Início Escola Carta ao Ministro de Educação | A diferença de vencimento nos professores.

Carta ao Ministro de Educação | A diferença de vencimento nos professores.

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Esta é uma questão sensível mas que está bem presente nos meandros dos professores. Em vez de ignorarmos o problema, sou apologista de olharmos de frente a situação mas conscientes que não ganhamos nada apontando o dedo uns aos outros…

Publico esta carta respeitando o anonimato solicitado.


Sou professor há 20 anos. Estou colocado, desde 2005, no 2º escalão. O meu vencimento líquido é de 1200 euros. Frequentei um mestrado cuja tese me falta entregar, por falta de motivação para a concluir e porque me custa dar o valor das propinas, sabendo que o efeito da entrega da tese e da sua defesa não é nenhum, em termos de carreira docente.

Salvo alguns períodos muito curtos, a verdade é que me encontro no mesmo escalão, há mais de 10 anos, vendo o meu vencimento diminuir quase todos os anos. Este último ano voltaram a cortar-me mais 60 euros do ordenado, pois com a “subida” do vencimento (reposição dos cortes????) subi de escalão de IRS. Encontro-me num escalão onde estão muitos colegas meus, casados e com filhos. As contas ao fim de mês são sempre difíceis de fazer e é preciso andarmos sempre com engenharias para conseguir pagar todas as despesas. Os colegas mais velhos da profissão estão igualmente congelados, mas em escalões de topo (7º, 8º e 9º). Pergunto se é justo, nos mesmos anos de congelamento, uns professores estarem congelados em escalões inferiores e outros estarem congelados em escalões de topo? A diferença nos vencimentos é muitíssimo grande, numa profissão onde fazemos todos o mesmo e onde os mais velhos ainda têm as reduções de horário, para além de estarem ao pé de casa e escolherem os horários e as turmas com que querem trabalhar. Não é ressabiamento mas é justiça. Não é justo em mais de 10 anos de congelamento uns estarem congelados no 9 escalão e outros no 1º ou 2º, pois os primeiros, não podem progredir mais. Venho por este meio pedir ao Sr. Ministro que considere o descongelamento, principalmente para os professores que estão nos escalões inferiores. No meu caso estou posicionado no 2º escalão, como se tivesse cerca da 7 anos de serviço. Na escola informaram-me que depois do descongelamento, ainda teria que estar mais 1 ano no mesmo escalão. Isto parece uma piada de mau gosto. Tenho 43 anos e tenho um vencimento de alguém com cerca de 7 anos de serviço; nunca pensei que o nível de desmotivação que vivemos fosse tão grande. Esta injustiça está a tornar-se cada vez mais evidentes para os colegas quarentões, pois os colegas mais velhos trabalham menos e ganham bastante mais. Um deles disse-me que ganhava tanto como um deputado municipal e que por isso não se podia queixar. Neste momento, nas escolas, existe uma dualidade de vencimentos que não se compreende e que está a originar revolta e frustração. Obrigado pela vossa atenção. Penso que no fim quem fica a perder são os nossos alunos e o país pois a qualidade da educação prestada não é a melhor devido à desmotivação por não se sentir que o nosso trabalho é valorizado e reconhecido.

Professor

55 COMENTÁRIOS

  1. E, eu fiz 50 anos este ano , nunca tive redução e ganho + 100 euros que o colega por estar no 3 escalão, tendo filhos e todas as despesas para pagar e viagens para fazer, pois efetivei este ano, ao fim de 26 anos, em escola de Agrupamento e longe de casa!

    • Eu tenho 30 anos de serviço estou no 6o escalão desde 2005 e recebo 1470 euros. Tenho apenas 2 h de redução na componente letivo. Sou nais um dos revoltados que jamais irei votar seja em quem for.. Não temos Ministro que valorize a carreira . Mais grave é que votei neles . Ainda não perceberam que os maiores pilares da vida são a saúde e educação.

