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Ajudar desinteressadamente, sabe-nos bem! Quando conseguimos!

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Por vezes – nem sempre – conseguimos “tentar” ajudar outras Pessoas que no momento estão necessitadas, seja com uma pequena frase, um abraço genuíno – sem selfies! – um sinal de que a compreendemos, e vai tudo melhor ficar. E não se trata de gabarolice em causa própria, aí a ajuda deixa de o ser, para passar a outra coisa qualquer, que será muito folclorístico mas sem conteúdo.

Antes, “talvez” tentar com alguma humildade e suficiente honestidade conseguir-se analisar com distanciamento- o que tantas vezes, nós próprios, fazemos “mal-feito”- o outro, e o que de melhor quereríamos ter feito para nós, naquele momento, naquela necessidade. Nunca, por nunca, como missão, como obrigação, mas por termos tido necessidade/vontade de o querer fazer, só!

Aos sessentas e bastantes anos, necessariamente já temos que “ter” experiências de vida “vividas/sentidas/ passadas”, a nível pessoal, familiar, profissional e social, que nos cedem margem de “acharmos conseguir!” na nossa pequenez, de quando em vez, dar uma ajudinha, desinteressada, a outra pessoa. Não para receber algo em troca, só por que “sim”. E, além da vivência tida/vivida que indispensavelmente teve-nos e tem-nos altos e baixos, e assim-assim, e até, por vidas de outras e outros que connosco se foram/vão cruzando, reunimos alguns saberes de vida, que em dados momentos são úteis a outros, nossos iguais. Se o quiserem.

Não área profissional, passada em vários locais mas sempre pelos “recursos humanos”, fez-nos por vezes sofrer pelos outros, outras o contrário, e, por nós também, mas aprende-se muito. Apreende-se como o Humano reage perante um problema, quando a sós, quando em grupo, e fica-nos uma noção, mesmo com tanta evolução que o intrínseco do Humano se mantem por mais que todas as tecnologias nos queiram mais desumanizar e mecanizar! Tudo “isto junto”, por vezes faz-nos “tentar ter!” um gesto, uma atenção, um “ouvir com imensa cuidado, sem falar”, só falando depois ou nem isso, e, pode ser muito útil/necessário “naquele momento” de aflição, de desnorte.

Se o fizermos para “ajudar” o outro e nunca para nos “ajudarmos a nós ou ser glorificados”, pois estas glórias são tão, tão efémeras que é um disparate imaginar-se que é por aí que vale ajudar. E, até ajudar quem não o fez por nós, nunca o faria e nunca o fará. Aqui nem que seja por interposta pessoa. E claro que nos fica uma grande satisfação por o termos “tentado” fazer, por muito, muito pouco que possa ter sido. Nem sequer, e no caso de forma alguma, para depois num outro qualquer mundo ter uma putativa boa/ melhor vida, é nesta, é aqui, ou nunca o será! Já passou! E claro que, de quando em vez desajudamos, e tantas vezes também nos é tão útil, tão necessário um “apoio”, mas é bom tentar ajudar, e como ainda há pouco aconteceu e por coincidência num curto espaço de tempo, mais que uma Pessoa nos encontrar e dizer, aquilo naquela altura ajudou-me muito, de facto relativizei, de facto dei a volta, e fica-se bem. Mas…também nos acontece o contrário…

Augusto Küttner e Magalhães

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