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Aluno chicoteado, não é praxe, é CRIME!

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cintoAconteceu mais um caso de praxe abusiva, desta vez no Instituto Politécnico do Cávado e Ave, em que um aluno foi chicoteado, repito, chicoteado com um cinto. Tudo porque não parava de rir… Rir, aquele crime hediondo que merece um severo castigo, físico preferencialmente e em posição submissa (de quatro) que é para não haver dúvidas de quem manda. Para aquele senhor de preto, a praxe pelos vistos não serve para integrar, serve sim para “domesticar” aquelas “bestas” que chegam do ensino secundário e que precisam de submeter-se aos seus caprichos.
Mas o que me surpreende, é que o Sr. Dr. do Conselho de Veteranos não conseguiu assimilar que as praxes estão sobre forte vigilância e apesar de andar nestas coisas há algum tempo, ainda julga que pode fazer tudo numa época de telemóvel em riste que regista tudo e em todo o lado. E o que ainda me surpreende mais, é como que é possível que uma pessoa se submeta a este tipo de tratamento sem reagir.

O estatuto do aluno do ensino básico e secundário, prevê na alinea e), do nº 2, no artigo 28º a expulsão da escola. Esta expulsão só é possível para alunos maiores de idade com consequências específicas e que transcrevo:

A aplicação da medida disciplinar de expulsão da escola compete, com possibilidade de delegação, ao diretor -geral da educação precedendo conclusão do procedimento disciplinar a que se refere o artigo 30.º e consiste na retenção do aluno no ano de escolaridade que frequenta quando a medida é aplicada e na proibição de acesso ao espaço escolar até ao final daquele ano escolar e nos dois anos escolares imediatamente seguintes.

Se calhar está na altura de criar um estatuto que estabeleça medidas disciplinares também para as Universidades, obrigando-as a cumprir com uma legislação transversal, equitativa e que desincentive este tipo de comportamentos. Não basta ter um Provedor do Estudante, como acontece no referido Instituto, apesar da intenção ser positiva existem certas condutas que não se resolvem com Provedores. As regras devem estar bem definidas e as consequências para o seu incumprimento também.

Suspender a praxe no Instituto Politécnico do Cávado e Ave foi um ato extremo, que não resolve nada se para o ano continuar tudo na mesma. O prevaricador se não foi, deve ser punido severamente, não só através da sua expulsão, mas também através de uma queixa-crime nas instâncias competentes.

Praxe suspensa após agressão com cinto

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3 COMENTÁRIOS

  1. ISTO É CRIME E NINGEM ACTUA????

    Mas o que me surpreende, é que o Sr. Dr. do Conselho de Veteranos não conseguiu assimilar que as praxes estão sobre forte vigilância e apesar de andar nestas coisas há algum tempo, ainda julga que pode fazer tudo numa época de telemóvel em riste que regista tudo e em todo o lado. E o que ainda me surpreende mais, é como que é possível que uma pessoa se submeta a este tipo de tratamento sem reagir.

  2. SE CALHAR NAO DE CERTEZA, DE CERTEZA:

    Se calhar está na altura de criar um estatuto que estabeleça medidas disciplinares também para as Universidades, obrigando-as a cumprir com uma legislação transversal, equitativa e que desincentive este tipo de comportamentos. Não basta ter um Provedor do Estudante, como acontece no referido Instituto, apesar da intenção ser positiva existem certas condutas que não se resolvem com Provedores. As regras devem estar bem definidas e as consequências para o seu incumprimento também.

    Suspender a praxe no Instituto Politécnico do Cávado e Ave foi um ato extremo, que não resolve nada se para o ano continuar tudo na mesma. O prevaricador se não foi, deve ser punido severamente, não só através da sua expulsão, mas também através de uma queixa-crime nas instâncias competentes.

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