  2. Eu também sou “anónimo” no meu pseudónimo …
    O colega tem razão e é uma vergonha muito grande!
    Se lhe servir de consolo eu tenho um bacharelato, uma licenciatura e um mestrado e estou no índice 167 e contratado. Comecei em setembro de 2004 a lecionar!
    Com as mentiras e roubos da tutela sim e tenho provas! já deveria de ter efetivado.
    Um dia destes perco a cabeça e entrego os tesourinhos deprimentes ao psd, já que esses são verdadeiros, imaginem se com falsidades o gajos fazem o alarido que fazem, imaginem só com provas verdadeiras!

      • Nenhum deles, nem crato nem lurdes alçadas seabras justinos …
        Agora de uma coisa é certa, se governassem tão bem como quando estão na oposição …
        Por acaso foi no tempo do crato, que não soube somar e fazer-me a mim as contas, mas esta DGAE é igual, tanto faz ps psd acho que começo a acreditar mais nos comunistas e bloquistas.
        Se fosse o psd que estivesse no governo entregava ao ps.

  3. Eu tenho 33 anos de serviço e 56 anos de idade, estou no mesmo escalão à 14 anos e só ganho mais 150€ que a colega. Trabalho na escola 27 horas como qualquer colega da minha escola, independentemente dos anos de serviço.
    Penso que a colega está mal informada quando diz que os mais velhos trabalham menos, gostaria que me indicasse em qual escola isso acontece para eu poder concorrer.

  4. Eu nem conto como foi/é a minha vida, em termos profissionais. Se o fizesse, qq pessoa se lavaria em lágrimas. Se lhe disser, que tenho 23 anos de serviço, trabalho a 400 Km de casa (QE), sem qq esperança de me aproximar (porque todos os QZP me passam à frente em MI), nunca tive férias [nas férias, trabalho (não é emprego, é trabalho duro) para conseguir ter as contas equilibradas e cuido da minha mãe, para compensar o que não faço ao longo do ano (durante o ano são os meus irmãos que o fazem). Na escola, tenho vários cargos e funções…tb estou no 2º escalão. Nunca cruzei os braços…sp fui boa aluna…escolhi ser professora. Confesso, se trabalhasse em qq empresa de limpezas, o mesmo número de horas que na escola, ganharia muito mais…Mas, … E tb não o faria por respeito ao meu PAI que trabalhou de “sol a sol” para que os filhos pudessem, tirar um curso… Infelizmente, têm uma vida bem pior do que a que ele teve! Foi só um início (desabafo).

  5. …«inda» te queixas?! quem, como outros tantos, ao fim de 21 anos vai novamente para o desemprego? queres trocar com um CONTRATADO pelo Estado há 25 anos? era bonito, não era?

    • É por isso que a classe docente raramente vence. Somos desunidos e em vez de nos apoiarmos, somos cruéis uns para com os outros. Eu concordo muito com @ colega que escreveu o artigo, também o sinto na pele. Todos os outros se estão mal com tantos anos de serviço, é porque não fizeram as melhores escolhas ou não arriscaram.

  6. Enquanto formos uma classe que regateia o que os outros conseguiram para garantir os nossos direitos, afundar-nos-emos todos juntos.

  7. “Esta injustiça está a tornar-se cada vez mais evidentes para os colegas quarentões, pois os colegas mais velhos trabalham menos e ganham bastante mais.”

    Sem comentários, a não ser – esta é a classe indecente que temos.

    Tenho vergonha deste texto.

    • Esta conversa é indecente. Tenho 34 anos de serviço,57 de idade, não tenho nenhuma redução de horário, pois pertenço a monodocencia ,e também me sinto injustiçada . Neste país,avalia-se os docentes de acordo conforme a faixa etária, com que trabalham. Mentalidade totalmente tacanha e retrógrada. Desde o pré-escolar até ao ensino superior, cada nível de ensino tem a sua especidade própria, e tem que haver justiça para todos. Estou solidária com todos os colegas. É assim que deve ser a nossa luta. Devemos-nos respeitar uns aos outros, e só abrir a boca, com a certeza do que estamos a falar. Tudo de bom para todos os colegas.

