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Ser avaliado no ano probatório implica respeito

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Nem todos podem avaliar professores e este é um problema sério que ainda não está solucionado. Há muito que defendo uma carreira própria para professores avaliadores, mas se não for possível, ao menos que permitam aos professores com mais de 60 anos avaliarem/aconselharem a geração mais nova.

O pequeno texto que se segue foi recebido pelo ComRegras com pedido de divulgação.


Sou professor há 23 anos. Corri o país todo e como nunca consegui estabilidade profissional na minha área de formação de base decidi investir noutra área: tempo e dinheiro. 

Consegui entrar num QZP longínquo da zona onde habito e constitui família há vários anos, vai para uma década. Este ano, sendo Mestre na área das Ciências da Educação pela UCP de Lisboa, sou avaliado por alguém que não detém o mesmo grau que eu… 
Penso que poderia beneficiar de uma avaliação mais rica em termos científico-pedagógicos e didáticos se a lei em Portugal fosse outra e respeitasse os processos identitários dos professores e professoras deste país! Pelo menos que possuísse o mesmo grau….
Para além disso, na formação a que fui obrigado a ir relativa ao Ano Probatório, quatro formados eram mestres e um detinha o doutoralmente.
Penso estar na altura de construirmos um Portugal melhor…
O grau confere conhecimento e é desta exigência que falo quando refiro a necessidade e a utilidade de um professor acompanhante que possa realmente contribuir com conhecimento mais exigente. Sinto falta desse fator.
Miguel da Fonseca
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