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Autarquia De Oeiras Disponibiliza Quartos A Professores

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ano letivo começou no início de setembro mas isso não significa que todos os horários tenham professores e que os alunos estejam já a ter aulas de todas as disciplinas. Dos 350 horários que estavam esta semana em oferta de escola, 225 correspondiam a vagas recusadas já por duas vezes por professores que estão nas listas de ordenação ou não tinham sequer candidatos. De acordo com o Expresso, as disciplinas onde faltam mais docentes são Geografia, Informática e Educação Moral e Religiosa.

Além disso, avança a mesma fonte, os distritos de Lisboa, Setúbal e Faro concentram 71% destes horários em oferta de escola – idêntico a um anúncio público a que qualquer professor com habilitação pode concorrer. O envelhecimento dos professores e as baixas por motivos de saúde são dois dos problemas que mais afetam as escolas; as rendas altas e os baixos salários os problemas que mais afetam os professores que pretendem preencher estas vagas.

“Há imensos professores a serem colocados no Algarve, mas não aceitam porque não consegue arranjar casa”, confesso ao semanário a diretora do Agrupamento de Escolas Laura Ayres, em Loulé, Conceição Bernardes. Argumento idêntico ao relatado pela diretora do agrupamento de Silves: “Tivemos uma professora que aceitou um horário de seis horas porque conseguiu que lhe desse um quarto em troca de voluntariado”.

Em São Julião da Barra, Oeiras, Português, Francês e Geografia são as disciplinas a precisar de docente. Os horários são parciais, o que dificulta ainda mais que haja quem aceite. “Quem é que pode vir para aqui com 500 euros de ordenado e ainda pagar um quarto?”, questionou o diretor do estabelecimento, Domingos Santos.  Para ajudar a resolver o problema, a autarquia vai disponibilizar apartamentos e quartos a professores, mas também a polícias e outros profissionais com problemas idênticos.

Fonte: Sábado
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3 COMENTÁRIOS

  1. Os professores não precisam de caminha e sopinha, ou seja, os professores não precisam de caridadezinha…. Precisam de dignidade, de salários condignos, de despesas de representação, de subsídio à residência quando deslocados, tais como juízes, médicos e outros.
    Parem de tratar os professores como os parentes pobres e enjeitados.

  2. Querem fazer dos professores missionários em nome do conhecimento ou vendedores ambulantes de momentos de aprendizagem, os próximos escravos eruditos que já nem têm direito a ser indivíduos completos !!! Não admira que raros vão ser aqueles que escolherão ser professores por vocação !!!

  3. Nenhuma profissão deveria precisar de subsídios a coisa nenhuma.

    Esta medida é o reconhecimento público de que o salário pago é insuficiente para viver.
    E, pior, é a aceitação de que se pode curar uma pneumonia com aspirinas…

    O facto de haver alguém que aceite estas condições só torna trágico o que poderia ser uma piada de mau gosto.

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