  8. Os Professores mais velhos ganham mais e trabalham menos ? Vejamos o meu caso: 57 anos de idade, 30 anos de serviço, há 12 anos sem mudar de escalão e no 6.º, sem qualquer possibilidade de chegar ao topo da carreira. As regras atuais não são as que vigoravam quando entrei na carreira há vinte e seis anos ! Segundo aquelas, nesta altura estaria no topo da carreira…
    Acrescento que tenho horas de redução da componente letiva e que as mesmas são convertidas em apoio educativo aos alunos, pelo que acabo por trabalhar mais horas do que docentes com menos tempo de serviço ! … Mas não é apontando o dedo aos colegas que mudamos a situação !

  9. Já agora acrescento que estou “criogenada” no 4º escalão com filho e contas como qualquer um….os que consideram a vantagem de estar “efetiva” numa escola ao pé de casa, tornou-se uma desvantagem, uma prisão já que estou a pagar a dita e não tenho horário no meu grupo porque sou a menos velha das velhas todas….
    já fiz formações e pós-graduações que não têm nada a ver com a formação base…afinal devemos ter uma carteira de competências e acompanhar os tempos, não é? NÃO!!!Pertencemos a um/dois grupos de recrutamento e pronto. Há horas ? Fine! Não há? Temos pena!… mas não podemos usar os novos conhecimentos porque a administração diz que blá, blá, blá, blá …estagnamos e desmotivamos
    Significa que faço o que os outros não querem, que não tem nada a ver com nada daquilo que realmente importa, para evitar a “famigerada” mobilidade que, para mim, se não tivesse cometido a estupidez de comprar a “casinha”, seria a liberdade….
    Por isso, caros colegas novos e menos velhos na profissão, que sem saudosismo ridículo, já foi um prazer, partilho todas vossas queixas, mas só isso não chega… Há que revolucionar a máquina ferrugenta e desaquada da burocracia e da realidade das escolas…Só os professores conhecem o seu trabalho.
    Perguntem-nos como o devemos fazer motivados e competentes, caramba!!!
    P.S: desculpem a extensão do desabafo, mas sinto-me revoltada …ou será revolucionária? 😀

  10. O colega tem razão em relação ao congelamento. Só não tem em querer prioridade para o descongelamento. Todos estamos congelados desde a mesma altura. Eu tenho 60 anos e tenho vencimento líquido de 1800€. Quem está pior? Todos temos de ser descongelados.
    Ainda não tem redução da componente letiva devido à idade, mas irá ter. A redução é mesmo necessária devido à idade, não tenha dúvidas. Essas pessoas, como eu têm outro trabalho na escola, que pode também não ser fácil, só que não é com alunos. O importante é que todos trabalhem bem para a aprendizagem dos alunos. Os alunos não podem ser prejudicados pelos motivos profissionais dos professores.
    O que esse seu colega disse é demasiado rasca para ser comentado.

    • Caro colega o trabalho na componente não letiva não é com alunos?!!!! Pois, não sei em que escola. Por vezes é com a turma inteira, em apoio. Normalmente estas horas são atribuídas exatamente para apoios em grupo ou individuais, tornando-se muitas vezes tão ou mais cansativas do que uma aula letiva propriamente dita.

  11. Se formos contabilizar as injustiças, faríamos uma fila muito grande. Eu tenho 23 anos de serviço e estou no primeiro escalão… Não são os professores mais dos escalões superiores que são os culpados de eu não estar posicionada no escalão devido, não sou eu que entrei este ano(finalmente) em QA que sou culpada de haver colegas há 20 anos a contrato, não são os QZPs os culpados por haver QE desterrados. São os sucessivos governos dos últimos 15 anos e de facto também nós por deixarmos que assim nos dividam e menorizem.

  12. Pois… esta é a sua situação e é vergonhosa mas tenho-lhe a dizer que há situações bem piores e mais caricatas… tenho 53 anos, efetivei há 4 e ainda estou no indice 167, tenho 29,09 anos de serviço… somos uns quantos nesta situação e estamos a lutar pelo nosso reposicionamento na carreira e não vemos vontade da classe governamental em legalizar a nossa situação… é deveras desmotivador trabalhar nestas condições. Ano após ano vivemos amargurados e, cada vez mais, nos sentimos a desinvestir naquilo em que decidimos apostar… é deveras frustrante e não deixo de lhe dar razão mas que há situações dramáticas e ainda de maior injustiça, acredite que há… É triste!? É, sem duvida…

