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As Medidas Mais Relevantes Que Constam No Programa Do Governo Para A Educação

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Estive  a ler as medidas do programa do Governo no âmbito da Educação e muitas são naturalmente um conjunto de intenções teóricas de difícil perceção prática. Porém, outras são bastante concretas e acreditem que vos vão surpreender se não chegaram a ler o programa eleitoral do PS.


(…)

  • Permitir que as escolas decidam o número de alunos por turma, mediante um sistema de gestão da rede.
  • Proporcionar condições para uma maior estabilidade e rejuvenescimento do corpo docente, em especial nas escolas integradas em Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP);
  • Estudar o modelo de recrutamento e colocação de professores com vista à introdução de melhorias que garantam maior estabilidade do corpo docente, diminuindo a dimensão dos quadros de zona pedagógica;
  • Sem contrariar a convergência dos regimes de idade da reforma, encontrar a forma adequada de dar a possibilidade aos professores em monodocência de desempenhar outras atividades que garantam o pleno aproveitamento das suas capacidades profissionais;
  • Criar incentivos à aposta na carreira docente e ao desenvolvimento de funções docentes em áreas do país onde a oferta de profissionais é escassa;
  • Avaliar a criação de medidas de reforço e valorização das funções de direção das escolas, incluindo as chefias intermédias;
  • Executar um plano integrado de modernização e requalificação de escolas de todos os níveis educativos, preferencialmente com cofinanciamento dos fundos estruturais e de investimento, no quadro das novas competências municipais neste domínio;
  • Aumentar a conectividade e acesso das escolas à Internet e dotá-las de recursos que promovam a integração transversal das tecnologias nas diferentes áreas curriculares, a utilização de recursos educativos digitais e o ensino do código e da robótica.
  • Avaliar o modelo das atividades de enriquecimento curricular;
  • Desenvolver projetos de autonomia reforçada para as escolas com piores resultados, que apostem na gestão curricular especializada, criando ofertas dedicadas às necessidades de públicos específicos (com reforço de línguas, investimento nas artes ou no desporto);
  • Criar um plano de não retenção no ensino básico, trabalhando de forma intensiva e diferenciada com os alunos que revelam mais dificuldades;
  • Promover programas de enriquecimento e diversificação curricular nas escolas públicas, nomeadamente assentes na formação artística, na introdução de diferentes línguas estrangeiras e de elementos como o ensino da programação, permitindo que as escolas especializem a sua oferta educativa (à semelhança do que fazem muitos colégios privados);

(…)

Podem consultar todo o programa do Governo aqui

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3 COMENTÁRIOS

  1. “Criar um plano de não retenção no ensino básico, trabalhando de forma intensiva e diferenciada com os alunos que revelam mais dificuldades;” >> mas será possível que se continue a deixar esta gente e muita outra andar sempre e eternamente com a mesma lenga-lenga de que o insucesso dos alunos se deve às suas dificuldades ???? Ou somos (professores) assim tão adeptos do politicamente correcto ao ponto de alinharmos com esta justificação para o insucesso, para as negativas, e para as retenções? A estupidez é assim tanta ao ponto de descaradamente se descartar sistematicamente a influência da família no desempenho escolar dos alunos?

  2. Nunca fu
    i a favor da retenção/chumbo, mas muito menos posso ser a favor de uma continuidade, para quem, não consegui ou não queria estudar. Todos nós professores sabemos que hoje no básico, em mais de 90% das situações – não se consegue porque não se quer – A continuidade de estudos é um erro em muitos casos.
    O Ensino profissional é e será a saída para muitos dos alunos inadaptados a esta continuidade. Não podemos ter um só 9º ano, mas sim vários – especializados dando acesso a 12º de continuidade sim, mas adequados à profissão que cada um pretende seguir.
    Se não seguirmos neste caminho, brevemente o Ensino Estatal será um fantoche e todo aquele que poder irá para o privado. – Será isto que um Partido Socialista pretende??????
    Força colegas!

    • Concordo com o que diz. Há muito que sou contra a retenção. Há dias responderam-me que as recomendações do Conselho Nacional de Educação para nada servem, gostariam de ver os seus responsáveis nas escolas a lidar com os alunos. Não entendo como a maioria dos colegas não vê ou não quer ver que CEFS e PIEFS não funcionam. A escola dita pública forma turmas de marginais, quando deveria deixá-los seguir o caminho em que se encaixam, podendo vir sempre a mudar, uma vez que os jovens não crescem todos ao mesmo ritmo.
      Os alunos têm de seguir em frente no percurso que entendem. Durante os 12 anos de escolaridade poderão fazer muitas escolhas. Concordo a 100% quando diz “não pode haver um só 9.º ano, mas muitos”, com exames completamente diferentes. Para terminar, gostaria de dizer-lhe que a visão que possui do ensino estatal é a mesma que a minha. Só não entendo como a nossa classe que detém o saber e conhecimento ( muitos doutorados) não consegue enxergar o que o governo pretende. Assim, infelizmente apetece-me dizer VIVA O ENSINO PRIVADO.

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