Início Editorial Ano novo, indisciplina velha.

Ano novo, indisciplina velha.

340
1

Há dias soube de uma colega que no ano letivo transato foi alvo de um puxão de cabelos, tendo inclusive sido arrastada pelo chão por um aluno. O ocorrido não foi do conhecimento público, não fez capa de jornal, mas aconteceu. Este é apenas um exemplo extremo de indisciplina, mas a indisciplina diária (comentários, insultos, ameaças, desrespeito por ordens de professores, humilhações, etc.) começou oficialmente com a abertura de mais um ano escolar.

As participações disciplinares serão às dezenas de milhares, as agressões/ameaças/injúrias a professores, por alunos e encarregados de educação, não vão desaparecer,  e 2017/2018 será apenas o reflexo de uma série de fatores que desaguam na sala de aula.

Este ministro de Educação ainda não fez as reformas necessários no âmbito da (in) disciplina escolar, e tal como os seus antecessores (Nuno Crato foi exceção), pouco ou nada diz, pouco ou nada faz,  e o presente será apenas uma repetição do passado.

Sou por isso da opinião, que só a exposição mediática é capaz de mudar a apatia que existe sobre este tema. A indisciplina é constantemente varrida para debaixo do tapete e já nem se estranha que assim seja. Até parece que faz parte, é normal e temos que aceitá-la como tal. Nada mais errado!

Depois dos dados do ComRegras, Escola Segura e o Relatório Anual de Segurança Interna, fica provado que está a ocorrer um agravamento da indisciplina escolar dentro e fora de portas (áreas envolventes). Medidas deviam ter sido tomadas, mas infelizmente outras matérias foram prioritárias lá para os lados da 5 de outubro.

Ano novo, indisciplina velha…

Não se calem! Denunciem a indisciplina grave! Apresentem queixa na direção e nas forças policiais! Caso verifiquem que a direção nada faz, podem sempre queixar-se à Inspeção Geral de Educação e/ou podem optar pela exposição pública do caso. A comunicação social infelizmente tornou-se a justiça de muitos e a alavanca necessária para obter resultados.

Por mim cá estarei para o que precisarem.

Alexandre Henriques

[email protected]

COMPARTILHE

1 COMENTÁRIO

  1. …quê?! os diretores fazem ouvidos moucos e “fogem a sete pés” dessa confusões: deixam ir até ao limite e os professores que os aturem que a culpa nunca é deles, mesmo que te chamem nomes e te ameacem de morte! não sei o que é que estão lá a fazer, muito sinceramente!

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here