  13. Compreendo a sua revolta quanto à questão do congelamento. Todavia, não estou de acordo quando afirma que os mais velhos trabalham menos e refere a redução da CL. Vejamos: 59 anos de idade, 37 anos de serviço, 9° escalão desde 2010, art° 79 (“redução”) = 4t. Distribuição de serviço 17/18: 6 turmas (18t) + DT (4t) + apoios (3t) + sala de estudo (2t). Total = 27t.
    Descobri há dias que um grande número de docentes “pensava” que a “redução” era efetiva, ou seja, que não se tinha qualquer atividade na escola!! Será o seu caso?
    Agora, deixe-me perguntar-lhe: em que parte do dia se preparam as aulas que, como deve saber, deixaram há muito de poder seguir as planificações a médio prazo? E já nem falo das de longo prazo! Em que parte do dia se preparam os apoios? Sim, pois não são “horas para encher chouriços”! Em que parte do dia se definem estratégias para discentes que frequentam a sala de estudo, por regra ou por gosto? E, a juntar, um cargo de coordenação, que também não se resume a passar tempo na escola? E se, em vez de sala de estudo, for um projeto com alunos em permanência? Pois, venha o diabo e escolha, mas dizer que se trabalha menos por se ter “redução” vai um passo de gigante (e eu não conheço nenhum)…
    Para finalizar: todos devemos pugnar para que a nossa profissão seja digna, com deveres e direitos, independentemente do tempo de serviço, escalões ou afins. Se tal acontecer, acredite que ela será apreciada com dignidade. E se hoje falamos de ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE, com todas as suas vicissitudes, aos mais velhos a devemos.

    • Não percebi a referência ao tempo de preparação das aulas é dos apoios neste contexto. Qualquer professor tem de os preparar, com ou sem redução de componente letiva!

      • Ora bem, parece-me evidente, no seguimento do raciocínio de quem comentei. Se o tempo individual para preparação de… está cada vez mais reduzido e substituído por outras atividades com alunos na escola, que por sua vez implicam preparação desse mesmo trabalho, logo… Quanto ao seu raciocínio: a redução do tempo individual de trabalho aplica-se a TODOS, que eu saiba,. De onde sai o TE?

        • Também eu já fiquei com horários de 8 e 9 horas longe de casa, outros anos em que tive horário completo e outros em que nem colocada fiquei.Vivemos numa esquizofrenia e apenas tenho esperança de efetivar um dia.Concordo quando diz que temos de ser unidos,mas temos também de ser sensatos.

  14. Querida amiga, os umbigos dos outros colegas são iguais, uns mais novos e outros mais velhos.
    Nos primeiros anos de carreira, só ganhava pelos dias que trabalhava, não existiam subsídios de desemprego. Mais, tinha que me sujeitar à escola que me saísse na rifa.
    32 anos de serviço já é muito desgastante e era ótimo deixar o lugar aos mais novos, mas nesta profissão ninguém está para se unir e dizer não a esta palhaçada.

    • Essa é a verdade!!! Somos uma profissão desunida! Deveríamos dar o lugar aos mais novos sim. Eles nem podem constituir família por falta de estabilidade…mas acontece com todos os mais novos e vamos deixando de ter alunos porque a população SÓ envelhece
      Os mais velhos continuam a tentar dar o que já não têm e os mais novos sentem a revolta de uma vida perdida.
      Entretanto agredimo-nos em vez de nos unirmos contra quem prejudica o futuro de todos.

  15. Não vale a pena explicar ao autor do texto que o que defende é que colegas mais velhos devem estar congelados e ainda regredir na carreira.

  16. A/o colega deve estar enganado. Há algum professor a ganhar tanto ou mais que um deputado? Eu estou no 8 escalão, recebo mais à volta de 400 euros do que o colega e além de lecionar tenho de coordenar o grupo porque esse é outros serviços são para os mais velhos. Diga me agora onde está o trabalho igual para que o salário também seja igual? Além disso o congelamento foi ao mesmo tempo para todos sorte deverá haver descongelamento em períodos diferentes?
    Absurdo!

  17. Alguns destes comentários são uma vergonha. Por isso é que não se consegue ir a lado nenhum. Nunca vi classe tão desunida e má. E não acredito que a carta tenha sido escrita por um professor com conhecimento da realidade das escolas.

