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Casal opta por educar os seus filhos sem regras

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Como se costuma dizer, só não vale arrancar olhos, de resto, vale tudo. Comem quando querem, dormem quando querem, vão à escola se quiserem, brincam com facas se quiserem, fazem o que querem. Uma educação sem regras, é a máxima defendida pelo casal.

Naturalmente que discordo desta irresponsabilidade parental, direi mesmo preguiça parental e pergunto se em vez de um documentário não seria mais inteligente ensinar os pais a serem pais, ou até processá-los. Estas modas que vão e vêm consoante as marés, onde chegamos ao ponte de ver pais recusarem vacinar os seus filhos, provam o egoísmo social de muita gente, como se as suas ações não afetassem terceiros.

Estes casal está simplesmente a criar pequenos ditadores. E pequenos ditadores são também aqueles cujos pais apostam na educação do sim a tudo. Entre uma e outra venha o diabo e escolha, se por um lado temos a negligência, do outro temos o protecionismo excessivo. Em ambos os casos o futuro não deve ser muito risonho, mas quando leio a seguinte afirmação

Apesar da vida “sem regras”, o casal recebe constantes elogios sobre a personalidade das crianças. “O que parece ser selvagem à primeira vista, afinal funciona”, remata Gemma Rawnsley.

Se calhar o problema é mesmo meu…

 

Um casal britânico vai participar num documentário “Fare Families” onde vai explicar como é viver “sem regras” numa família com sete crianças. A única limitação que os filhos têm é de não se poderem magoar ou mentir.

De acordo com o jornal Metro, os pais deixaram que as crianças – com idades entre os 1 e 13 anos – fizessem tatuagens, brincassem com facas e decidissem as horas de ir para a cama.

Nenhuma das crianças vai à escola, mas são ensinados pelos pais e educadores que fazem controlos anuais de ensino. Os exames e o currículo nacional também não são seguidos na casa de Gemma e Lewis Rawsley, mas o atraso da educação dos filhos não preocupa o casal.

Em declarações ao jornal Mirror, a matriarca Gemma Rawnsley diz que “não há fronteiras para as crianças, elas podem fazer o que quiserem.” O objetivo desta família passa por deixar que as crianças aproveitem a vida e façam as suas próprias escolhas com responsabilidade.

Os piercings, pintar o cabelo, comer o que querem e quando querem são algumas das liberdades destas crianças.

“Às vezes as pessoas ficam assustadas quando vêm uma das crianças com uma faca na mão. Mas se nós [pais] lhes ensinarmos como elas devem usar, já não precisam de ter medo.”

Apesar da vida “sem regras”, o casal recebe constantes elogios sobre a personalidade das crianças. “O que parece ser selvagem à primeira vista, afinal funciona”, remata Gemma Rawnsley.

Fonte: Correio da Manhã

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