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Aluno Agride Funcionário Com Murro Na Cara

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Fala-se muitos nos professores agredidos, mas os assistentes operacionais sofrem tanto ou até mais às mãos dos alunos. A experiência diz-me que os abusos aos assistentes operacionais é superior e o icebergue da violência deve ser proporcionalmente maior…

O ComRegras recebeu mais esta denúncia, perfazendo a vigésima agressão a docentes/não docentes no ano letivo 2019-2020.

Em resumo, a agressão surgiu após o funcionário ter tentado retirar o aluno da sala de aula por mau comportamento, mal o funcionário lhe tocou, levou um murro na cara.

O funcionário tem mais de 60 anos e está a 1 ano da reforma. Foi instaurado processo disciplinar ao aluno, tendo este sido suspenso.

Nota: os dados do caso estão protegidos por anonimato por razões de segurança. Os dados foram comunicados aos autores do blogue que os comunicarão às autoridades judiciais se solicitados ou Inspeção Geral de Educação e Ciência.

Comuniquem as vossas denúncias para [email protected]

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3 COMENTÁRIOS

  1. há 40 anos atrás, quando andei nos complementares, ainda nos tempos do ano propedêutico, ano em que também estive inscrito (apenas para situar a coisa, porque a maioria nem saberá que antes do 12º ano houve outros delírios), por vezes éramos mal comportados, mas o mau comportamento traduzia-se em graçolas parvas cujo fito era tentar cortar o fio das aulas das disciplinas que não gostávamos, desde logo em Psicologia, Introdução à Política, Filosofia, era certo e sabido, Português também era uma chatice, mas a professora era muito engraçada, simpática e estava farta de conhecer putos parvos como nós e dominava aquilo facilmente, mas onde eu queria chegar é: caramba, mas não há quem seja agredido e de seguida seja capaz dê dar nas trombas a esses putos? É que a nós não nos passava pela cabeça, de forma nenhuma, uma agressão a um professor ou a um empregado, mas se passasse, estava lá o contínuo Neves que tinha cerca de 30 anos na altura, 1,80m e tinha sido militar nos comandos, que, tenho a certeza, resolveria o assunto da melhor forma.

  2. Tenho como certeza que os Assistentes Operacionais, vou chamar-lhes funcionários, que é o nome que usamos assim a modos que no dia a dia, sofrem de agressões várias durante o tempo que permanecem no seu local de trabalho. A alguns são “ajustadas contas” lá fora…
    Tenho profunda admiração pelos da minha Escola. São aquela velha geração que ainda tem postura de trabalho, simpatia e espírito de cumprir com os seus deveres. São, cada vez menos, e tentam, mesmo assim, gerir o sector que lhes está atribuído. Respondem com um sorriso à tua saudação e, por vezes, o seu lamento passa pelo “Srª Professora, hoje os miúdos estão assim um pouco endiabrados.”.
    Enquanto indivíduo, lá vou protegendo sempre que vejo ou presencio algo que me desagrada e que, invariavelmente, passa pela falta de respeito, pela má educação. Mas, maioritariamente, também eles estão sós na sua tarefa.
    Posto isto, quero deixar, aqui, a minha homenagem, tendo por certo que, quando esta geração se reformar (mais cedo do que muitos julgam), a nossa vida de Professor estará ainda mais dificultada.
    Quero agradecer-lhes a coragem que têm em aderir a greves, sabendo os reflexos que terá no seu, parco, orçamento.
    Quero-lhes dizer que admiro a sua resiliência e acção de luta, porque nós, nós Professores devíamos ter VERGONHA, de não sermos unidos e arranjar merdices, ditas desculpas, para lutar contra o que sentimos na pele todos os dias!

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