As Associações de Professores que esclareçam o que aconteceu. 8


Ontem publiquei a Carta Aberta das Associações de Professores em apoio ao Ministério de Educação. Paulo Guinote no seu Quintal, veio expor que o documento tinha como autoria o nome de Luisa Ucha, membro da Associação de Professores de Geografia e que também é adjunta do Secretário de Estado João Costa.

Não vou fazer nenhuma consideração sobre o assunto. Não estive presente na elaboração do documento, não participei nas reuniões para o efeito e entrar no campo dos “ses” é algo que só arrisco em conversa de café. E aproveito também para esclarecer que não foi pela Tutela que tive acesso ao documento, não sou lacaio de ninguém nem representante de ninguém!!!

São 14 as Associações que assinaram o documento, elas saberão o que se passou (se é que se passou alguma coisa)… Caso sintam necessidade de esclarecer, que esclareçam.

Sobre o que Paulo Guinote diz sobre mim

Perante diversos sinais vindos do alto no sentido de ponderar melhor as coisas, de não confundir diálogo com os amigos com diálogo com as escolas e os professores e de perceber que é mais outro a querer mudar tudo num par de anos, João Costa decidiu forçar as coisas, fazer uma fuga para a frente, pedindo aos seus apoiantes para se manifestarem através de uma clássica carta aberta de que tive conhecimento pelo Alexandre (o grande apoiante desta “mudança” na blogosfera) e no Acção Socialista, desculpem, Diário de Notícias.

Sou apoiante de um ensino que fomente uma formação mais transversal e equilibrada pelas diferentes áreas do saber, sou apoiante de uma avaliação que responda às exigências da sociedade atual, sou apoiante de uma escola que abrace a tecnologia como uma forma benéfica de ensino e não a repugne pela sua incapacidade em lidar com ela. Se ser apoiante disto é apoiar esta mudança, que assim seja, que venha o carimbo que até me agrada…

Alexandre Henriques

 

E agora, o que realmente aconteceu…


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8 thoughts on “As Associações de Professores que esclareçam o que aconteceu.

  • Jose Martins

    Pois.. lamenta-se que outros interesses movam certas “personalidades” da blogosfera que não hesitaram em lançar a confusão e atacar um “concorrente” . A situação é muito simples. A gravidade é suspeição propositadamente lançada. Podia-se discutir o conteúdo da posição das associações. É melhor lançar a suspeita sobre a honra dos elementos que fazem parte das associações profissionais..

  • Miguel Pinto

    O Paulo Guinote terá as suas fontes para dizer o que disse. São muitas associações de professores e nem todas terão usado a mesma metodologia de auscultação aos professores. O que posso testemunhar é que os professores de educação física tiveram espaço e tempo para se pronunciar e participar nesta discussão. Se não houve diálogo com os professores das outras áreas disciplinares, creio que é às associações dessas áreas que devem pedir contas. Se os professores estão mal estão representados, há que chamar os bois pelos nomes. Neste caso o ME esteve bem.

  • Manuel

    Balelas. As escolas estão pelas ruas da amargura e o pessoal anda nisto… preocupado com os egozitos. Crescem e apareçam. Não há ensino de qualidade sem professores dignificados. Podem vir as reformas que quiserem, os decretos que quiserem, mas com professores congelados até ao tutano nada mudará!

  • Ana

    Caro Alexandre,

    Tem todo o direito à sua opinião.

    Neste momento, precisamos de opiniões diversas e honestas, como o tem feito.

    Esqueça “carimbos” que lhe queiram colocar. Os carimbos sujam os dedos, além do mais…..

    Gosto do que escreve, mesmo se discorde de muita coisa. Mas sei que desse lado há alguém honesto, empenhado e educado.

    Bom fim de semana.

  • Associação de Professores de Geografia

    A Carta foi escrita pelas Associações de Professores. Foi lida, transformada, alterada, relida num processo que demorou vários dias.. Representa o que elas pensam. Leiam a Carta e verifiquem que se deixam vários recados ao ME. Tudo o resto é “ruído” para não se ver o que é importante.

  • Coeh

    As ideias do ministerio não foram aprovadas pelo núcleo duro do governo que chutou para período experimental…logo se vê!
    Pena não exigirem o regresso imediato de uma ideia de escola democrática. Essa sim a máxima aspiração dos professores que em tempos viveram essa experiência.