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Acabou a Avaliação Diagnóstica?

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No Despacho Normativo n.º 1-F/2016 consta o seguinte:

Artigo 9.º

Modalidades de avaliação

1 – A avaliação interna das aprendizagens, da responsabilidade dos professores e dos órgãos de administração e gestão e de coordenação e supervisão pedagógica da escola, compreende as seguintes modalidades de avaliação:

  1. a) Diagnóstica;
  2. b) Formativa;
  3. c) Sumativa.

Porém, após lermos o Decreto-Lei n.º 55/2018 de 6 de julho, constatamos que este apenas faz referência à avaliação formativa e sumativa (art.º 23º).

Ou então estamos perante uma fusão entre avaliação diagnóstica e formativa…

Cada um fará a sua interpretação, mas sou da opinião que a avaliação diagnóstica tal como a conhecemos até hoje, terminou.

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7 COMENTÁRIOS

  1. Nada mais errado penso que no início de cada ano se deve fazer a diagnose das aprendizagens adquiridas até ao momento para se dar continuidade nos tempos subsequentes

  2. Muitos professores têm dificuldade (ou falta de tempo nos inícios atribulados das colocações) em fazer uma avaliação diagnóstica rigorosa e, por vezes, aplicam uma “ficha global da matéria do ano anterior”, em vez de um conjunto de questões/atividades direcionadas para as matérias que vão ser exploradas a seguir, o que dá informações desfasadas da realidade. As férias grandes também não ajudam com os “esquecimentos” dos alunos.
    Por estas e outras razões, que dificultam a recolha verdadeira de conhecimentos, e por que a avaliação formativa é a que nos dá mais dados, penso que em muitos contextos, não será essencial a modalidade diagnóstica.

  3. Atenção que a avaliação diagnóstica pode ter desaparecido com o 55/2018, de 6 de julho, conjugado com a Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, mas ela ainda existe nos 2.º, 3.º, 4.º, 6.º, 8.º e 9.º, 11.º e 12.º anos porque esta legislação apenas diz respeito aos 1.º, 5.º, 7.º e 10.º anos (anos da implementação da flexibilidade e autonomia curricular). Além de que a “recolha de informação” sempre fez parte da avaliação formativa, no meu entendimento.

  4. Algum dia existiu?Bem pregam ou pregaram os formadores,especialmente a partir de 1986,depois da publicação da LBSE…Mas, não sejamos hipócritas, a “porcaria” da avaliação dos alunos através de 2 testes e muitas vezes,só de 1 e no 3 período é prática corrente!Que o digam as famílias.E há tantas formas de testar alunos,até através da autocorreção do próprio aluno, na sala de aula e entrega final do teste ao Prof. Se haverá 1/4 de Profs muito bons há mais de 1/4 muito maus e são mais que suficientes para”rebentar” com alunos e sistema!E,pasme-se…perante a aceitação geral de todo o complexus educativo de cada escola.Todos reclamam do “papá ME” e os que exercem cargos pedagógicos lavam as mãos como Pilatos e assobiam para o lado! A principal mediocridade da escola é deixar que os incompetentes,faltosos,ignorantes que campeiam por aí anulem na vox populi e ,fundamentalmente, a própria auto-estima e vida académica dos alunos,bem como o sacrifício,bondade,generosidade e qualidade da maior parte dos docentes!Cobardia ou contemplação da asneira?Os Profs têm de ter carreira vertical e horizontal e avaliação decente e proficiente !Não são todos iguais e muitos merecem ser EXPULSOS do sistema.Lamento mas foram quase 40 anos a trabalhar no sistema!E já não gosto de falar com punhos de renda..todos gosta, de fazer de autistas!

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