  18. Eu não vou partilhar. Sinto vergonha de pensar numa classe desunida a apontar o dedo, encontrar culpados nos próprios colegas de profissão, quando o culpado é os sucessivos governos que desvalorizou a nossa profissão, desprezou e desmotivou os professores. Tenho 50 anos de idade, até agora nunca tive redução, estou no 4ª escalão e estou, como todos, na mesma situação, sem progredir na carreira a mais de 10 anos. Quantas “congelações” os governos (PSD e PS – são sempre os mesmos) nos impuseram? Este está sendo o mais longo de todos. Trabalho arduamente, como todos os profissionais, dignos da palavra Professor, 27 horas letivas, o tempo letivo na minha escola é de 45 min. Sinto-me muito zangada com o colega do texto, tem o direito de estar zangado com o governo, mas não jogue suas frustrações nos colegas mais velhos, porque esses na minha escola trabalham também e muito; no horário dos colegas com que adquiriram (por direito) o artigo 79 é utilizado para coadjuvar colegas, dar apoio ao alunos (não é 1 ou dois, são por vezes 3 apoios e, obrigatoriamente, tem de ter um grupo de alunos, se for poucos, os discentes, a direção junta, de 2 turmas, os alunos com maiores dificuldades para formar um grupo de 10 alunos. Pense antes de escrever e observe melhor os seus colegas, e tenha em atenção que uma escola, um agrupamento não representa o país.

  19. Não entendo esse colega, quer dizer não é colega, pois se estivesse mais atento tinha percebido que professores com mais de o dobro do tempo de serviço que ele tem ganham apenas mais 150 euros. Quanto ao perto de casa, tenho 26 anos de serviço e ainda faço 140 Km todos os dias para fazer aquilo que gosto. Tenha juízo, e reclame com quem de direito e deixe-se de infantilidades a invejar o que os outros ganharam com, tempo e esforço.

  20. Não vou dizer que não sinto as cores do colega mas, por isso mesmo é que sei que tem que se pôr no lugar dos professores mais velhos. Veja o meu caso. Estou no segundo escalão há tantos anos quantos este segundo escalão existe mas tenho 51 anos. Entrei para o quinto escalão em 2004 no antigo sistema. Meio agrupamento já andou nas minhas aulas. Já fui avaliada duas vezes e nunca mudei de escalão. Estou a 32 dias do terceiro. Sou professora de matemática logo a minha fabulosa redução é canalizada para horas de apoio ao fim da tarde com a maior coleção de gandulos da escola de modo que estou 27 tempos em sala de aula.

  21. Do pior. Além de não possuir sentido ético de classe faz comparações maravilhosas. Escreve: “Um deles disse-me que ganhava tanto como um deputado municipal e que por isso não se podia queixar. ” Por acaso sabe que os deputados municipais não têm ordenado, devem ganhar 50 euros de 3 em 3 meses aquando das assembleias municipais. Haja paciência. Ainda falam em Ordem dos Professores?

    • Eu estou quase no fim da carreira, 63 anos. Não subp de escalão desde 2003, estou no sexto. Não chegarei nunca ao topo. Índice 245. 33 anos fe serviço. Sempre andei por longe, até pelo Açores. Concluindo, como alguém já disse temps o qie merecemos. Não há união, nao remamos todos para o mesmo lado. Por isso, não sãos do sítio. Tenho dito

  22. Meu querido colega, aceito a sua indignação! Tenho 59 anos e completarei em agosto 36 anos de serviço. Tal como o colega, mercê de situações muito graves de saúde, em 1993 e 1994, andei para trás, como o caranguejo! Usufruo atualmente de mil e quatrocentos e poucos euros!
    No entanto, a minha revolta ainda é maior. Tenho um filho médico, a tirar a especialidade e ganha a módica quantia de 1350 Euros! Ainda menos que eu!
    Queimou muito as pestanas e irá continuar a queimá -las ao longo do seu percurso profissional! Para além de lidar com # vidas humanas#. Como vê ainda ganha me os que eu! É justo?????

