas em concreto.”

Secretário de Estado João Costa

E como é que as escolas vão gerir os 25% do currículo?

Num primeiro cenário, a escola poderá optar por fundir disciplinas. Por exemplo: os professores de História e Português podem juntar-se para ensinar aos alunos o tema dos Descobrimentos, que é abordado nas duas disciplinas. Também pode acontecer que os professores de Físico-Química e Ciências Naturais ou de História e Geografia trabalhem em equipa, articulando-se de forma a que os alunos durante uma semana tenham apenas uma das disciplinas e na semana seguinte a outra. São exemplos. “Não tenho ninguém a perder minutos nem horas”, garantiu o secretário de Estado da Educação.

 

Outro cenário: a escola está organizada com horários semanais e desde o início ao fim do ano, as semanas são sempre iguais. A ideia é que, com esta autonomia, as escolas possam, por exemplo, a meio de um período, interromper a rotina e dedicar uma semana ao estudo e discussão de um tema interdisciplinar, de preferência da atualidade, como por exemplo, a crise dos refugiados, a União Europeia, ou outro. “E para isto vão concorrer todas as disciplinas”, explicou João Costa, com cada uma delas a dar o seu contributo para o tema.

 

Um terceiro modelo de flexibilização passaria por dedicar uma parte do tempo letivo de uma disciplina para desenvolver projetos. Este esquema seria aplicado por todas as disciplinas, em momentos diferentes, ao longo de todo o ano. “A carga horária da disciplina não é afetada, é aproveitada de forma diferente.”

 

Ou ainda, e tal como já tinha falado na Comissão de Educação, optar pela trimestralização ou semestralização de algumas disciplinas.

Flexibilidade curricular muda no próximo ano letivo

(Antena 1)

Alunos do secundário vão poder escolher opções de outros cursos

(JN)

“Flexibilização pedagógica” só em algumas escolas no próximo ano lectivo

(Público – Clara Viana)

Próximo ano letivo: Governo explica o que muda e o que fica igual

(Observador – Mário Caldeira)

Além das novidades que agora se conhecem, a sessão de esclarecimento serviu também para “bater o pé” à ideia de recuo e à confirmação que as escolas-piloto (50) vão avançar a convite da Tutela, os manuais escolares serão os mesmos, bem como os programas. A justificação pelas escolas-piloto e implementação da reforma no início dos ciclos, deve-se à necessidade de dar tempo para testar estas alterações e só mais tarde massificá-las.

Há que “dar tempo” às escolas para evitar corrigir erros com novos erros

(Notícias ao Minuto)

“Disse várias vezes que as escolas precisam de respirar, de paz, de tranquilidade”, respondeu António Costa no parlamento, salientando que entre 2011 e 2015 houve sete alterações, quer de metas quer de currículos.

Reconhecendo que “nem todas essas mudanças foram pacíficas” e que “é legítimo” que muitos queiram rapidamente corrigir o que foi feito, o primeiro defendeu, contudo, “que um erro não se corrige com novo erro”

“Se houve nos últimos quatro anos excesso de alterações, o pior erro era haver agora novo excesso de alterações para corrigir o excesso de alterações”, disse, sublinhando que é necessário “dar tempo” para avaliar o que foi feito.

 

Mas ainda ficaram algumas dúvidas…

Como será a avaliação desta nova autonomia? Quando saberemos quais as matérias essenciais e quais as facultativas? Quais as matérias essenciais e facultativas? Irá incluir todas as disciplinas? Haverá formação de professores para as 50 escolas-piloto? Durante quanto tempo será a fase de teste?

Houve um avanço? Sim… É um avanço prudente? Também… Foi o possível? Talvez… Fiquei entusiasmado? Até que as alterações cheguem à minha e restantes escolas do país, já nem governo, nem ministro, nem secretário de estado pode haver… E isso deixa-me efetivamente preocupado pois não existe um pacto parlamentar que dê estabilidade a esta ou qualquer reforma.

 Alexandre Henriques


Concorda com um pacto de estabilidade para a Educação entre os diferentes partidos políticos?

Votem e partilhem s.f.f. 😉