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Carta Aberta para criar alternativas às praxes

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praxesFui praxado, praxei e gostei. Julgo que tudo depende do contexto e de compreender os limites do razoável. Foi na praxe que conheci amigos que ainda hoje o são e foi na praxe que conheci a minha mulher. A praxe pode ser um momento de brincadeira, uma peça de teatro de domínio consentido, um momento que nos despede da criança interior. Mas tudo tem limites e o grande problema é que em idades tão jovens, a imaturidade ainda não lhes permitir compreender que o poder traz responsabilidade e depois… ocorrem situações que todos nós conhecemos.

Não concebo que uma Universidade não consiga terminar com os abusos, basta uma simples regra para acabar com estes, a expulsão imediata. Não estamos a falar de crianças, estamos a falar de adultos. E se querem ser gente grande, assumam as consequências do mundo dos adultos…

Sobre o conteúdo da carta, concordo como é óbvio, na democracia deve imperar a liberdade de escolha.

Integração no Ensino Superior: a democracia faz-se de alternativas

Assim, instamos todas as equipas dirigentes das Universidades, Politécnicos, faculdades e escolas superiores a criar, com caráter duradouro, atividades de receção e de integração dos novos estudantes e das novas estudantes, ao longo do ano letivo, que configurem uma alternativa lúdica e formativa às iniciativas promovidas pelos grupos e organizações de praxe.

Apelamos também a que as mesmas instituições informem atempada e eficazmente os novos alunos e as novas alunas, por exemplo através do envio de um email ou entregando, no ato da matrícula, um esclarecimento nesse sentido, de que as atividades de praxe não constituem qualquer espécie de obrigação e que não podem ser prejudicadas de nenhuma forma ou ameaçados de qualquer maneira por recusarem participar, devendo ser fornecido um contacto para o qual possam ser endereçadas queixas.

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