  23. Meus caros amigos e camaradas, tantas lamentações e tanta desunião ao mesmo tempo…
    Sou, não docente, trabalho no ministério da educação há 20 anos, e ganho o ordenado mínimo, porque para mim ao contrário do que se diz estou congelado na carreira desde 2005 e não desde 2009, em que se quer transparecer…
    No que diz respeito às vossas lamentações, eu pergunte-vos, quantos é que fazem greves,quando as mesmas são convocadas. Mais,o que vejo é a maior parte da vossa classe a pôr-se de lado à espera que seja os não docentes a fechar as escolas, para no dia da mesma ir para as escolas não fazer a ponta de um chaveiro, e ir ao director pedir para sair mais cedo. Aqui, sim são unidos, quanto ao resto a vossa classe deixa muito a desejar, no que diz respeito ao respeito pelos outros,( salvo raras e honrosas excepções)!!!…

  24. Talvez por isto (faseamento do descongelamento), alguns professores tentam gritar mais alto…

    O próximo Orçamento do Estado está em preparação e, não há sinais claros de que o descongelamento das carreiras dos professores seja cumprido em janeiro de 2018. “Pelo contrário, o discurso tem sido confuso, invocando a necessidade de faseamento na sua execução…

  25. Compreendo a posição mas perdeu toda a razão quando diz duas mentiras: nem todos estão ao pé de casa; eventualmente temos continuidade pedagógica e se me encontrar uma escola que me reponha a minha redução de horário, agradeço. Este ano tive 19 horas letivas, uma direcção de turma e estou na escola 27 horas. Este tipo de discursos não ajuda a classe , corrói o bom trabalho que se faz e passa uma péssima imagem pública. Para que fique claro estou no oitavo escalão, desci do nono, estou congelada desde 2004 e com 35 anos de servico estou a ganhar líquido 1650 euros. Por acaso o colega não quererá chegar a esta situação?

  26. Tenho 50 anos e sou professora contratada há 20 anos. Comecei tarde e depois fiz escolhas de horários para poder ter estar perto dos meus filhos e criá-los. A minha situação é também de algumas pessoas. Não me queixo, mas sinto_me injustiçada com o que aconteceu no tempo do Crato, onde se criou o reino de Babel. Muitos, como eu, acabaram por ser prejudicados com aquelas politicas. Estou a acabar mais um contrato, mais do que o dinheiro, quero trabalhar, ter para o ano uma colocação, quero fazer aquilo que realmente gosto, dedicar-me aos alunos e sentir-me bem. A incompetência e a frustação está presente em todas as profissões. Nós temos de procurar ser os melhores profissionais e pensar nos alunos que temos à frente.

  27. Nãot há descongelamento …
    Trabalhem os políticos que ganham quanto querem, ajudas de custo representação ….
    Quando um licenciado ganha menos do que um coordenador de câmara municipal que tem o 12 ou 9 ano , está tudo dito. Os diretores de escola tem culpa bem como os colegas que não tem vida própria e gostam de andar em bicos de pés para se mostrarem. Quando uma reunião de ministro dura 1hora e meia para discutir o estado da nação, nós fazemos reuniões burocráticas com mais de 2 h , chamo a isto professores burros sem auto estima sem vida própria e felizes com o que levam para casa.

  28. Trabalho há 17 anos. Felizmente, sou QA, mas porque me sujeitei a ir para um concelho que, antigamente, quase ninguém queria… Amadora! Encontro-me no 1. Escalão, tal como se tivesse iniciado agora a minha carreira! 😢

  29. Antes de descongelar as carreiras o governo deveria voltar repor a redução da da componente letiva desde os 45 anos por idade. É essencial e fundamental duas paragens por ano pata fazer reuniões intercalares como deve ser.

  30. Em que escola é que são os mais velhos que escolhem horários e turmas, de entre outras coisas? Agradecia que me dissessem porque na minha não é… Em que escola é que os mais velhos trabalham menos que os mais novos? Agradecia que me dissessem porque na minha não é… Pelo contrário, muitas vezes são os mais velhos que têm que ir substituir os mais novos…
    Lembrem-se que os mais velhos também poderão estar revoltados porque se tivessem nascido mais cedo ainda do que nasceram, já estariam reformados, com a totalidade da reforma desde os 50, 55 anos.
    Penso muito, e com muito receio, acerca do tipo de escola vão ter os meus netos…

  31. Boa tarde, colegas!
    Desculpem lá, mas sentimo-nos TODOS altamente prejudicados! Não vale a pena uns dizerem-se prejudicados face à outros pois só provoca divisão… Divisão essa que só nos tem prejudicado ao longo dos anos, pois os Governos PS ou PSD/CDS sempre viram esta nossa fraqueza para nos gozarem! O de Sócrates com aquela senhora então foi o máximo… Sou insuspeito pq habitualmente voto PS. Altamente chateado com o Eng Sócrates acabei por me iludir e votar em Passos Coelho… Foi maior a emenda que o soneto.
    Já agora, era para ter mudado de escala o em 2005 pois já tinha entregue tudo e fiquei 3 anos a amargar, só mudei em 2008 para o 9o escalão… actual 8o escalão… Com 33 anos completos de serviço recebo só mais 500€ limpos do que um colega do 2o escalão!… Eu já devia estar no actual 10o escalão na alguns anos….
    TODOS estamos frustrados, mas estando há mais tempo na carreira a frustação é maior. Quem entrou há poucos anos já entrou com esta situação de, desculpem, MERDA! Em 1984 quando entrei, as minhas expectativas eram as de neste momento já estar no topo há uns anos e a poucos da aposentação!… NUNCA PENSEI!…
    Colegas, acima de tudo, UNIÃO, pois é ela que faz a FORÇA!

  32. Sou contratada há 17anos.Sempre concorri ao país todo e já fiquei em locais muito distantes e longe da minha filha.Apesar de todo o esforço, houve anos em que não consegui obter colocação de forma que só tenho 10 anos completos .Ainda há efetivos que se queixam?

    • Sou professora há 15 anos. Tenho 37 anos e sempre fiz sacrifícios, dei aulas em todos os distritos do país e com horários pequenos, sempre com a esperança de a situação profissional melhorar. Portanto, quem diz que muitos colegas estão mal porque não fizeram sacrifícios , isso não é verdade. A título de exemplo, no ano de 2006 fiquei colocada em Lisboa com 8 horas letivas, recebia 379 euros por mês. Concorri a várias escolas ( por carta registada, na altura) e nada consegui. Nesse ano, se não tivesse ficado em Lisboa, não teria ficado colocada em mais lugar algum.
      É injusta toda esta situação e cada professor tem os seus motivos válidos para se insurgir contra o sistema manipulador, perverso e maquiavélico que nos tentam impor. Devemos ser unidos, ver a posição do outro e não entrarmos em ataques e faltas de educação.
      Eu entendo a minha situação como entendo a situação do colega mais velho 20, 30 anos que se sente injustiçado por ter o salário congelado ou continuar a ter muito trabalho.
      Não concordo e considero injusta a disparidade salarial, mas isso não é culpa dos colegas mais velhos, mas de quem nos desgoverna e goza connosco.
      As situações são diversas e cada um tem coisas a apontar à falta de respeito que tratam a classe docente. No entanto, devemos ser unidos e não nos atacamos constantemente.
      Devemos elevar a nossa vida e a nossa caminhada neste mundo a um patamar mais nobre da existência. Valorizar o que tem que ser valorizado e não valorizar o que não interessa.
      Pergunto também, quem se preocupa com a pessoa que nem sequer trabalho tem?Não faço a apologia da pobreza, mas por vezes, sinto que somos demasiados narcisos e demasiado maus uns para com os outros e só vemos o nosso umbigo.
      Defender os nossos direitos sim, mas com humanidade, com união. O ministério quer a discórdia e o mal estar para continuarem a reinar!
      Bem hajam e felicidade para além da profissão!

  33. Por favor, guerrilhas entre colegas não! lutem pelos vossos direitos, pois há muito que nos estão a maltratar e já merecemos respeito e justiça, como vós sou professora também injustiçada, tenho 65 anos sim leram bem 65 anos, quase 40 de serviço e estou no 7º escalão, congelada já nem sei há
    quanto tempo, “pois é a idade já faz destas coisas”, por favor colegas mais novos lutem não deixem que isto continue a acontecer. Felicidades para todos.

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